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Obras fazem Banda da Rua do Mercado optar por show e baile popular

  • 04/02/2016 22h46publicação
  • Rio de Janeirolocalização
Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil

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A Banda da Rua do Mercado, fundada em 1998 por operadores da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro  e jornalistas econômicos, completou este ano sua maioridade, homenageando o compositor e sambista Nei Lopes. Em razão do “canteiro de obras” em que se transformou a cidade, o presidente da agremiação, Carlos Alberto de Azevedo, ex-assessor da presidência da bolsa e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), disse que não haveria hoje (4) o tradicional desfile da banda pelo centro histórico do Rio.

Rio de Janeiro - Foliões na concentração da Banda da Rua do Mercado, criada em 1998 por operadores da Bolsa de Valores e jornalistas de economia, que este ano homenageia o sambista Nei Lopes (Fernando Frazão/Agênci

A Banda da Rua do Mercado completou  18 anos de existência em 2016Fernando Frazão/Agência Brasil

O primeiro desfile ocorreu em 1999. Copiando os operadores do mercado que encerravam o expediente nas quintas-feiras que antecediam o carnaval indo bebericar nos bares e se divertir, a banda comemorou sempre a data nos 17 anos anteriores apresentando um diferencial, que é tocar marchinhas de carnaval antigo, sem samba enredo específico, percorrendo as ruas que fizeram a história do município. Também ao contrário de outros blocos, a Banda da Rua do Mercado não tem  trio elétrico. Os músicos tocam no chão.

“Todo ano, nós resolvemos homenagear alguma personalidade que seja representativa da cultura popular. Já homenageamos o Garrincha [jogador de futebol]; o ator e produtor cultural Haroldo Costa; o fundador da Banda de Ipanema, Albino Pinheiro; o escritor Rui Castro; Tia Surica, da velha guarda da Portela; o jornalista Ancelmo Gois; o cantor e compositor Martinho da Vila, entre outros”, disse Azevedo.

Como este ano, a Banda da Rua do Mercado não tem condição de desfilar com as obras na região central do Rio, a banda resolveu fazer um grande show no palco, onde se apresentaram as Meninas do Rio, grupo de percussão do Vidigal e um grande baile popular na rua.

Azevedo informou que o objetivo da banda, que se concentra a cada ano na esquina da Rua do Mercado com a Rua do Ouvidor, em frente à Bolsa de Valores carioca, é revitalizar o carnaval de rua. Para buscar recursos para a banda, foi criada a organização não governamental (ONG) Instituto de Arte e Cultura do Centro (Iacen).

Rio de Janeiro - Foliões na concentração da Banda da Rua do Mercado, criada em 1998 por operadores da Bolsa de Valores e jornalistas de economia, que este ano homenageia o sambista Nei Lopes (Fernando Frazão/Agênci

A jornalista Ana Paula Nogueira é a porta-estandarte e tem como mestre-sala Rogério Dornelles, da Imperatriz LeopoldinenseFernando Frazão/Agência Brasil

Apesar de já ter contado em anos anteriores com patrocínio de grandes empresas e entidades, como a própria Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, a Bolsa Mercantil e de Futuros (BMF), o Banco do Brasil, Metrô, sindicatos dos Corretores, dos Operadores e dos Securitários, entre outras instituições, a banda este ano não teve nenhum patrocínio. Para pagar a montagem do palco e os músicos, a agremiação vendeu camisetas. Somente o ex-presidente da Bolsa do Rio, Carlos Reis, comprou dez camisetas, pelas quais pagou R$ 1,5 mil, quando o preço cobrado é somente R$ 20 por peça, disse o presidente da banda.

A jornalista Ana Paula Nogueira é a porta-estandarte e tem como mestre-sala Rogério Dornelles, da Imperatriz Leopoldinense. Durante a feijoada tradicional promovida no final do mês passado, a banda elegeu sua rainha e princesa do carnaval 2016, Camila Ribeiro e Bianca Martins, respectivamente.

Ontem (3), a baiana Ciça do Acarajé, fez pelo oitavo ano consecutivo a lavagem do centro histórico do Rio, com muita água de cheiro e “axé”, para garantir tempo bom hoje, sem chuva, aos participantes da banda.

Edição: Fábio Massalli