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Pérola Negra abre desfile das escolas de samba de São Paulo

  • 05/02/2016 23h56publicação
  • São Paulolocalização
Bruno Bocchini - Repórter da Agência Brasil

A Escola de Samba Pérola Negra abriu, por volta das 23h45, o desfile de carnaval de São Paulo no Sambódromo do Anhembi, zona norte da capital paulista. Apesar da chuva que atingiu a capital paulista no início da noite, há boa presença de expectadores. No entanto, o sambódromo não está lotado e há lugares vagos nas mesas, que ficam ao lado da pista de desfile, e nas arquibancadas. A pista onde ocorre o desfile ainda está molhada, apesar de não estar mais chovendo.

“Quem gosta de carnaval enfrenta qualquer coisa. Quando as escolas entram a gente esquece a chuva bem rápido”, disse Lucas Cavalho, que estava na fila da bilheteria para comprar ingressos para sua família.

Por volta das 23 h, um pequeno apagão atingiu por cerca de cinco minutos o sambódromo. Uma parte dos refletores foi apagada e também a sala de imprensa. No entanto, os holofotes principais, que iluminam a pista por onde passam as escolas de samba, permaneceram acesos. Devido à falta de energia, o desfile, previsto para iniciar às 23h15, começou atrasado. Nesta madrugada desfilam sete das 14 escolas de samba do grupo especial de São Paulo.

De acordo com a Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo, mais de 90% dos ingressos para assistir aos desfiles foram vendidos. A estimativa da São Paulo Turismo (SPTuris) é que cerca de 30 mil pessoas compareçam ao sambódromo em cada dia de festa. Para assistir aos desfiles do Grupo Especial os valores dos ingressos individuais variam de R$ 90 a R$ 550. Para o Grupo de Acesso, de R$ 30 a R$ 60. Para o desfile das campeãs, que ocorre na próxima sexta-feira (12), de R$ 70 a R$ 280.

A Pérola Negra leva para a passarela a história do seu local de origem, a Vila Madalena, bairro boêmio da zona oeste. Com o samba-enredo Do Canindé ao Samba no Pé. A Vila Madalena nos Passos do Balé, a agremiação conta a história de índios e negros que, fugidos da escravidão, refugiaram-se na região. As alas e o enredo se desenvolvem até os tempos recentes, quando o bairro passou a ser ocupado por intelectuais e artistas.

Após a Pérola Negra, desfila a Unidos de Vila Maria, com o tema Índios, Piratas e Navegantes. Elaborado pelo carnavalesco Alexandre Louzada, o tema conta a história de Ilhabela, destino turístico do litoral paulista. Lendas, mistérios e sedução é um dos versos que dão o tom do enredo que a escola levará à avenida.

Em seguida, entra a escola Águia de Ouro. Ave Maria Cheia de Faces é o tema do enredo do terceiro desfile do primeiro dia do carnaval paulistano. Mais do que uma ode à mãe de Jesus Cristo, os carnavalescos Douglinhas, Juca, Izanzinho, Cuca e Pelezinho tratam dos sentimentos da feminilidade e maternidade.

A previsão é que a última escola a desfilar na madrugada desse sábado, a Acadêmicos do Tatuapé, entre na avenida por volta das 6 h. O desfile das escolas de samba de São Paulo continua amanhã, com a participação de mais 7 escolas.

Edição: Fábio Massalli