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Tradicional banda Candinho & Mulatas desfila pelas ruas da capital paulista

Publicado em 03/02/2016 - 22:12

Por Camila Boehm e Bruno Bocchini - Repórteres da Agência Brasil São Paulo

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Há 35 anos desfilando no carnaval de rua paulistano, a Banda Candinho & Mulatas animou hoje (3) o centro da cidade com o tema Referência Nacional, uma homenagem a ícones do carnaval do país, como o Galo da Madrugada e os Bonecos de Olinda, de Pernambuco, e o Cordão da Bola Preta e a Banda de Ipanema, do Rio de Janeiro.

O desfile foi aberto pelo grupo de capoeira Quilombolas de Luz, formado por crianças e jovens.

 Banda do Candinho & Mulatas, no Bixiga, Bela Vista (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Concentração do bloco de carnaval Banda do Candinho & Mulatas, no Bixiga, região central da cidade Rovena Rosa/Agência Brasil

Para Candinho Neto, que lidera a banda, o carnaval nasceu na rua. “A partir dos anos 1920, aconteceu aquela histórica saída do Zé Pereira, dizem que ele bateu um bumbo e saiu pelo centro do Rio antigo e a multidão o acompanhou. A partir daí, criaram-se blocos carnavalescos. Então o carnaval nasceu na rua.”

O músico comemorou o aumento do número de blocos de rua no carnaval paulistano e disse que a cidade está aberta aos blocos e bandas.  Este ano, 355 agremiações desfilarão pela cidade. “Esse é um momento histórico, a partir de agora é uma outra situação do carnaval de rua de São Paulo.”

 Banda do Candinho & Mulatas, no Bixiga, Bela Vista (Rovena Rosa/Agência Brasil)

A Banda do Candinho & Mulatas desfila há 35 anos no carnaval de rua paulistanoRovena Rosa/Agência Brasil

Candinho, que também é presidente da Associação das Bandas Carnavalescas de SP, disse que desde 1989 a entidade promove debates e audiências públicas para discutir o carnaval de rua na cidade, mas não havia participação da prefeitura para garantir espaços.

Para o líder da banda, o objetivo dos blocos de rua é que o folião, o cidadão comum, aproveite a festa.

“Se vai fantasiado ou com uma roupa comum, [o importante] é que ele está brincando o Carnaval, extravasando na rua uma alegria que não tem explicação: a pessoa gosta e vai”.

Edição: Luana Lourenço

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