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Conversa com Roseann Kennedy entrevista músico Hamilton de Holanda

  • 10/07/2017 07h28publicação
  • Brasílialocalização
Da Agência Brasil

O músico Hamilton de Holanda, um dos mais respeitados no exterior, é o entrevistado de hoje (10) do programa Conversa com Roseann Kennedy, às 21h30, na TV Brasil

Hamilton conta que aprendeu a tocar antes de ser alfabetizado. Ele alcançou projeção tocando um bandolim diferente, criado por ele, que ao em vez de oito, tem dez cordas. Tudo isso para expandir os horizontes musicais e dar uma voz protagonista ao choro, que ele considera sua língua materna.

“Quando eu comecei a tocar eu era muito pequeno. Eu nem lia, nem escrevia ainda e já comecei a tocar bandolim. Foi uma coisa que me pegou sem explicação”. Para Hamilton, o ambiente familiar exerceu forte influência em sua formação. “Meu pai é músico, meu irmão também, então a gente teve um ambiente musical muito agradável em casa. Ganhei o meu primeiro violãozinho quando eu tinha 5 anos de idade”.

Roseann Kennedy entrevista o músico Hamilton de Holanda

Roseann Kennedy entrevista o músico Hamilton de HolandaDivulgação/EBC

Mesmo num ambiente favorável dentro de casa, Hamilton conta que também enfrentou dificuldades quando o assunto foi a escolha da música como carreira. “Em casa, a minha mãe tinha medo, não queria que eu fosse músico. Por causa da instabilidade da profissão, que existe. Mas qualquer outra profissão, tem isso também. Depois eu fui crescendo e vi que na verdade se você se dedica, você estuda, você tem boas conexões, você pode se dar bem em qualquer profissão.”

Hoje ele se orgulha da carreira e diz que conseguiu passar para os filhos a paixão, a emoção e o bem que a música pode fazer na vida das pessoas.

Admirador das obras de grandes compositores como Pixinguinha, Baden Powell, Hermeto Pascoal, Raphael Rabello e Chico Buarque, Hamilton acredita que a miscelânea cultural é o que melhor define a riqueza da música brasileira. “A nossa natureza é a mistura”. E é enfático ao definir o papel que as melodias e composições tem em sua vida: “Pra mim, a música é praticamente uma religião. É como eu me comunico com as pessoas, é como eu agradeço, como eu faço as minhas orações. A música é trabalho, a música é educação. A música não é só o trabalho em si ela é tudo isso. E eu tento viver isso na plenitude”.

Edição: Carolina Pimentel