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Bienal apresenta composições inéditas da música de concerto contemporânea

  • 23/10/2017 22h15publicação
  • Rio de Janeirolocalização
Paulo Virgilio - Repórter da Agência Brasil

A produção recente e inédita dos compositores brasileiros de música clássica está sendo apresentada esta semana na 22ª Bienal de Música Brasileira Contemporânea, aberta na noite de hoje (23) no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Até domingo (29) serão executadas pela primeira vez, em concertos diários, 61 peças inéditas – 15 de compositores convidados e 46 selecionadas pelo Prêmio de Composição Clássica 2016 da Fundação Nacional de Artes (Funarte).

No concerto de hoje, a Orquestra Sinfônica Nacional da Universidade Federal Fluminense (UFF) executou as obras de Ernani Aguiar, Ronaldo Miranda, Liduíno Pitombeira, Paulo Costa Lima, Eli-Eri Moura e Marlos Nobre. Nos outros dias, a Bienal se deslocará para a Sala Cecília Meireles, parceira do evento desde o seu início, em 1975. O horário dos concertos é às 19h, exceto no encerramento, marcado para as 17h.

"A Bienal tem esse caráter de ser uma grande mostra, um grande espelho do que está acontecendo de significativo a cada dois anos na música brasileira de concerto", disse o diretor do evento, José Schiller, que também é coordenador de música de concerto da Funarte, em entrevista ao programa Antena MEC FM, da Rádio MEC FM da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Ele contou que a seleção foi feita a partir de 140 obras enviadas pelos compositores.

As obras selecionadas abrangem vários estilos, desde a música orquestral à eletroacústica. Realizada pelo Centro de Música da Funarte, o evento ocorre em parceria com a Academia Brasileira de Música (ABM) e apoio do Ministério da Cultura. A programação está disponível no site do evento.

Este ano, a Bienal faz homenagens in memoriam a três nomes do universo musical que morreram em 2017: os compositores Sergio Roberto de Oliveira (1970/2017) e Olivier Toni (1926/2017), e o embaixador Vasco Mariz (1921/2017), historiador, musicólogo e pesquisador da música brasileira. Há ainda uma homenagem especial a Flávio Silva, cuja atuação está vinculada às Bienais de Música Contemporânea.

 

 

 

Edição: Amanda Cieglinski