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Assédio sexual no trabalho é tema do Diálogo Brasil

  • 10/07/2017 09h29publicação
  • Brasílialocalização
Da Agência Brasil

O assédio sexual apenas passou a ser crime no Brasil em 2001, com a modificação do Código Penal pela Lei 10.224. Mas, além de tardia, a legislação já chegou defasada, segundo a procuradora do Trabalho Renata Coelho. E os projetos destinados a atualizar a lei estão parados no Congresso Nacional, conforme observa a socióloga e professora da Universidade de Brasília Lourdes Bandeira, especialista em violência nas relações de gênero. O assunto é tema do programa Diálogo Brasil desta segunda-feira (10), às 22h, na TV Brasil.

O crime de assédio sexual nem sempre deixa marcas físicas, externas, mas pode ser um marco psicológico na vida de uma pessoa

O crime de assédio sexual nem sempre deixa marcas físicas, externas, mas pode ser um marco psicológico na vida de uma pessoaDivulgação/TV Brasil

A procuradora federal e a professora da UnB também consideram um retrocesso uma parte do texto da reforma trabalhista em tramitação no Congresso. O projeto prevê que a reparação por ofensas nas relações de trabalho seja calculada de acordo com o salário das vítimas. Ou seja, quem ganha mais recebe indenização maior do que empregados de menor remuneração. Para Renata Coelho, a proposta, como está, estabelece um preço para a dignidade do trabalhador. “A vulnerabilidade fica mais explícita”, concorda Lourdes Bandeira.

O programa da TV Brasil aborda os vários tipos de assédio sexual, que podem ser caracterizados pela forma de olhar, um bilhete, um contato físico, a oferta de um presente. O crime nem sempre deixa marcas físicas, externas, mas pode ser um marco psicológico na vida de uma pessoa, segundo a procuradora do Trabalho. Ou até desestruturar emocionalmente a vítima a ponto de levá-la ao suicídio, como observa a socióloga.

O Diálogo Brasil sobre assédio sexual no trabalho também mostra o relato de várias vítimas. Em vídeo, a cineasta Fernanda Frazão, uma das diretoras do documentário Chega de fiu fiu, aborda a existência do problema em espaços públicos. Psicólogos especializados em recursos humanos e relações de trabalho e uma advogada da Rede Feminista de Juristas também dão depoimento.

Edição: Lidia Neves