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Campanha arrecada recursos para criar Casa de Acolhimento LGBT em Manaus

  • 02/08/2017 15h53publicação
  • Manauslocalização
Bianca Paiva - Correspondente da Agência Brasil

Ter que sair de casa por causa da orientação sexual é um drama enfrentado diariamente por gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais. Em Manaus, no Amazonas, a situação não é diferente. Preocupada com essa realidade, o coletivo Manifesta LGBT+ quer criar na cidade uma casa de acolhimento. Para isso, está sendo feita uma campanha de arrecadação de recursos.

“Dentro do próprio Manifesta já tinham duas pessoas que foram expulsas de casa. Um dia dormem em um lugar, outro dia em outro. E essa realidade quando ficou mais próxima fez a gente despertar o projeto. A gente chegou a essa planilha de itens que precisamos como eletrodomésticos, mobília, utensílios de cozinha, de limpeza, higiene pessoal e de supermercado. E a parte mais alta do projeto que entrou nessa planilha foi orçamento da casa, o aluguel”, explicou o presidente do movimento social, Gabriel Mota.

De acordo com Gabriel, já existe um pré-cadastro com cinco interessados em morar no local, que terá capacidade inicialmente para receber até oito pessoas.

O projeto prevê que a Casa funcione durante um ano com os recursos arrecadados. Depois a gerência do espaço será transferida para o poder público. Além de acolher essas pessoas, a ideia é que no abrigo elas sejam ressocializadas, capacitadas para o mercado de trabalho e ainda recebam assistência social, jurídica e psicológica.

“Nós vamos acolher essas pessoas por um período que pode ser de três a seis meses até que elas estejam estabilizadas emocional e psicologicamente. E a gente vai encaminhar por meio da rede serviço público e parceiros. Tem empresas que estão interessadas em estar conosco, que tem essa iniciativa de empregabilidade da comunidade LGBT. A gente está articulando para inserir essas pessoas no mercado de trabalho pra que elas consigam seguir sua vida dignamente”, destacou Sebastiana Silva, gerente de Diversidade e Gênero da Secretaria Estadual de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania.

Caso seja criada, a instituição será a primeira desse tipo na região norte. Espaços semelhantes já funcionam em São Paulo e no Rio de Janeiro. Interessados em contribuir com o projeto devem acessar até o dia 15 de agosto o site de financiamento coletivo.

Mais informações também estão disponíveis na página do Coletivo Manifesta LGBT+ no Facebook.

*Com a colaboração da TV Cultura no Amazonas

Edição: Valéria Aguiar