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Trabalhadores pedem contrapartida em ações de incentivo à indústria

Publicado em 13/03/2014 - 19:00

Por Mariana Branco - Repórter da Agência Brasil Brasília

Os presidentes de cinco confederações de trabalhadores da indústria filiadas à Central Única dos Trabalhadores (CUT) reuniram-se hoje (13) com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Mauro Borges, para pedir contrapartidas para os funcionários nas ações de incentivo ao setor. Eles argumentam que benefícios como a desoneração da folha de pagamento e do Imposto sobre a Produção Industrial (IPI) não foram repassados aos trabalhadores na forma de estabilidade e melhores salários. Juntas as confederações representam 3,2 milhões de empregados de aproximadamente 10 milhões no setor da indústria. 

“Teve desoneração, foi importante. A desoneração da folha de pagamento causou a perda de 1% na arrecadação previdenciária, mas ajudou a garantir empregos. No entanto, a rotatividade ainda é grande e os salários, pouco expressivos”, disse Paulo Cayres, presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM).  Segundo ele, uma das soluções possíveis para dar segurança e garantir melhores condições para os trabalhadores é que a liberação de financiamentos para empresas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) fique condicionada às contrapartidas em favor dos empregados.

De acordo com Cayres, ficou acordado que os representantes dos trabalhadores montarão um grupo e discutirão as questões na comissão de relações do trabalho do Plano Brasil Maior, iniciativa do governo para estimular a indústria. Segundo ele, foi agendada ainda nova reunião no ministério daqui dois meses.  Além da CNM, as outras confederações que participaram da reunião foram a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Indústria da Alimentação (Contac), Confederação Nacional dos Químicos (CNQ), Confederação Nacional dos Trabalhadores da Indústria do Vestuário (CNTV) e Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil e Mobiliário (Conticom).  

A Agência Brasil entrou em contato com a assessoria de comunicação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, mas o órgão não se manifestou sobre o encontro. 

Edição: Fábio Massalli

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