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Eletrobras terá em 2015 orçamento de R$ 14,1 bilhões

  • 30/12/2014 15h07publicação
  • Rio de Janeirolocalização
Nielmar de Oliveira - Repórter da Agência Brasil
consumo de energia em dezembro de 2013 foi 4,5%

Eletrobras terá, em 2015, orçamento de R$ 14,1 bilhõesMarcelo Casal Jr/Agência Brasil

A Eletrobras anunciou hoje (30) que a holding repetirá em 2015 o orçamento recorde previsto para 2014, de desembolso de R$ 14,1 bilhões. A expectativa da empresa é conseguir, no próximo ano, superar o volume de recursos orçados, uma vez que deverá chegar ao final de 2014 com um valor realizado de R$ 12 bilhões, dos quais R$ 10,2 bilhões do total orçado foram investidos até novembro – 73% do previsto e o maior da história da Eletrobras. As informações foram divulgadas por meio de nota.

Para que a holding possa realizar o orçamento, a empresa passa por uma reestruturação dos processos empresariais, readequação dos custos em relação às receitas e otimiza os esforços entre as empresas do grupo, questões que, segundo a nota da Eletrobras, "já vinham sendo tratadas nos últimos anos e que serão intensificadas em 2015”.

Foto da Usina eólica de Cerro Chato (Arquivo/Agência Brasil)

Eletrobras pretende estar entre as três maiores empresas globais de energia limpa nos próximos 15 anosArquivo/Agência Brasil

Para tanto, a empresa implementará o Plano Estratégico do Sistema Eletrobras 2015-2030, aprovado pelo Conselho de Administração no fim de novembro. A meta é estar entre as três maiores empresas globais de energia limpa e entre as dez maiores do mundo em energia elétrica, com rentabilidade comparável às melhores do setor e sendo reconhecida por todos os seus públicos de interesse.

As informações divulgadas mostram que, dos R$ 10,2 bilhões gastos até novembro, R$ 5,2 bilhões foram destinados a investimentos corporativos e R$ 5 bilhões por meio de Sociedades de Propósito Específico (SPEs), divididos entre geração (R$ 5,7 bilhões), transmissão (R$ 3,7 bilhões), distribuição (R$ 600 milhões) e demais fins (R$ 200 milhões).

A empresa trabalha com uma previsão de crescimento da capacidade instalada da Eletrobras até 31 de dezembro deste ano de aproximadamente 1.609 megawatts (MW), o que representa 26% do total do crescimento para todo o país, que é 6,2 gigawatts (GW). Até novembro, a capacidade instalada da Eletrobras aumentou 1.546 MW.

No balanço geral, a Eletrobras, de forma individual ou por meio de SPEs, tem empreendimentos contratados em construção ou ainda em planejamento, que incorporarão à matriz brasileira até 2019 cerca de 22,4 GW, em sua maioria oriundos de fontes de energia limpa e renovável.

Desse total, a empresa é responsável por 12 GW, dos quais 2,3 GW são de empreendimentos de sua propriedade integral, enquanto 9,7 GW correspondem à parcela proporcional da participação da empresa em SPE. Esses investimentos deverão levar a capacidade instalada da companhia dos 43 GW, em dezembro de 2013, para 56,4 GW, em 2019.

Além disso, a Eletrobras tem estudos de inventário, viabilidade e projeto básico que totalizam 23,1 GW, com previsão de investimentos de R$ 81,2 bilhões.

Para 2015, o grande destaque será a conclusão das obras da interligação Brasil-Uruguai em 500 quilovolts (kV). A previsão é que, até o fim do primeiro semestre do próximo ano, o Uruguai esteja sendo abastecido com energia brasileira por esta linha. A Eletrobras e a Eletrobras Eletrosul são responsáveis pela construção das obras no lado brasileiro, que constitui a ampliação da Subestação Presidente Médici, ponto de conexão no Sistema Interligado Nacional (SIN), e pela construção de uma nova subestação elevadora de Candiota (230 kV/525 kV).

Já estão concluídas a linha de 230 kV e de 3 quilômetros de extensão, que levará energia entre as subestações de Presidente Médici até Candiota, e a linha de 500 kV e 60 quilômetros de extensão, que segue de Candiota até a cidade de Aceguá, na fronteira com o Uruguai. A Eletrosul operará esses ativos após a conclusão das obras. Uma vez concluída, a interligação Brasil-Uruguais será capaz de suprir perto de um terço da demanda por energia do Uruguai.

Edição: Marcos Chagas