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Grau de investimento mostra acerto da política econômica, diz Tesouro

Para o coordenador da Dívida Pública, Otávio Ladeira, políticas do

Publicado em 24/03/2015 - 12:09

Por Daniel Lima - Repórter da Agência Brasil Brasília

O coordenador da Dívida Pública, Otávio Ladeira, divulga o Relatório Mensal da Dívida Pública referente ao mês de fevereiro (José Cruz/Agência Brasil)

Otávio Ladeira divulga Relatório Mensal da Dívida Pública referente ao mês de fevereiroJosé Cruz/Agencia Brasil

A decisão da Standard & Poor's (S&P) de manter a nota de crédito e o grau de investimento do Brasil reforça a percepção de que as políticas do governo, de modo geral, e, em particular, a política fiscal, estão na direção “correta”, disse o coordenador-geral de Planejamento Estratégico da Dívida Pública do Tesouro, Otávio Ladeira.

O comentário de Ladeira refere-se à decisão de ontem (23), adotada pela  Standard & Poor's, de manter a nota de crédito do Brasil no nível de grau de investimento e com perspectiva estável. Com a decisão, a S&P manteve – para o Brasil – o selo de bom pagador.

“[A decisão da Standard & Poor's] demonstra que estamos na linha correta em direção à sustentabilidade e estabilidade da dívida pública a médio prazo: as agências [de classificação de risco], em particular a S&P, com a decisão de ontem, captaram bem o esforço do governo e a percepção de credibilidade da equipe atual em relação à política que está desenhada”, disse Ladeira.

Segundo ele, a agência destacou – como uma das razões para manter o rating do Brasil – as instituições políticas bem estabelecidas e o amplo compromisso com políticas que mantenham a estabilidade econômica. Ladeira acrescentou que, além disso, o Tesouro Nacional já percebeu uma mudança positiva, no mercado financeiro, para as taxas dos títulos brasileiros da dívida externa com prazo de dez anos, em particular, que caíram consideravelmente. “Não há como prever o que pode acontecer para a frente, mas [esses indicadores] já [constituem] um sinal [positivo]”, disse. É uma boa referência.”

Para o coordenador de Operações da Dívida Pública do Tesouro Nacional, José Franco Medeiros de Moraes, os títulos de 30 anos também tiveram “performance melhor do que seus pares”. Sobre a influência de eventuais barreiras que possam ser encontradas pelo Brasil, na busca de crédito externo, Moraes disse que não existe essa dificuldade em razão do acerto da política que vem sendo implementada pelo governo.

De acordo com Moraes, o Tesouro não tem necessidade de buscar financiamento internacional. “Toda a dívida externa que vence em 2015, o Tesouro [Nacional] já pré-financiou. Isso quer dizer que o Tesouro já tem os recursos para pagar esses financiamentos. Além disso, estão disponíveis os recursos em dólares cujo valor já está garantido pelas operações de hedge [proteção]."

Moraes disse também que, se o governo lançar títulos no mercado internacional, é só para dar às empresas brasileiras uma curva de referência de juros, que sirva de orientação.

Funcionários da S&P estiveram com a equipe econômica em Brasília, no início deste mês. Durante a visita, os representantes da S&P ouviram das autoridades econômicas do país detalhes sobre o encaminhamento da política econômica brasileira.

Edição: José Romildo

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