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Projeções indicam desaquecimento no mercado de trabalho, diz FGV

Publicado em 08/07/2015 - 14:56

Por Nielmar de Oliveira - Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) recuou 1,1% em junho, atingindo 65,7 pontos, mantendo-se pelo quarto mês consecutivo em níveis comparáveis aos do pior momento da crise internacional de 2008-2009. Quanto mais distante em relação a 100 for a pontuação, maior é a redução do nível de emprego.

O IAEmp é calculado por meio de pesquisas feitas em empresas de serviços e da indústria nas principais regiões metropolitanas do país.

O indicador foi divulgado hoje (8), pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). Segundo a FGV, o resultado sinaliza, para os próximos meses, “a manutenção da tendência de desaquecimento do mercado de trabalho observada desde o início do ano”.

A FGV destacou  variações negativas em alguns componentes do índice: a maior contribuição individual para a queda veio do indicador que retrata o ímpeto de contratações na indústria nos três meses seguintes: esse índice variou -3,9% no mês. Caiu também o indicador que mede a tendência dos negócios do setor de serviços nos seis meses seguintes: -3,1%.

Já o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) avançou pelo sexto mês consecutivo, ao variar 1,6% em junho, alcançando 89,7 pontos, o maior nível desde maio de 2009 (90,4 pontos). No ano, o ICD acumula variação de 21,9%, a maior da série para esse período de comparação. O ICD indica o movimento futuro do desemprego: quando maior for a pontuação, maior é o desemprego previsto.

Na avaliação do pesquisador da FGV Rodrigo Leandro de Mora, os resultados mostram “a tendência de deterioração do emprego para os próximos meses, principalmente na indústria”. Para ele, o aumento do Indicador de Coincidência de Desemprego em junho foi decorrente, exclusivamente, da piora da percepção sobre o mercado de trabalho pelo consumidor das faixas de renda mais baixas, um resultado que parece sinalizar que as demissões poderão atingir mais fortemente os trabalhadores mais pobres no futuro.

 

Edição: José Romildo

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