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Após reunião com Tombini, Barbosa participa de teleconferência com investidores

  • 21/12/2015 11h28publicação
  • Brasílialocalização
Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil

Brasília - Novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, fala à imprensa, no Palácio do Planalto (Wilson Dias/Agência Brasil)

Novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa,  disse que os esforços para o ajuste fiscal devem continuar para estabilizar a economia e promover sua recuperaçãoWilson Dias/Agência Brasil

O novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, reuniu-se hoje (21) com o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, em Brasília, em evento fechado à imprensa. Às 12h, Barbosa participa de teleconferência com investidores nacionais e estrangeiros.

No final do dia, está marcada a cerimônia de posse como ministro da Fazenda. Na última sexta-feira (18), a presidenta Dilma Rousseff fez a  substituição de Joaquim Levy por Barbosa no comando do Ministério da Fazenda. Barbosa era ministro do Planejamento. Para o lugar de Barbosa, Dilma nomeou o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Valdir Simão.

A troca no comando da equipe econômica ocorreu após uma semana conturbada no Congresso Nacional. Na quinta-feira (17), o Congresso Nacional aprovou a LDO e trouxe como novidade, em relação ao texto aprovado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) em novembro, a redução da meta do superávit primário do governo federal de 0,7% para 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), sem deduções (R$ 24 bilhões).

O ex-ministro da Fazenda, Joaquim Levy sempre defendeu que a meta fiscal ficasse em 0,7%, tendo, inclusive, feito um apelo aos líderes partidários, na última segunda-feira (14), para que trabalhassem pela aprovação de três medidas provisórias que aumentariam receitas, evitando, assim, o corte do Bolsa Família e de outros programas sociais, proposto anteriormente pelo relator do Orçamento, deputado Ricardo Barros (PP-PR). Na ocasião, Levy também reafirmou o compromisso do governo com a meta de esforço fiscal em 0,7% do PIB (PIB).

Na sexta-feira, Barbosa disse que os esforços para o ajuste fiscal devem continuar para estabilizar a economia e promover sua recuperação.“O compromisso com a estabilidade fiscal se mantém o mesmo. O volume de cortes e despesas discricionárias deve atingir R$ 78,5 bilhões. Em 2016, esperamos gastar o mesmo que gastamos seis anos atrás. Esse fato já mostra o nosso compromisso [com o ajuste]”, disse Barbosa,

Edição: Valéria Aguiar