Satélite vai levar banda larga a todos os cantos do país, diz Kassab

Publicado em 10/05/2017 - 20:43 Por Sabrina Craide - Repórter da Agência Brasil - Brasília

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, disse hoje (10) que o satélite geoestacionário brasileiro lançado na semana passada vai levar internet rápida para todo o país, garantindo o acesso à banda larga em áreas como saúde e educação. “Hoje a banda larga é fundamental na vida de qualquer cidadão e para a economia de um país. Por conta de sua dimensão continental, o Brasil não tem ainda hoje condições de levar banda larga a todos os cantos do país”, disse o ministro, em entrevista à Voz do Brasil.

Brasília - Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, no programa A Voz do Brasil (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

 Ministro Gilberto Kassab disse que satélite geoestacionário vai garantir acesso à banda larga em áreas como saúde e educaçãoMarcello Casal Jr/Agência Brasil

Segundo o ministro, na área da saúde, o satélite vai permitir que hospitais e postos de saúde em locais mais afastados possam ter acesso à internet, permitindo o intercâmbio de informações entre os profissionais. “Os médicos vão poder conversar com os outros equipamentos públicos de todo o Brasil. Da mesma maneira na educação, já temos identificadas 7 mil escolas que poderão receber banda larga desse satélite”, disse.

Outra vantagem, segundo o ministro, é que o equipamento será totalmente comandado pelo Brasil. “Nós temos diversos satélites atuando no Brasil, mas eles são de multinacionais, de outros países”.

O projeto é uma parceria entre os ministérios da Defesa e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, e envolve investimentos de R$ 2,7 bilhões. Para o ministro, esse custo não é barato, mas deve ser considerado um investimento. “Vale a pena porque qualquer brasileiro vai ter condições de receber a sua internet”, disse.

Parte da capacidade do satélite será alugada para empresas privadas para oferta de banda larga, especialmente em regiões remotas. A Telebras vai ficar com a capacidade necessária para oferecer serviços nos setores de saúde e educação, e comercializar outra parte para gerar concorrência na oferta de internet.

Edição: Fábio Massalli

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