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O atual ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, fala durante posse do diretor da Agência Nacional de Mineração, Tomás Figueiredo Filho. José Cruz/Agência Brasil

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Resultado de leilão da Amazonas Energia foi positivo, diz ministro 

Publicado em 10/12/2018 - 19:06

Por Bruno Bocchini - Repórter da Agência Brasil São Paulo 

O ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, classificou o resultado do leilão da Amazonas Energia, ocorrido hoje (10), como “extremamente positivo”. A distribuidora, que pertencia a Eletrobras e atende a 900 mil consumidores em 62 municípios do estado, foi arrematada pelo consócio Oliveira Energia Atem, com índice combinado de flexibilização tarifária e outorga zero, ou seja, sem deságio na tarifa.
                        
“Eu vejo esse resultado como extremamente positivo. De fato, o maior desafio que todos nós tínhamos com relação a essas distribuidoras era exatamente a Amazonas [Energia]. É a que dá mais prejuízos, é a que dá mais problemas, é a [que] presta um serviço de pior qualidade. É o retrato de tudo aquilo que nós não queremos no Brasil para o fornecimento de uma energia limpa, abundante e a preços justos”, disse Franco após o pregão.

O consórcio, o único a apresentar uma proposta, deve ainda fazer investimentos de R$ 2,7 bilhões, um aporte inicial de R$ 491,4 milhões, além de pagar os R$ 50 mil pelas ações definidas em edital pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A empresa assumirá ainda uma dívida de R$ 2,2 bilhões da Amazonas Energia. A Eletrobras vai assumir, na operação, R$ 13 bilhões das dívidas.

“É uma vitória enorme, vai contribuir para tornar a Eletrobras uma empresa muito mais saudável, que possa enfrentar o maior desafio de todos que vamos ter daqui para frente, que é fornecer energia para um crescimento contínuo de 2% a 3% ao ano”, disse Franco.

A Amazonas Energia é a penúltima de seis distribuidoras da Eletrobras a ser privatizada. A última, a Companhia Energética de Alagoas (Ceal) tem leilão marcado para o dia 19 de dezembro. A venda da empresa estava suspensa por uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF), mas o ministro Ricardo Lewandowski revogou a liminar no dia 29 de novembro.

Edição: Fábio Massalli

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