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Brasília - A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 0,55% em janeiro deste ano, taxa inferior a dezembro de 2013, que alcançou  0,92% (Marcello Casal/Agência Brasil) Agencia Brasil

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Arrecadação tem queda de 0,58% em março, informa a Receita Federal

Publicado em 24/04/2019 - 10:47

Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil Brasília

A arrecadação das receitas federais somou R$ 109,854 bilhões, em março de 2019, informou hoje (24) a Secretaria da Receita Federal do Ministério da Economia. Houve queda real (descontada a inflação) de 0,58%, na comparação com o mesmo mês de 2018.

As receitas administradas pela Receita Federal (como impostos e contribuições) chegaram a R$ 107,912 bilhões, com queda real de 0,60%.

De janeiro a março, a arrecadação somou R$ 385,341 bilhões, com crescimento real de 1,09%. As receitas administradas pela Receita chegaram a R$ 371,166 bilhões, com aumento real de 0,52%. As receitas administradas por outros órgãos (principalmente royalties do petróleo) totalizaram R$ 14,175 bilhões, com crescimento de 18,44%.

Segundo a Receita Federal, o resultado é explicado pela redução nas alíquotas de tributos sobre o óleo diesel, o que reduziu a arrecadação a partir de junho de 2018. Outro fator foi a redução no recolhimento de programas de renegociação de dívidas tributárias neste ano.

Expectativas

De acordo com a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia, a arrecadação de março veio abaixo da expectativa mediana (desconsidera os extremos nas projeções) do mercado financeiro (R$ 115 bilhões). Entretanto, a secretaria ponderou que em fevereiro o resultado ficou acima do projetado pelos analistas do mercado.

O órgão destacou que uma sondagem sobre a reforma da Previdência indica que o mercado financeiro está em "compasso de espera" aguardando o andamento da proposta no Congresso Nacional.

"Uma retomada do investimento privado e do emprego depende de um cenário mais claro a respeito das contas públicas nos próximos anos", disse o coordenador-geral de Política Fiscal da Secretaria de Política Econômica, Bernardo Schettini.

Texto atualizado às 12h40.

Edição: Valéria Aguiar

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