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Uerj adia pela quinta vez o início das aulas em função da crise financeira

  • 09/03/2017 21h31publicação
  • Rio de Janeirolocalização
Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - Alunos, professores e servidores fazem ato de apoio à Universidade do Estado do Rio de Janeiro. A Uerj de Luto na Luta contou com apresentações artísticas para alertar à sociedade sobre as dificuld

Alunos e professores fazem ato de apoio à Universidade Estadual do Rio de Janeiro Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Fórum de Diretores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) decidiu, em reunião realizada hoje (9), adiar pela quinta vez o início das aulas referentes ao segundo semestre do ano passado, devido à atual crise financeira que atravessa o governo do Rio de Janeiro. A Uerj entende "que um fator crucial desta crise diz respeito ao pleno exercício de sua autonomia, inclusive financeira, e está preparando as medidas judiciais cabíveis para o cumprimento dessa disposição constitucional. Também estamos elaborando anteprojeto de lei, a ser encaminhado à Assembleia Legislativa do Rio, com a mesma finalidade", diz, em nota, o colegiado.

No início de janeiro, a reitoria da Uerj adiou o início das aulas do segundo período de 2016 pela falta de condições necessárias ao pleno funcionamento da instituição. Entre os problemas estão o não pagamento das bolsas e salários pelo governo do estado. Em nota, a Uerj informou que, desde então, a reitoria e o fórum de diretores vêm se reunindo semanalmente para avaliar e propor alternativas para superar o que chama de "maior crise de financiamento em sua história".

Segundo o fórum, os principais entraves para o início das aulas são a inexistência de um plano de regularização dos pagamentos às empresas terceirizadas (manutenção, infraestrutura, limpeza, segurança, coleta do lixo, restaurante universitário, elevadores e outros), a ausência de um calendário de pagamento de salários e bolsas estudantis, além da falta de um cronograma de repasses de verbas para a manutenção em geral.

"Diante desses fatos, a reitoria, apoiada pelos diretores de faculdades e institutos da universidade, decidiu aguardar até a próxima quinta-feira (16), quando voltará a se reunir para definir sobre o início das aulas", diz a nota.

Edição: Amanda Cieglinski