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Acnur: mais de 3,5 milhões de crianças refugiadas estão fora da escola

  • 12/09/2017 19h48publicação
  • Brasílialocalização
Sabrina Craide - Repórter da Agência Brasil
Sanliurfa (Turquia) - Famílias de refugiados vivem em bairros humildes, na periferia de Sanliurfa, no Sudeste da Turquia, dependendo de ajuda para sobreviver (Vladimir Platonow/Agência Brasil)

Crianças reugiadas na TurquiaVladimir Platonow/Arquivo/Agência Brasil

Um relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) divulgado hoje (12) mostra que mais de 3,5 milhões de crianças e adolescentes refugiados com idade entre 5 e 17 anos não frequentaram a escola no último ano letivo.

Segundo o estudo, o percentual de crianças refugiadas que frequentam a escola é de 61%, enquanto globalmente o índice é de 91%. No ensino médio, o índice de matriculados entre os adolescentes refugiados é de 23%, ante 84% globalmente. Já em relação ao ensino superior, o percentual de refugiados que acessam a universidade é de 1%.

O número de matrículas de crianças refugiadas em idade escolar no ensino fundamental aumentou de 50% para 61% no último ano letivo. Segundo o Acnur, o avanço se deu por causa do aprimoramento de políticas e investimentos em educação para refugiados sírios, assim como a chegada de crianças refugiadas à Europa, onde a educação é obrigatória.

Financiamento

O relatório defende que a educação seja considerada uma resposta fundamental nas emergências que envolvem pessoas refugiadas, e que receba apoio por meio de um planejamento de longo prazo e financiamento estável. O Acnur diz que está trabalhando junto com parceiros para possibilitar o acesso à educação em todo o mundo, dentro e fora dos campos de refugiados. “Um maior financiamento é urgentemente necessário para colocar mais crianças refugiadas nas escolas”, defende a agência.

Edição: Luana Lourenço