Cidadania http://agenciabrasil.ebc.com.br/taxonomy/term/55/all pt-br Suspensão de cobrança de prestações de leasing deve ser apreciada pelo STF, avalia advogado http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-05-23/suspensao-de-cobranca-de-prestacoes-de-leasing-deve-ser-apreciada-pelo-stf-avalia-advogado <p style="margin-bottom: 0cm">Alana Gandra<br /> <em>Rep&oacute;rter da Ag&ecirc;ncia Brasil</em></p> <p> Rio de Janeiro - A Comiss&atilde;o de Defesa do Consumidor (Codecon) da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro est&aacute; disposta a levar at&eacute; o Supremo Tribunal Federal (STF) a a&ccedil;&atilde;o que resultou na suspens&atilde;o da cobran&ccedil;a de presta&ccedil;&otilde;es de <em>leasing</em> em casos de roubo, furto ou devolu&ccedil;&atilde;o de ve&iacute;culos.</p> <p> A decis&atilde;o &eacute; da 2&ordf; Vara Empresarial do Tribunal de Justi&ccedil;a do Rio de Janeiro, dada na quinta-feira (16), e abrange clientes de 13 bancos e financeiras (BV Financeira, ABN Amro Real-Aymor&eacute;, Santander, PanAmericano, Ita&uacute; Unibanco, Bradesco/Finasa, BMC, HSBC, Volkswagen, Fiat, Ford, Gmac e Sofisa).</p> <p> Pelo sistema de <em>leasing</em>, o carro &eacute; adquirido pelo banco ou institui&ccedil;&atilde;o financeira que o empresta ao consumidor mediante o pagamento de um aluguel. O ve&iacute;culo fica no nome da empresa de <em>leasing</em> at&eacute; a quita&ccedil;&atilde;o das presta&ccedil;&otilde;es, quando ent&atilde;o a titularidade daquele bem passa para o consumidor.</p> <p> O advogado da Codecon, Rafael Couto, disse hoje (23) &agrave; <strong>Ag&ecirc;ncia Brasil</strong> que a a&ccedil;&atilde;o movida pelo &oacute;rg&atilde;o atendeu ao elevado n&uacute;mero de reclama&ccedil;&otilde;es de consumidores referentes &agrave; cobran&ccedil;a das empresas de <em>leasing</em>, considerada abusiva.</p> <p> &ldquo;Ela vinha sendo cobrada a mais que o devido. A&iacute;, ou o consumidor n&atilde;o conseguia devolver o carro ou suspender os pagamentos. Com isso, o seu nome acabava indo para o Servi&ccedil;o de Prote&ccedil;&atilde;o ao Cr&eacute;dito (SPC), o que gerava uma gama de dificuldades e preju&iacute;zos para ele&rdquo;. Acionada, a comiss&atilde;o decidiu mover a a&ccedil;&atilde;o ao perceber que o Tribunal Superior de Justi&ccedil;a (STJ) &ldquo;j&aacute; vem entendendo dessa forma&rdquo;, al&eacute;m do pr&oacute;prio tribunal do estado, disse o advogado.</p> <p> Couto esclareceu que o contrato de<em> leasing </em>&eacute; h&iacute;brido, na medida em que mistura contrato de financiamento, loca&ccedil;&atilde;o e empr&eacute;stimo. O cliente tem a op&ccedil;&atilde;o de aquirir o ve&iacute;culo ao t&eacute;rmino do contrato, renov&aacute;-lo ou devolver o carro. &ldquo;Pelo fato de ele [contrato] se assemelhar a um contrato de loca&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o faz sentido que o consumidor continue pagando o aluguel de um bem de que n&atilde;o usufrui&rdquo;.</p> <p> A decis&atilde;o da 2&ordf; Vara Empresarial do Rio vale para todo o territ&oacute;rio nacional. Ela estabelece ainda que todos os consumidores que tiveram que quitar o contrato em caso de roubo ou furto do ve&iacute;culo nos &uacute;ltimos dez anos sejam ressarcidos em dobro. Os bancos dever&atilde;o declarar nula a cl&aacute;usula contratual que imp&otilde;e essa cobran&ccedil;a.</p> <p> A Justi&ccedil;a determinou prazo at&eacute; a pr&oacute;xima quarta-feira (29) para que as empresas apresentem a rela&ccedil;&atilde;o de todos os contratos de leasing feitos nos &uacute;ltimos dez anos. A multa di&aacute;ria para o caso de descumprimento soma R$ 1.000.</p> <p> Rafael Couto n&atilde;o tem d&uacute;vidas que a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira das Empresas de Leasing (Abel) entrar&aacute; com recurso para tentar derrubar a decis&atilde;o judicial. Caso isso ocorra, a Codecon pretende contestar o recurso na inst&acirc;ncia superior, que &eacute; o Tribunal de Justi&ccedil;a do Rio de Janeiro (TJRJ), para manter a decis&atilde;o.</p> <p style="margin-bottom: 0cm">O presidente da Abel, Osmar Roncolato Pinho, esclareceu, entretanto, que ser&atilde;o as pr&oacute;prias empresas citadas no processo, e n&atilde;o a entidade, que dever&atilde;o entrar com recursos no TJRJ. Falando &agrave; <strong>Ag&ecirc;ncia Brasil</strong>, Roncolato analisou que a decis&atilde;o judicial extrapola os termos dos contratos das empresas do setor e &ldquo;fere os direitos das arrendadoras&rdquo;.</p> <p> Porque, segundo ele, contratualmente &ldquo;o arrendat&aacute;rio que recebe um bem, em caso de perecimento desse bem, deve repor um bem em id&ecirc;nticas condi&ccedil;&otilde;es&rdquo;. Roncolato disse que no caso de um ve&iacute;culo roubado ou furtado que tenha seguro contratado, o consumidor deve usar o dinheiro do seguro para adquirir um novo carro que dever&aacute; ser de propriedade da empresa de <em>leasing</em>. &ldquo;Esse arrendat&aacute;rio est&aacute; com enriquecimento &agrave; custa de outrem&rdquo;. Da&iacute; ele entende que &ldquo;o esp&iacute;rito da decis&atilde;o fere o contrato de arrendamento mercantil, da forma como ele &eacute; firmado&rdquo;, explicou.</p> <p> Dever&aacute; ser objeto tamb&eacute;m de recurso das empresas de <em>leasing</em> a determina&ccedil;&atilde;o para apresentarem a rela&ccedil;&atilde;o de todos os contratos de <em>leasing</em> feitos na &uacute;ltima d&eacute;cada, sob pena de multa di&aacute;ria. &ldquo;Isso, igualmente, vai ser objeto de recurso&rdquo;, ressaltou Roncolato. A Abel vai acompanhar as decis&otilde;es posteriores para tomar uma posi&ccedil;&atilde;o em termos de mercado, informou.</p> <p style="margin-bottom: 0cm">&nbsp;</p> <p style="margin-bottom: 0cm"><em>Edi&ccedil;&atilde;o: A&eacute;cio Amado</em></p> <p style="margin-bottom: 0cm"><em>Todo o conte&uacute;do deste site est&aacute; publicado sob a Licen&ccedil;a Creative Commons Atribui&ccedil;&atilde;o 3.0 Brasil. &Eacute; necess&aacute;rio apenas dar cr&eacute;dito &agrave; <strong>Ag&ecirc;ncia Brasil</strong></em></p> Alerj Cidadania Codecon leasing Thu, 23 May 2013 21:57:01 +0000 aecioamado 721425 at http://agenciabrasil.ebc.com.br Unicef sugere mais investimentos em políticas para adolescentes http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-05-23/unicef-sugere-mais-investimentos-em-politicas-para-adolescentes <p>Thais Leit&atilde;o<br /> <em>Rep&oacute;rter da Ag&ecirc;ncia Brasil</em></p> <p> Bras&iacute;lia &ndash; O Brasil precisa aumentar os investimentos &ndash; financeiros e sociais &ndash; na garantia de direitos dos adolescentes. Sem pol&iacute;ticas p&uacute;blicas espec&iacute;ficas nessa &aacute;rea, o pa&iacute;s corre o risco de eliminar as conquistas obtidas com iniciativas voltadas &agrave; inf&acirc;ncia. A opini&atilde;o &eacute; do coordenador do Programa Cidadania dos Adolescentes do Fundo das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Inf&acirc;ncia (Unicef), M&aacute;rio Volpi.</p> <p> Ao participar, hoje (23), de audi&ecirc;ncia p&uacute;blica na C&acirc;mara dos Deputados que discutiu a <a href="http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-05-23/propostas-no-congresso-nao-previnem-violacao-aos-direitos-de-adolescentes-dizem-entidades">Agenda Propositiva </a>para Crian&ccedil;as e Adolescentes 2013, ele ressaltou que na &uacute;ltima d&eacute;cada enquanto 24 mil crian&ccedil;as brasileiras foram salvas com a redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade infantil, 80 mil adolescentes morreram assassinados.</p> <p> &ldquo;O que a gente observou nos &uacute;ltimos dez anos, a partir da an&aacute;lise dos indicadores sociais, &eacute; que os investimentos na primeira d&eacute;cada de vida n&atilde;o se consolidam se n&atilde;o houver novo investimento na segunda d&eacute;cada de vida&quot;, disse.</p> <p> &ldquo;Esses investimentos t&ecirc;m de ser complementares, consistentes e permanentes para garantir o desenvolvimento das capacidades, habilidades e compet&ecirc;ncias das pessoas, sen&atilde;o vamos salvar crian&ccedil;as para deix&aacute;-las morrer na adolesc&ecirc;ncia&quot;, acrescentou.</p> <p> No evento, ele defendeu maior participa&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as e adolescentes na constru&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas direcionadas a eles, diante da perspectiva que s&atilde;o &quot;sujeitos de direito&rdquo; e &quot;pessoas em desenvolvimento&quot;.</p> <p> &quot;Isto n&atilde;o quer dizer que eles sabem mais do que os adultos, pelo contr&aacute;rio, t&ecirc;m muito a aprender, mas &eacute; preciso criar um di&aacute;logo intergeracional que substitua a rela&ccedil;&atilde;o de poder pela de aprendizado m&uacute;tuo&quot;, disse. Para ele, essa mesma l&oacute;gica deve nortear a discuss&atilde;o, crescente no Brasil, sobre a redu&ccedil;&atilde;o da maioridade penal.</p> <p> Ao argumentar que o endurecimento das penas n&atilde;o &eacute; suficiente para evitar a pr&aacute;tica de atos infracionais por menores de 18 anos, ele citou o que ocorre nos Estados Unidos, onde mesmo com a aplica&ccedil;&atilde;o de pris&atilde;o perp&eacute;tua e pena de morte, os adolescentes respondem por 11% dos homic&iacute;dios. No Brasil, segundo ressaltou, essa parcela da popula&ccedil;&atilde;o &eacute; respons&aacute;vel por 3,8% do total de assassinatos. O representante do Unicef defendeu que o enfrentamento &agrave; viol&ecirc;ncia deve incluir n&atilde;o somente a provocada por adolescentes, mas principalmente aquela que o vitimiza.</p> <p> &quot;No Brasil, os adolescentes s&atilde;o muito mais v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia do que autores dela. Enquanto temos mais de 8 mil adolescentes assassinados por ano no Brasil, eles s&atilde;o causadores de aproximadamente 2 mil assassinatos&quot;, enfatizou.</p> <p> Dados do &uacute;ltimo Mapa da Viol&ecirc;ncia refor&ccedil;am essa ideia, ao apontar que de cada tr&ecirc;s mortos por arma de fogo dois est&atilde;o na faixa dos 15 a 29 <a href="http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-03-06/mapa-da-violencia-2013-671-das-vitimas-por-arma-de-fogo-sao-jovens">anos</a>. De acordo com a publica&ccedil;&atilde;o, feita pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos e pela Faculdade Latino-Americana de Ci&ecirc;ncias Sociais, os jovens representam 67,1% das v&iacute;timas de armas de fogo no pa&iacute;s.</p> <p> O debate sobre a criminaliza&ccedil;&atilde;o de adolescentes, com a redu&ccedil;&atilde;o da maioridade penal, voltou &agrave; tona recentemente, ap&oacute;s o assassinato, no m&ecirc;s passado, do estudante Victor Hugo Deppman, de 19 anos, durante um assalto em S&atilde;o Paulo. O agressor era um adolescente de 17 anos que, dias depois, completou 18. Com isso, ele cumprir&aacute; medida socioeducativa, pois o crime foi cometido quando ainda era menor. Pouco depois, o governador de S&atilde;o Paulo, Geraldo Alckmin, veio a Bras&iacute;lia para defender altera&ccedil;&otilde;es no Estatuto da Crian&ccedil;a e do Adolescente (ECA) e no C&oacute;digo Penal com o objetivo de tentar coibir a participa&ccedil;&atilde;o de adolescentes em crimes. Uma das propostas &eacute; ampliar para at&eacute; oito anos o per&iacute;odo de interna&ccedil;&atilde;o do menor em conflito com a <a href="http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-04-16/alckmin-sugere-mudanca-no-eca-para-punir-menor-que-cometer-crime">lei</a>.</p> <p>O tema divide a opini&atilde;o de especialistas. Entre os argumentos contr&aacute;rios &agrave; medida est&aacute; o que reduzir a maioridade penal &eacute; reconhecer a incapacidade do Estado brasileiro em garantir oportunidades e atendimento adequado &agrave; juventude, numa esp&eacute;cie de atestado de fal&ecirc;ncia do sistema de prote&ccedil;&atilde;o social do <a href="http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-04-22/reduzir-maioridade-penal-e-um-%E2%80%9Catestado-de-falencia-do-sistema-de-protecao-social-do-pais%E2%80%9D-diz-especi">pa&iacute;s</a>. Al&eacute;m disso, especialistas defendem que adolescentes que se envolvem com atos il&iacute;citos, na maioria das vezes, refletem uma realidade de exclus&atilde;o, desigualdade e omiss&atilde;o do Estado e da fam&iacute;lia. Levantamento do Conselho Nacional de Justi&ccedil;a (CNJ) feito em 2012 mostra que 57% dos jovens privados de liberdade n&atilde;o frequentavam a escola antes da interna&ccedil;&atilde;o. A idade m&eacute;dia dos internos era 16 anos. Cerca de 8% disseram ser analfabetos. Al&eacute;m disso, 86% pararam de estudar em alguma s&eacute;rie no ensino fundamental, indicando grande defasagem escolar uma vez que, pela idade, deveriam cursar o ensino m&eacute;dio.</p> <p> J&aacute; entre as considera&ccedil;&otilde;es de quem defende a redu&ccedil;&atilde;o da maioridade penal est&aacute; a que, diante dos recentes avan&ccedil;os tecnol&oacute;gicos e sociais, os adolescentes dos dias de hoje <a href="http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-04-22/para-psiquiatra-forense-jovem-de-16-anos-tem-maturidade-para-escolher-entre-cometer-ou-nao-um-crime">s&atilde;o capazes de entender</a> o car&aacute;ter il&iacute;cito de um ato e podem escolher entre pratic&aacute;-lo ou n&atilde;o. Especialistas tamb&eacute;m destacam que os atos infracionais praticados por adolescentes <a href="http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-04-22/aumento-do-numero-de-jovens-envolvidos-em-crimes-justifica-reducao-da-maioridade-penal-defende-promot">t&ecirc;m aumentado </a>nos &uacute;ltimos anos, principalmente os relacioandos ao tr&aacute;fico de drogas, j&aacute; que t&ecirc;m consci&ecirc;ncia de sua inimputabilidade penal. Eles tamb&eacute;m argumentam que as san&ccedil;&otilde;es previstas no Estatuto da Crian&ccedil;a e do Adolescente (ECA), que determina a aplica&ccedil;&atilde;o de medidas socioeducativas a jovens que praticam atos infracionais, s&atilde;o brandas e n&atilde;o punem de fato.</p> <p> E<em>di&ccedil;&atilde;o: Jos&eacute; Romildo</em></p> <p><em>Todo o conte&uacute;do deste site est&aacute; publicado sob a Licen&ccedil;a Creative Commons Atribui&ccedil;&atilde;o 3.0 Brasil. &Eacute; necess&aacute;rio apenas dar cr&eacute;dito &agrave; </em><strong><em>Ag&ecirc;ncia Brasil</em></strong></p> adolescentes agenda propositiva Cidadania Cidadania crianças direitos indicadores sociais maioridade penal Unicef Thu, 23 May 2013 21:04:21 +0000 jose.romildo 721419 at http://agenciabrasil.ebc.com.br Propostas no Congresso não previnem violação aos direitos de adolescentes, dizem entidades http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-05-23/propostas-no-congresso-nao-previnem-violacao-aos-direitos-de-adolescentes-dizem-entidades <p>Thais Leit&atilde;o<br /> <em>Rep&oacute;rter da Ag&ecirc;ncia Brasil</em></p> <p> Bras&iacute;lia - A intensidade com que o debate sobre a criminaliza&ccedil;&atilde;o de adolescentes ganha for&ccedil;a no pa&iacute;s, como a redu&ccedil;&atilde;o da maioridade penal, n&atilde;o &eacute; acompanhada pelos esfor&ccedil;os, inclusive legislativos, voltados &agrave; preven&ccedil;&atilde;o da viola&ccedil;&atilde;o de direitos dessa parcela da popula&ccedil;&atilde;o. Essa &eacute; a avalia&ccedil;&atilde;o de representantes de institui&ccedil;&otilde;es ligadas &agrave; defesa de direitos de crian&ccedil;as e adolescentes que participaram hoje (23) de audi&ecirc;ncia p&uacute;blica na C&acirc;mara dos Deputados.</p> <p> Levantamento, apresentado pela entidade, mostra que, do total de 1.566 proposi&ccedil;&otilde;es legislativas em tramita&ccedil;&atilde;o no Congresso Nacional sobre crian&ccedil;as e adolescentes, nenhuma prev&ecirc; medidas preventivas. Tratando da redu&ccedil;&atilde;o da imputabilidade penal de 18 para 16 anos foram identificadas 41 propostas de emenda constitucional. O mapeamento tamb&eacute;m encontrou 22 projetos que preveem altera&ccedil;&atilde;o do Estatuto da Crian&ccedil;a e do Adolescente (ECA), incluindo na legisla&ccedil;&atilde;o a l&oacute;gica do direito penal juvenil.</p> <p>Entre eles, apenas dois s&atilde;o considerados positivos pelos representantes: um que prop&otilde;e a inclus&atilde;o dos trabalhadores do sistema socioeducativo no Bolsa Forma&ccedil;&atilde;o, do Programa Nacional de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica, e outro que trata da supervis&atilde;o das atividades em regime de semi liberdade pelo sistema de Justi&ccedil;a.</p> <p> Ao todo, foram listados 96 projetos considerados priorit&aacute;rios pelas entidades, n&atilde;o em raz&atilde;o das mudan&ccedil;as propostas, mas por causa da alta ades&atilde;o parlamentar e pela elevada possibilidade de impacto, positivo ou negativo, no campo dos direitos humanos.</p> <p> Os dados foram compilados pelo Instituto de Estudos Socioecon&ocirc;micos (Inesc), durante elabora&ccedil;&atilde;o da Agenda Propositiva para Crian&ccedil;as e Adolescentes 2013, apresentada hoje aos parlamentares. O documento foi definido conjuntamente por 30 organiza&ccedil;&otilde;es ligadas ao tema, com apoio do Fundo das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Inf&acirc;ncia (Unicef) e do Conselho Nacional dos Direitos da Crian&ccedil;a e do Adolescente (Conanda).</p> <p> Na avalia&ccedil;&atilde;o do diretor do Inesc, organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental que atua para assegurar a efetiva&ccedil;&atilde;o dos direitos do Estatuto da Crian&ccedil;a e do Adolescente, Jos&eacute; Ant&ocirc;nio Moroni, &eacute; preciso reverter a tend&ecirc;ncia de enxergar o adolescente como &quot;o mal do pa&iacute;s&quot;.</p> <p> &ldquo;A maioria dos projetos em tramita&ccedil;&atilde;o prev&ecirc; a retirada de direitos dos adolescentes, em geral criminalizando essa parcela da popula&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o estamos s&oacute; saindo da agenda da nega&ccedil;&atilde;o do direito, mas retrocedendo ao cair na l&oacute;gica da criminaliza&ccedil;&atilde;o, colocando crian&ccedil;as e adolescentes sob o olhar do C&oacute;digo Penal&rdquo;, disse.</p> <p> O debate sobre a criminaliza&ccedil;&atilde;o de adolescentes voltou &agrave; tona recentemente, ap&oacute;s o assassinato, no in&iacute;cio de abril, do estudante Victor Hugo Deppman, 19 anos, durante um assalto em S&atilde;o Paulo. O agressor era um adolescente de 17 anos que, dias depois, completou 18. Com isso, ele cumprir&aacute; medida socioeducativa, pois o crime foi cometido quando ainda era menor de idade. Pouco depois, o governador de S&atilde;o Paulo, Geraldo Alckmin, veio a Bras&iacute;lia para defender altera&ccedil;&otilde;es no ECA e no C&oacute;digo Penal com o objetivo de <a href="http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-04-16/alckmin-sugere-mudanca-no-eca-para-punir-menor-que-cometer-crime">tentar coibir a participa&ccedil;&atilde;o de adolescentes em crimes</a>. Uma das propostas &eacute; ampliar para at&eacute; oito anos o per&iacute;odo de interna&ccedil;&atilde;o do jovem em conflito com a lei.</p> <p> Ainda durante a audi&ecirc;ncia, Jos&eacute; Ant&ocirc;nio Moroni ressaltou que a inexist&ecirc;ncia de projetos voltados &agrave; preven&ccedil;&atilde;o da viola&ccedil;&atilde;o de direitos contraria o discurso de que essa &eacute; a maneira mais eficaz de cumprimentos das garantias. Em sua avalia&ccedil;&atilde;o, a atua&ccedil;&atilde;o do Parlamento brasileiro nessa &aacute;rea tem sido fragmentada e desfocada das quest&otilde;es essenciais, como a constru&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas que garantam o acesso aos direitos j&aacute; conquistados.</p> <p> Como exemplo de propostas preventivas, ele citou as de apoio financeiro e socioeducativo para garantir a conviv&ecirc;ncia familiar adequada a crian&ccedil;as e adolescentes e ainda as que determinem a exist&ecirc;ncia de instrumentos p&uacute;blicos de lazer para uso dessa parcela da popula&ccedil;&atilde;o nas diversas comunidades.</p> <p> O diretor do Inesc ressaltou que a agenda propositiva entregue aos parlamentares nesta quinta-feira, contendo o mapeamento dos projetos em tramita&ccedil;&atilde;o sobre o tema, &eacute; um importante instrumento de di&aacute;logo com a classe pol&iacute;tica e com a sociedade.</p> <p> &quot;Se n&atilde;o conseguirmos conscientizar a sociedade sobre a necessidade de mudarmos a cultura da penaliza&ccedil;&atilde;o e da retirada de direitos de crian&ccedil;as e adolescentes, n&atilde;o vamos encontrar repercuss&atilde;o no Parlamento&quot;, acrescentou.</p> <p> Ao defender uma pol&iacute;tica de amplia&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o de restri&ccedil;&atilde;o de direitos, a presidenta do Conanda, Maria Izabel da Silva, enfatizou a import&acirc;ncia do fortalecimento de a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o e de enfrentamento ao tr&aacute;fico de drogas.</p> <p> Ela lembrou que dos 9,8 mil adolescentes que cumprem medidas socieducativas em S&atilde;o Paulo, mais de 41% est&atilde;o nessa condi&ccedil;&atilde;o por envolvimento com o tr&aacute;fico de drogas e cerca de 30% em raz&atilde;o de roubo associado &agrave;s drogas. Os latroc&iacute;nios, roubos seguido de morte, correspondem a apenas 0,96% do total. S&atilde;o Paulo concentra mais da metade dos adolescentes que cumprem essas medidas.</p> <p> Entre os projetos em tramita&ccedil;&atilde;o no Congresso Nacional considerados positivos pelos especialistas est&atilde;o o Plano Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o (PNE), o projeto de lei do governo brasileiro (PL 7.672 de 2010) que modifica o ECA e prev&ecirc; possibilidade de aplica&ccedil;&atilde;o de pena aos pais e respons&aacute;veis que castigarem fisicamente os filhos ou derem tratamento cruel ou degradante a eles, a chamada de Lei da Palmada, al&eacute;m de propostas de fortalecimento dos conselhos tutelares.</p> <p> <em>Edi&ccedil;&atilde;o: Carolina Pimentel</em></p> <p> <em>Todo o conte&uacute;do deste site est&aacute; publicado sob a Licen&ccedil;a Creative Commons Atribui&ccedil;&atilde;o 3.0 Brasil. Para reproduzir as mat&eacute;rias &eacute; necess&aacute;rio apenas dar cr&eacute;dito &agrave; <strong>Ag&ecirc;ncia Brasil</strong></em></p> Cidadania Conanda Congresso Nacional crianças e adolescentes entidades de defesa Inesc prevenção propostas legislativas Unicef violação Thu, 23 May 2013 20:54:23 +0000 carolinap 721416 at http://agenciabrasil.ebc.com.br Moradias de pescadores, índios, quilombolas, trabalhadores rurais e de favelas estão ameaçadas, diz Anistia Internacional http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-05-22/moradias-de-pescadores-indios-quilombolas-trabalhadores-rurais-e-de-favelas-estao-ameacadas-diz-anist <p>Akemi Nitahara<br /> <em>Rep&oacute;rter da Ag&ecirc;ncia Brasil</em></p> <p> Rio de Janeiro &ndash; A moradia e fonte de subsist&ecirc;ncia de comunidades de pescadores, trabalhadores rurais, &iacute;ndios, quilombolas e moradores de favelas est&atilde;o amea&ccedil;adas pelos projetos de desenvolvimento do Brasil.&nbsp; A conclus&atilde;o faz parte do relat&oacute;rio <a href="http://www.amnesty.org/pt-br/region/brazil/report-2013" target="_blank"><em>O Estado dos Direitos Humanos no Mundo</em></a>, lan&ccedil;ado hoje (22) pela Anistia Internacional. A entidade demonstrou preocupa&ccedil;&atilde;o com remo&ccedil;&otilde;es for&ccedil;adas, tanto na &aacute;rea rural quanto nas cidades, amea&ccedil;as e intimida&ccedil;&otilde;es desses grupos.</p> <p> Para o diretor executivo da Anistia Internacional Brasil, &Aacute;tila Roque, a quest&atilde;o do direito &agrave; terra dessas popula&ccedil;&otilde;es foi fortemente amea&ccedil;ado em 2012. &ldquo;Em um ano em que a gente enfrentou riscos grandes de retrocesso, n&atilde;o s&oacute; a recorr&ecirc;ncia da viol&ecirc;ncia como instrumento de implementar pol&iacute;tica espec&iacute;fica contra os direitos dessas popula&ccedil;&otilde;es, mas tamb&eacute;m de retrocessos grandes em rela&ccedil;&atilde;o ao pr&oacute;prio marco legal, como foi o caso dos povos ind&iacute;genas&rdquo;.</p> <p> Roque lembrou das tentativas de se alterar a legisla&ccedil;&atilde;o&nbsp; relacionadas a essas popula&ccedil;&otilde;es, uma &ldquo;agenda secular no Brasil que permanece como fator de viola&ccedil;&atilde;o de direitos&rdquo;. A Anistia Internacional destaca o caso da publica&ccedil;&atilde;o da Portaria 303, que permitia mineradoras, projetos hidrel&eacute;tricos e instala&ccedil;&otilde;es militares se estabelecerem em terras ind&iacute;genas sem o consentimento da comunidade afetada, mas que foi suspensa. O relat&oacute;rio cita tamb&eacute;m a Proposta de Emenda &agrave; Constitui&ccedil;&atilde;o (PEC) 215, que transferiria a demarca&ccedil;&atilde;o de terras ind&iacute;genas e quilombolas para o Congresso Nacional, o que pode politizar o processo, segundo a entidade.</p> <p> O documento tamb&eacute;m condena as remo&ccedil;&otilde;es for&ccedil;adas nas cidades por causa de obras para a Copa de 2014 e Olimp&iacute;adas 2016, sem informa&ccedil;&otilde;es claras aos moradores ou propostas alternativas e os impactos danosos de grandes obras de infraestrutura nas comunidades ind&iacute;genas, relatando que algumas vivem cercadas por pistoleiros. As intimida&ccedil;&otilde;es e amea&ccedil;as de morte ocorrem principalmente a ind&iacute;genas em Mato Grosso do Sul e quilombolas no Maranh&atilde;o.</p> <p> O relat&oacute;rio aponta que defensores de direitos humanos tamb&eacute;m sofrem intimida&ccedil;&otilde;es devido &agrave;s suas atua&ccedil;&otilde;es. O Programa Nacional de Prote&ccedil;&atilde;o aos Defensores dos Direitos Humanos foi implementado, mas, na pr&aacute;tica, &eacute; inconsistente, segundo o documento da Anistia Internacional. Al&eacute;m disso, o programa de prote&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; efetivo para os trabalhadores rurais do Par&aacute; e Amazonas, bem como para pescadores no Rio de Janeiro, que tiverem lideran&ccedil;as assassinadas.</p> <p> Por outro lado, a Anistia Internacional destaca que o Brasil aprovou, em maio, a proposta de emenda constitucional (PEC) que permite o confisco de terras onde se comprove a pr&aacute;tica do trabalho escravo e, em S&atilde;o Paulo, uma comiss&atilde;o parlamentar de inqu&eacute;rito (CPI) foi instalada para investigar inc&ecirc;ndios ocorridos em favelas.</p> <p> O diretor executivo ressalta que, apesar de alguns avan&ccedil;os, como a PEC que confisca terras com trabalho escravo, a CPI para investigar inc&ecirc;ndios em favelas e as unidades de Pol&iacute;cia Pacificadora (UPPs), o Brasil continua com indicadores fortes de deficit de justi&ccedil;a. &ldquo;N&oacute;s estamos entrando no s&eacute;culo 21 ainda com problemas do s&eacute;culo 19, se n&atilde;o antes&rdquo;.</p> <p> <em>Edi&ccedil;&atilde;o: F&aacute;bio Massalli</em></p> <p> Todo o conte&uacute;do deste site est&aacute; publicado sob a Licen&ccedil;a Creative Commons Atribui&ccedil;&atilde;o 3.0 Brasil. Para reproduzir as mat&eacute;rias &eacute; necess&aacute;rio apenas dar cr&eacute;dito &agrave; <strong>Ag&ecirc;ncia Brasil</strong></p> Anistia Internacional Cidadania Índios moradores de favelas pescadores Quilombolas trabalhadores rurais Wed, 22 May 2013 23:45:09 +0000 fabio.massalli 721343 at http://agenciabrasil.ebc.com.br Anistia Internacional destaca trabalho da Comissão da Verdade http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-05-22/anistia-internacional-destaca-trabalho-da-comissao-da-verdade <p>Akemi Nitahara<br /> <em>Rep&oacute;rter da Ag&ecirc;ncia Brasil</em></p> <p> Rio de Janeiro - Com um ano de instala&ccedil;&atilde;o, a Comiss&atilde;o Nacional da Verdade (CNV) teve destaque no relat&oacute;rio <a href="http://www.amnesty.org/pt-br/region/brazil/report-2013" target="_blank"><em>O Estado dos Direitos Humanos no Mundo</em></a>, lan&ccedil;ado hoje (22) pela Anistia Internacional. O documento analisa dados de 2012 em 159 pa&iacute;ses e tem um cap&iacute;tulo dedicado ao Brasil.</p> <p> O diretor executivo da Anistia Internacional Brasil, &Aacute;tila Roque, ressalta que o objetivo da CNV &eacute; investigar viola&ccedil;&otilde;es dos direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988 e que as investiga&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m sido feitas com base em registros e audi&ecirc;ncias p&uacute;blicas.</p> <p> &ldquo;Ainda que a gente veja alguns problemas no modo como a comiss&atilde;o funciona, o que predomina na nossa an&aacute;lise &eacute; o reconhecimento da import&acirc;ncia da nomea&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o da Verdade no ano passado. Era uma demanda de muitos anos das organiza&ccedil;&otilde;es e do movimento dos direitos humanos no Brasil, dos familiares e v&iacute;timas. Todas as pessoas que t&ecirc;m uma preocupa&ccedil;&atilde;o grande em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; justi&ccedil;a e &agrave; impunidade no Brasil, especialmente em rela&ccedil;&atilde;o aos crimes do passado, aos crimes da ditadura, a nomea&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o da Verdade &eacute; muito alentadora e ela vem, na verdade, muito tarde, se voc&ecirc; olhar para o restante da regi&atilde;o ou do mundo, n&eacute;?&rdquo;</p> <p> Por outro lado, o relat&oacute;rio demonstra preocupa&ccedil;&atilde;o por algumas reuni&otilde;es terem sido secretas e duvida da capacidade do pa&iacute;s punir os crimes enquanto a Lei da Anistia de 1979 estiver em vigor.&nbsp; De acordo com Roque, essa lei foi considerada inv&aacute;lida pela Corte Interamericana de Direitos Humanos, em 2010.</p> <p> &ldquo;Muitos dos crimes que est&atilde;o sendo investigados n&atilde;o s&atilde;o pass&iacute;veis de perd&atilde;o, anistia ou prescri&ccedil;&atilde;o. Ent&atilde;o, a Comiss&atilde;o da Verdade vai abrir sim uma discuss&atilde;o forte de como voc&ecirc; faz justi&ccedil;a. Nesses casos, isso pode levar eventualmente a uma discuss&atilde;o sobre a pr&oacute;pria Lei da Anistia, que est&aacute; sendo alvo de recursos no pr&oacute;prio STF, tem uma quest&atilde;o internacional, tratados que o Brasil &eacute; signat&aacute;rio que n&atilde;o reconhecem a possibilidade de anistia para crimes dessa ordem, por a&iacute; tamb&eacute;m pode se abrir a possibilidade de questionamento&rdquo;.</p> <p> O documento da Anistia Internacional tamb&eacute;m destaca o fato de procuradores federais terem iniciado a&ccedil;&otilde;es penais contra agentes do governo com o argumento que os crimes praticados na &eacute;poca do regime militar ainda perduram.</p> <p> <em>Edi&ccedil;&atilde;o: F&aacute;bio Massalli</em></p> <p> Todo o conte&uacute;do deste site est&aacute; publicado sob a Licen&ccedil;a Creative Commons Atribui&ccedil;&atilde;o 3.0 Brasil. Para reproduzir as mat&eacute;rias &eacute; necess&aacute;rio apenas dar cr&eacute;dito &agrave; <strong>Ag&ecirc;ncia Brasil</strong></p> Anistia Internacional Anistia Internacional Brasil Cidadania Comissão da Verdade Comissão Nacional da Verdade Lei da Anistia Wed, 22 May 2013 23:35:10 +0000 fabio.massalli 721341 at http://agenciabrasil.ebc.com.br Projeto de regulamentação do trabalho doméstico prevê fim da multa sobre FGTS na demissão sem justa causa http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-05-22/projeto-de-regulamentacao-do-trabalho-domestico-preve-fim-da-multa-sobre-fgts-na-demissao-sem-justa-c <p>Mariana Jungmann<br /> <em>Rep&oacute;rter da Ag&ecirc;ncia Brasil</em></p> <p>Bras&iacute;lia - O senador Romero Juc&aacute; (PMDB-RR) apresentou hoje (22) a minuta do seu projeto de lei para regulamentar a emenda constitucional que ampliou os direitos trabalhistas dos empregados dom&eacute;sticos. Pela proposta, deixa de existir o pagamento da multa de 40% sobre o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Servi&ccedil;o (FGTS) no momento em que o empregado for demitido sem justa causa. Juc&aacute;, entretanto, aumentou de 8% para 11% a al&iacute;quota do FGTS que ser&aacute; recolhida pelo empregador, de modo a garantir a indeniza&ccedil;&atilde;o em caso de demiss&atilde;o.</p> <p>Pelas novas regras, o empregado dom&eacute;stico poder&aacute; sacar, todas as vezes que pedir demiss&atilde;o, os 40% de indeniza&ccedil;&atilde;o sobre o total do saldo do FGTS. No caso de demiss&atilde;o sem justa causa, o saque ser&aacute; integral. Ir&atilde;o configurar demiss&atilde;o por justa causa as hip&oacute;teses previstas na Consolida&ccedil;&atilde;o das Leis do Trabalho &ndash; exceto as que tratam de quest&otilde;es espec&iacute;ficas de empresas &ndash; e a submiss&atilde;o a maus-tratos de idosos, crian&ccedil;as ou pessoas com defici&ecirc;ncia que estejam sob os cuidados do empregado. Em caso de demiss&otilde;es sem justa causa, o empregado tamb&eacute;m ter&aacute; direito, durante tr&ecirc;s meses, ao seguro-desemprego de um sal&aacute;rio m&iacute;nimo.</p> <p>Juc&aacute; tamb&eacute;m alterou a al&iacute;quota de recolhimento da Previd&ecirc;ncia Social pelo empregador para compensar o aumento do recolhimento do FGTS. Pela proposta do senador, o patr&atilde;o passa a recolher 8% do sal&aacute;rio para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e n&atilde;o 12% como ocorre normalmente. Al&eacute;m disso, o empregador tamb&eacute;m fica obrigado a recolher 1% a t&iacute;tulo de seguro por acidente de trabalho.</p> <p>Todas as al&iacute;quotas que ser&atilde;o pagas pelo empregador somam 20% sobre o total do sal&aacute;rio. Elas ser&atilde;o pagas em uma guia &uacute;nica que tamb&eacute;m incluir&aacute; o recolhimento, pelo patr&atilde;o, da parte do empregado no INSS e o Imposto de Renda que ser&aacute; retido na fonte. A guia ser&aacute; chamada de Simples Dom&eacute;stico.</p> <p>Para Juc&aacute;, o governo n&atilde;o ir&aacute; se opor ao fato de a Previd&ecirc;ncia Social recolher 3% a menos da contribui&ccedil;&atilde;o do empregado dom&eacute;stico. O senador disse que conversou sobre o assunto com a presidenta Dilma Rousseff e explicou que a redu&ccedil;&atilde;o na al&iacute;quota do INSS ser&aacute; compensada pelo aumento do recolhimento sobre o FGTS e o fim da preocupa&ccedil;&atilde;o com o pagamento da multa indenizat&oacute;ria sobre as demiss&otilde;es. &ldquo;Em tese h&aacute; perda de 3%. Mas n&oacute;s estamos acabando com essa intranquilidade da multa do FGTS&rdquo;, disse.</p> <p>Al&eacute;m disso, segundo Juc&aacute;, ser&aacute; criado o Programa de Recupera&ccedil;&atilde;o Previdenci&aacute;ria dos Empregadores Dom&eacute;sticos (Redom) para que os patr&otilde;es possam recolher as contribui&ccedil;&otilde;es da Previd&ecirc;ncia que estejam em atraso ou nunca tenham sido pagas. O Redom dever&aacute; ter parcelas m&iacute;nimas de R$ 100 e ir&aacute; perdoar 100% das multas e dos encargos legais resultantes do atraso e 60% dos juros de mora. &ldquo;Estamos criando uma hip&oacute;tese de parcelamento para que o empregador possa voltar atr&aacute;s e reconhecer o v&iacute;nculo&rdquo;, ressaltou.</p> <p>Outros pontos de inseguran&ccedil;a na rela&ccedil;&atilde;o entre patr&otilde;es e empregados dom&eacute;sticos foram esclarecidos no projeto. Fica mantida a necessidade de anota&ccedil;&atilde;o dos hor&aacute;rios de trabalho do empregado com folha de ponto e a obrigatoriedade da concess&atilde;o de pelo menos uma hora de descanso para o almo&ccedil;o. No entanto, foi inclu&iacute;da a possibilidade de que o hor&aacute;rio de almo&ccedil;o seja reduzido para meia hora, que poder&aacute; ser compensada com o encerramento da jornada de trabalho tamb&eacute;m meia hora mais cedo no mesmo dia. A jornada de trabalho tamb&eacute;m poder&aacute; ser suspensa por at&eacute; tr&ecirc;s horas al&eacute;m da pausa para almo&ccedil;o no caso de empregado que dorme no trabalho. Se o empregado dom&eacute;stico for uma cozinheira, por exemplo, ela poder&aacute; suspender a jornada por tr&ecirc;s horas ap&oacute;s a pausa de descanso no almo&ccedil;o e retomar mais tarde para cumprir os servi&ccedil;os noturnos na casa.</p> <p>Os empregadores tamb&eacute;m poder&atilde;o usar um banco de horas para remanejar as horas n&atilde;o trabalhadas em um dia para outro para quando necessitar do empregado por mais tempo, mas ter&aacute; de pagar adicional de 20% sobre trabalho noturno no per&iacute;odo das 22h &agrave;s 5h. Al&eacute;m disso, o empregado dever&aacute; ter no m&iacute;nimo dez horas de descanso entre um dia e outro de trabalho.</p> <p>Tamb&eacute;m foram estabelecidas regras para contratos tempor&aacute;rios e de experi&ecirc;ncia. Na primeira situa&ccedil;&atilde;o, o empregador poder&aacute; utilizar os servi&ccedil;os de um microempreendedor individual para cobrir aus&ecirc;ncia do empregado que estiver em f&eacute;rias ou de licen&ccedil;a-maternidade sem pagar qualquer encargo na contrata&ccedil;&atilde;o tempor&aacute;ria. No caso dos contratos de experi&ecirc;ncia, eles poder&atilde;o ser at&eacute; 90 dias, sem precisar de aviso pr&eacute;vio.</p> <p>Para conferir o cumprimento de todas as obriga&ccedil;&otilde;es trabalhistas, os fiscais do Trabalho poder&atilde;o ter acesso &agrave;s resid&ecirc;ncias desde que combinem previamente o hor&aacute;rio da visita. Em caso de a&ccedil;&otilde;es judiciais, o empregador dever&aacute; ser citado pessoalmente pelo oficial de Justi&ccedil;a em pelo menos tr&ecirc;s tentativas.</p> <p>A expectativa &eacute; que a proposta seja votada na comiss&atilde;o mista na semana que vem e depois siga para o plen&aacute;rio do Senado. Depois de votada pelos senadores, a mat&eacute;ria seguir&aacute; para aprecia&ccedil;&atilde;o da C&acirc;mara dos Deputados.</p> <p>&nbsp;</p> <p><em>Edi&ccedil;&atilde;o: A&eacute;cio Amado</em></p> <p style="margin-bottom: 0cm"><em>Todo o conte&uacute;do deste site est&aacute; publicado sob a Licen&ccedil;a Creative Commons Atribui&ccedil;&atilde;o 3.0 Brasil. &Eacute; necess&aacute;rio apenas dar cr&eacute;dito &agrave; <strong>Ag&ecirc;ncia Brasil</strong></em></p> Cidadania regulamentação Senado trabalhador doméstico Wed, 22 May 2013 23:01:14 +0000 aecioamado 721337 at http://agenciabrasil.ebc.com.br Agência virtual vai facilitar a vida de quem procura por emprego no Distrito Federal http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-05-22/agencia-virtual-vai-facilitar-vida-de-quem-procura-por-emprego-no-distrito-federal <p><img alt="" src="http://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/_agenciabrasil/files/imagecache/300x225/gallery_assist/26/gallery_assist721258/prev/ABr220513DSM_0169.jpg" style="width: 300px; height: 225px; margin-left: 5px; margin-right: 5px; float: right;" />Thais Leit&atilde;o<br /> <em>Rep&oacute;rter da Ag&ecirc;ncia Brasil</em></p> <p>Bras&iacute;lia - Para facilitar a vida de quem procura um emprego, come&ccedil;ou a funcionar a partir de hoje (22), no Distrito Federal (DF), a Ag&ecirc;ncia Virtual do Trabalhador. Ela vai permitir que a pessoa fa&ccedil;a consulta sobre vagas de trabalho e cadastre o seu curr&iacute;culo em terminais <em>online</em>, como na Rodovi&aacute;ria do Plano Piloto, &aacute;rea central de Bras&iacute;lia.</p> <p>&quot;O trabalhador far&aacute; um cadastro com seu nome e CPF e ter&aacute; acesso ao banco de dados que mostra as vagas dispon&iacute;veis naquele dia. Com isso, ele tamb&eacute;m se apresenta ao mercado de trabalho para que empregadores tenham acesso ao seu perfil&quot;, disse o governador do DF, Agnelo Queiroz, que particpou a da solenidade de lan&ccedil;amento.</p> <p>Agnelo acrescentou que os terminais divulgar&atilde;o dados sobre cursos de qualifica&ccedil;&atilde;o e capacita&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;veis na regi&atilde;o. O governo do DF tamb&eacute;m pretende levar o servi&ccedil;o para as cidades do Entorno de Bras&iacute;lia. A p&aacute;gina com todas as informa&ccedil;&otilde;es pode ser acessada de qualquer computador, no endere&ccedil;o <a href="http://www.agenciavirtual.df.gov.br" title="www.agenciavirtual.df.gov.br">www.agenciavirtual.df.gov.br</a>.</p> <p>O ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, que esteve presente &agrave; solenidade de lan&ccedil;amento da Ag&ecirc;ncia Virtual do Trabalhador, disse que pretende levar a iniciativa para outras unidades da Federa&ccedil;&atilde;o.</p> <p>&quot;Este &eacute; um projeto-piloto que facilita enormemente a vida do trabalhador. J&aacute; pedimos autoriza&ccedil;&atilde;o ao governador do DF para expandir a ferramenta a outros estados, por acreditarmos que ela poder&aacute; nos ajudar a resolver o principal problema nessa &aacute;rea que &eacute; o da comunica&ccedil;&atilde;o. Muitas vezes o trabalhador est&aacute; em um lugar e o empregador est&aacute; ao lado dele, mas n&atilde;o ficam sabendo da exist&ecirc;ncia do outro&quot;, ressaltou.</p> <p><img alt="" src="http://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/_agenciabrasil/files/imagecache/300x225/gallery_assist/26/gallery_assist721258/prev/ABr220513DSM_0240.jpg" style="width: 300px; height: 225px; margin-left: 5px; margin-right: 5px; float: left;" />O motorista Normando Pereira, de 26 anos, est&aacute; desempregado h&aacute; dois meses e foi o primeiro a usar os terminais da ag&ecirc;ncia instalados na Rodovi&aacute;ria do Plano Piloto na manh&atilde; de hoje. Ele encontrou duas vagas.</p> <p>&quot;Estou com esperan&ccedil;a, tomara que d&ecirc; certo. Fiz meu cadastro, identifiquei as vagas e agora s&oacute; preciso ir com meus documentos at&eacute; a ag&ecirc;ncia f&iacute;sica do trabalhador pegar a carta de encaminhamento e me apresentar no local para tentar o emprego&quot;, disse.</p> <p>&nbsp;</p> <p><em>Edi&ccedil;&atilde;o: A&eacute;cio Amado</em></p> <p><em>Todo o conte&uacute;do deste site est&aacute; publicado sob a Licen&ccedil;a Creative Commons Atribui&ccedil;&atilde;o 3.0 Brasil. &Eacute; necess&aacute;rio apenas dar cr&eacute;dito &agrave; <strong>Ag&ecirc;ncia Brasil</strong></em><br /> &nbsp;</p> Agência Virtual do Trabalhador Cidadania Distrito Federal postos de trabalho Wed, 22 May 2013 20:36:20 +0000 aecioamado 721316 at http://agenciabrasil.ebc.com.br Ministro Manoel Dias inaugura Agência Virtual do Trabalhador do Distrito Federal http://agenciabrasil.ebc.com.br/galeria/2013-05-22/ministro-manoel-dias-inaugura-agencia-virtual-do-trabalhador-do-distrito-federal <p>Brasília - O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, durante inauguração da Agência Virtual do Trabalhador, na Rodoviária do Plano Piloto Brasília - O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, durante inauguração da Agência Virtual do Trabalhador, na Rodoviária do Plano Piloto</p> Agência Virtual do Trabalhador do Distrito Federal Agnelo Queiroz Cidadania ministro do Trabalho e Emprego ministro Manoel Dias Nacional www.agenciavirtual.df.gov.br Wed, 22 May 2013 14:04:56 +0000 luciano 721258 at http://agenciabrasil.ebc.com.br Suspender editais de incentivo à produção cultural negra é ação racista, diz ministra http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-05-22/suspender-editais-de-incentivo-producao-cultural-negra-e-acao-racista-diz-ministra <p><img alt="" src="http://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/_agenciabrasil/files/imagecache/300x225/gallery_assist/26/gallery_assist721251/prev/ABr220513DSM_0037.jpg" style="width: 300px; height: 225px; margin: 3px; float: right;" />Yara Aquino<br /> <em>Rep&oacute;rter da Ag&ecirc;ncia Brasil</em></p> <p>Bras&iacute;lia &ndash; A ministra da Cultura, Marta Suplicy, disse hoje (22) ter confian&ccedil;a de que ser&aacute; poss&iacute;vel reverter a decis&atilde;o da Justi&ccedil;a Federal, que suspendeu editais de incentivo &agrave; produ&ccedil;&atilde;o cultural negra, <a href="http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-11-20/governo-lanca-editais-para-producao-cultural-negra" target="_blank">lan&ccedil;ados pelo Minist&eacute;rio da Cultura</a> em novembro de 2012. Marta declarou estar &ldquo;indignada&rdquo; com a decis&atilde;o que foi proferida sob alega&ccedil;&atilde;o de que os editais n&atilde;o poderiam excluir as demais etnias e abrem um espectro de desigualdade racial. A ministra informou que o minist&eacute;rio j&aacute; apresentou recurso contra a decis&atilde;o.</p> <p>&ldquo;Estamos indignados, achamos que &eacute; uma a&ccedil;&atilde;o racista, estamos recorrendo e vamos ganhar. Depois que tivemos o Supremo Tribunal Federal se posicionado a favor da cota, dizer que &#39;fazer um edital para criadores negros&#39; &eacute; racista, n&atilde;o existe. Fizemos editais para ind&iacute;genas, vamos lan&ccedil;ar agora para mulheres e temos que ter a&ccedil;&otilde;es afirmativas para compensar as dificuldades que afetam algumas comunidades&rdquo;, disse a jornalistas.</p> <p>Segundo a ministra, a necessidade de lan&ccedil;ar editais de incentivo espec&iacute;ficos para a cultura negra surgiu a partir da constata&ccedil;&atilde;o de que a tem&aacute;tica aparecia pouco entre os projetos apresentados para captar recursos por meio da Lei Rounaet. E, mesmo os selecionados, enfrentavam dificuldades para captar recursos. &ldquo;A partir dessa constata&ccedil;&atilde;o, pensamos que ter&iacute;amos de fazer alguma coisa para os criadores negros terem chance&rdquo;, explicou. A iniciativa, segundo a ministra, obteve sucesso e j&aacute; contabiliza quase 3 mil projetos inscritos.</p> <p>A decis&atilde;o de suspender os editais foi proferida pelo juiz Jos&eacute; Carlos do Vale, da 5&ordf; Vara da Se&ccedil;&atilde;o Judici&aacute;ria do Maranh&atilde;o. O processo foi movido como a&ccedil;&atilde;o popular por um escrit&oacute;rio de advocacia. Os editais foram lan&ccedil;ados em comemora&ccedil;&atilde;o ao Dia Nacional de Zumbi e da Consci&ecirc;ncia Negra, em novembro do ano passado. S&atilde;o incentivados projetos nas &aacute;reas de cinema, literatura, artes visuais, circo, dan&ccedil;a, m&uacute;sica, teatro e preserva&ccedil;&atilde;o da mem&oacute;ria negra no Brasil.</p> <p> <em>Edi&ccedil;&atilde;o: Denise Griesinger</em></p> <p><em>Todo o conte&uacute;do deste site est&aacute; publicado sob a Licen&ccedil;a Creative Commons Atribui&ccedil;&atilde;o 3.0 Brasil. Para reproduzir as mat&eacute;rias &eacute; necess&aacute;rio apenas dar cr&eacute;dito &agrave; <strong>Ag&ecirc;ncia Brasil</strong></em></p> Cidadania editais justiça do Maranhão ministra da Cultura Marta Suplicy produção cultural negra suspensão Wed, 22 May 2013 13:53:13 +0000 deniseg 721255 at http://agenciabrasil.ebc.com.br Audiência Pública da Comissão da Verdade da UnB é marcada por histórias de repressão e tortura http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-05-21/audiencia-publica-da-comissao-da-verdade-da-unb-e-marcada-por-historias-de-repressao-e-tortura <p>Marcelo Brand&atilde;o<br /> <em>Rep&oacute;rter da Ag&ecirc;ncia Brasil</em></p> <p> Bras&iacute;lia - A Comiss&atilde;o da Verdade e Mem&oacute;ria da Universidade de Bras&iacute;lia (UnB) abriu suas portas para o ex-reitor da institui&ccedil;&atilde;o, Antonio Iba&ntilde;ez Ruiz, e para o jornalista e ex-aluno Rom&aacute;rio Schettino. Na primeira audi&ecirc;ncia p&uacute;blica da comiss&atilde;o, ambos tiveram a oportunidade de contar suas experi&ecirc;ncias durante o per&iacute;odo da ditadura militar.</p> <p> Ruiz, em seu per&iacute;odo como professor da Unb, nos anos 60 a 80, dividiu com estudantes e membros da comiss&atilde;o alguns dos momentos de repress&atilde;o ao corpo docente. &ldquo;As persegui&ccedil;&otilde;es eram veladas, de tal forma que criavam condi&ccedil;&otilde;es para que voc&ecirc; n&atilde;o pudesse sair, n&atilde;o pudesse produzir, dar aulas&rdquo;. Sua participa&ccedil;&atilde;o marcou tamb&eacute;m o lan&ccedil;amento do livro <em>Em Tempos de Pensamento Inquieto</em>, com relatos de sua vida na universidade.</p> <p> Schettino, que estudou na Unb entre os anos de 1972 e 1979, disse que foi torturado: &ldquo;Fiquei preso mais de 25 dias sob tortura. Fui recebido com um tapa no ouvido que me deixou zonzo por uns segundos, e interrogado por pessoas que eu nunca soube quem eram, porque eles n&atilde;o tiraram o meu capuz&rdquo;. Ap&oacute;s ser liberado pelos militares, Schettino n&atilde;o conseguiu retomar imediatamente sua rotina acad&ecirc;mica e profissional, exilando-se na Europa por dois anos, antes de voltar para o Brasil. &ldquo;Abandonei a universidade, abandonei meu emprego. Sofri uma interrup&ccedil;&atilde;o brutal na minha vida por conta de uma arbitrariedade, de uma decis&atilde;o unilateral do Ex&eacute;rcito brasileiro&rdquo;.</p> <p> Para o jornalista, &eacute; importante manter viva a mem&oacute;ria do per&iacute;odo da ditadura militar no Brasil. &ldquo;Quando a gente se disp&otilde;e a contar essa hist&oacute;ria, e reviv&ecirc;-la, &eacute; porque ela n&atilde;o pode ser esquecida. Temos de fazer com que as pessoas conhe&ccedil;am esses depoimentos e reflitam sobre ele, sobre o que n&oacute;s estamos fazendo aqui hoje e o que n&oacute;s queremos para o Brasil amanh&atilde;&rdquo;.</p> <p> Ruiz tamb&eacute;m demonstrou seu apoio ao trabalho da comiss&atilde;o e considera importante a participa&ccedil;&atilde;o das testemunhas dos anos de repress&atilde;o. &ldquo;Tenho o maior respeito por esse trabalho. Acho que tem que ser apoiado por todos n&oacute;s, principalmente por todos aqueles que participaram de alguma forma e sofreram com a repress&atilde;o, para ajudar a montar a nossa hist&oacute;ria&rdquo;.</p> <p> Cristiano Paix&atilde;o, professor da institui&ccedil;&atilde;o e coordenador de rela&ccedil;&otilde;es institucionais da Comiss&atilde;o, refor&ccedil;ou a import&acirc;ncia da parceria com a Comiss&atilde;o Nacional da Verdade, do Congresso Nacional. Para ele, a troca de informa&ccedil;&otilde;es ajuda na investiga&ccedil;&atilde;o de crimes envolvendo estudantes e at&eacute; mesmo o fundador da UnB, An&iacute;sio Teixeira, que teria morrido ap&oacute;s cair no fosso do elevador, de acordo com a vers&atilde;o oficial.</p> <p> &ldquo;O quadro &eacute; de uma grande colabora&ccedil;&atilde;o entre a Comiss&atilde;o da UnB e a Comiss&atilde;o Nacional da Verdade. Na nossa sess&atilde;o de instala&ccedil;&atilde;o, tivemos a den&uacute;ncia de que o fundador da UnB, An&iacute;sio Teixeira, teria sido uma v&iacute;tima da ditadura. Isso faz parte do grupo de mortos e desaparecidos da Comiss&atilde;o Nacional. Estamos trabalhando em sintonia para investigar o caso An&iacute;sio e tamb&eacute;m o desaparecimento de tr&ecirc;s estudantes [Honestino Guimar&atilde;es, Ieda Santos Delgado e Paulo de Tarso Celestino, desaparecidos no per&iacute;odo da ditadura militar].&rdquo;.</p> <p> A Comiss&atilde;o da Verdade e Mem&oacute;ria da UnB continuar&aacute; ouvindo depoimentos e deve receber, at&eacute; junho, o ex-reitor e atual senador Cristovam Buarque, dentre outras testemunhas.</p> <p> <em>Edi&ccedil;&atilde;o: Jos&eacute; Romildo</em></p> <p><em>Todo o conte&uacute;do deste site est&aacute; publicado sob a Licen&ccedil;a Creative Commons Atribui&ccedil;&atilde;o 3.0 Brasil. Para reproduzir as mat&eacute;rias &eacute; necess&aacute;rio apenas dar cr&eacute;dito &agrave; </em><strong><em>Ag&ecirc;ncia Brasil</em></strong></p> Cidadania Comissão da Verdade ditadura Exército memória militares repressão tortura unb Wed, 22 May 2013 00:29:25 +0000 jose.romildo 721239 at http://agenciabrasil.ebc.com.br Povos ciganos discutem mecanismos de acesso à regularização fundiária http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-05-21/povos-ciganos-discutem-mecanismos-de-acesso-regularizacao-fundiaria <p><em>Da Ag&ecirc;ncia Brasil</em></p> <p> Bras&iacute;lia &ndash; Com o objetivo de fortalecer a organiza&ccedil;&atilde;o e a participa&ccedil;&atilde;o dos povos ciganos nas discuss&otilde;es sobre pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, teve in&iacute;cio hoje (21) a 1&ordf; Semana Nacional dos Povos Ciganos. O evento, que coincide com o Dia Nacional do Cigano, comemorado no dia 24 de maio, ocorrer&aacute; at&eacute; sexta-feira (24).</p> <p> A programa&ccedil;&atilde;o do evento prev&ecirc; propostas para dar visibilidade &agrave; cultura cigana e ampliar a interlocu&ccedil;&atilde;o de suas lideran&ccedil;as com o Estado brasileiro. O evento conta com 300 participantes, que representam 19 estados e o Distrito Federal. Eles est&atilde;o acampados&nbsp; no Granja do Torto (DF).</p> <p> Na cerim&ocirc;nia de abertura foi lan&ccedil;ado o <em>Guia de Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas para Povos Ciganos</em>, que cont&eacute;m um resumo da origem desses povos no mundo e no Brasil. O guia &eacute; dividido em eixos e explica como o cigano pode ter acesso &agrave;s pol&iacute;ticas p&uacute;blicas relacionadas a direitos humanos, pol&iacute;ticas sociais e de infraestrutura, culturais e de regulariza&ccedil;&atilde;o fundi&aacute;ria.</p> <p> Durante toda a semana ser&atilde;o realizadas plen&aacute;rias, oficinas, confer&ecirc;ncias e rodas de conversa sobre diversos temas de interesse dos povos ciganos, al&eacute;m da emiss&atilde;o do cart&atilde;o SUS, da certid&atilde;o de nascimento e da carteira de identidade e de servi&ccedil;os de sa&uacute;de. A programa&ccedil;&atilde;o completa pode ser acompanhada <a href="http://www.cultura.gov.br/documents/10901/632454/Folder+Brasil+Cigano/5487f003-3e0d-4783-b8f8-cd86719568e1">aqui.</a></p> <p> No Brasil, estima-se que a popula&ccedil;&atilde;o de ciganos seja de 500 mil pessoas, formada pelas etnias Calon, Rom e Sinti, com l&iacute;nguas, culturas e costumes pr&oacute;prios. Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE), em 2011 foram identificados 291 acampamentos de ciganos, localizados em 21 unidades da Federa&ccedil;&atilde;o. Minas Gerais &eacute; o estado com a maior concentra&ccedil;&atilde;o destes acampamentos, com um total de 58, seguido da Bahia, com 53 e de Goi&aacute;s com 38. &nbsp;</p> <p> A Semana dos Povos Ciganos &eacute; promovida pelo governo federal, por meio das secretarias de Pol&iacute;ticas de Promo&ccedil;&atilde;o da Igualdade Racial (Seppir) e de Direitos Humanos, pelos minist&eacute;rios da Cultura, da Educa&ccedil;&atilde;o e da Sa&uacute;de e pela Secretaria Especial de Promo&ccedil;&atilde;o da Igualdade Racial e a Secretaria de Cultura do governo do Distrito Federal.</p> <p> Participam da organiza&ccedil;&atilde;o do Brasil Cigano a Associa&ccedil;&atilde;o Internacional da Cultura Romani (Aicrom-Brasil-GO), a Associa&ccedil;&atilde;o Internacional Mayl&ecirc; Sara Kal&iacute; (AMSK-Brasil-DF), a Associa&ccedil;&atilde;o Nacional das Etnias Ciganas (Anec-GO), a Associa&ccedil;&atilde;o de Preserva&ccedil;&atilde;o da Cultura Cigana (Apreci-PR), o Centro de Estudos e Discuss&atilde;o Romani (Cedro-SP) e o Grupo Leshjae Kumpanja-AL.</p> <p> <em>Edi&ccedil;&atilde;o: Jos&eacute; Romildo</em></p> <p><em>Todo o conte&uacute;do deste site est&aacute; publicado sob a Licen&ccedil;a Creative Commons Atribui&ccedil;&atilde;o 3.0 Brasil. Para reproduzir as mat&eacute;rias &eacute; necess&aacute;rio apenas dar cr&eacute;dito &agrave; </em><strong><em>Ag&ecirc;ncia Brasil</em></strong></p> Cidadania ciganos Cultura direitos humanos infraestrutura políticas públicas políticas sociais regularização fundiária Tue, 21 May 2013 23:58:38 +0000 jose.romildo 721234 at http://agenciabrasil.ebc.com.br Ministra diz que 70% dos beneficiários do Bolsa Família trabalham, mas renda é insuficiente http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-05-21/ministra-diz-que-70-dos-beneficiarios-do-bolsa-familia-trabalham-mas-renda-e-insuficiente <p>Alex Rodrigues<br /> <em>Rep&oacute;rter Ag&ecirc;ncia Brasil</em></p> <p> <img alt="" src="http://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/_agenciabrasil/files/imagecache/300x225/gallery_assist/26/gallery_assist721142/prev/ABr210513DSM_9336.jpg" style="width: 300px; height: 225px; margin: 6px 3px; float: right;" />Bras&iacute;lia &ndash; Mais de 70% dos benefici&aacute;rios adultos do Programa Bolsa Fam&iacute;lia trabalham, mas, mesmo assim, continuam dependentes do benef&iacute;cio por n&atilde;o obterem, somente com seus esfor&ccedil;os, o dinheiro necess&aacute;rio para sustentar a fam&iacute;lia. O dado foi fornecido hoje (21) pela ministra do Desenvolvimento Social e Combate &agrave; Fome, Tereza Campello. O programa federal de transfer&ecirc;ncia de renda completa este ano dez anos de funcionamento.</p> <p> De acordo com a ministra, &eacute; errado pensar que as pessoas beneficiadas pelo Bolsa Fam&iacute;lia s&atilde;o pobres porque n&atilde;o trabalham. &ldquo;Muitos inclusive trabalham no campo e at&eacute; mesmo t&ecirc;m sua terrinha, mas n&atilde;o conseguem tirar dela o sustento da fam&iacute;lia. Mesmo nas cidades, h&aacute; muita gente que n&atilde;o teve condi&ccedil;&otilde;es de estudar e de participar de um curso de qualifica&ccedil;&atilde;o profissional&rdquo;, disse a ministra, ao participar, esta manh&atilde;, do programa <em>Bom Dia, Ministro</em>, produzido pela Secretaria de Comunica&ccedil;&atilde;o Social da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica em parceria com a <strong>EBC Servi&ccedil;os</strong>.</p> <p> Ao comentar os transtornos causados pela onda de boatos de que o governo federal iria extinguir o Bolsa Fam&iacute;lia, a ministra foi enf&aacute;tica. Segundo ela, o governo nunca havia tido problemas com a execu&ccedil;&atilde;o do programa, que beneficia 13,8 milh&otilde;es de fam&iacute;lias e que, este ano, quando completa dez &nbsp;anos de exist&ecirc;ncia, conta com um or&ccedil;amento de R$ 24 bilh&otilde;es.</p> <p> &ldquo;Esse &eacute; um dinheiro que circula e fortalece a economia de cada uma das unidades da Federa&ccedil;&atilde;o, dinamizando o com&eacute;rcio e a ind&uacute;stria. Se o programa beneficia as fam&iacute;lias carentes diretamente, tamb&eacute;m ajuda a aquecer toda a economia&rdquo;, comentou a ministra, rebatendo cr&iacute;ticas ao programa, classificado por muitos como &ldquo;assistencialista&rdquo; e &ldquo;eleitoreiro&rdquo;.</p> <p> Tereza Campello argumentou que o Programa Brasil sem Mis&eacute;ria, do qual o Bolsa Fam&iacute;lia faz parte, prev&ecirc; uma s&eacute;rie de investimentos p&uacute;blicos na qualifica&ccedil;&atilde;o profissional dos beneficiados por programas sociais, &ldquo;exatamente para que n&atilde;o seja apenas a transfer&ecirc;ncia de renda, o apoio que damos para que a popula&ccedil;&atilde;o saia da extrema pobreza&rdquo;.</p> <p> De acordo com a ministra, a amplia&ccedil;&atilde;o do Bolsa Fam&iacute;lia garantiu que 22 milh&otilde;es de brasileiros deixassem a situa&ccedil;&atilde;o de extrema pobreza. &ldquo;Agora, temos um grande desafio, que &eacute; levar qualifica&ccedil;&atilde;o profissional e oportunidades para essas fam&iacute;lias que querem melhorar sua situa&ccedil;&atilde;o&rdquo;, disse a ministra.</p> <p>Segundo ela, mais de 450 mil trabalhadores de todo o pa&iacute;s j&aacute; se matricularam ou est&atilde;o frequentando os cursos de qualifica&ccedil;&atilde;o oferecidos por entidades como o Servi&ccedil;o Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), o Servi&ccedil;o Nacional do Com&eacute;rcio (Senac), o Servi&ccedil;o Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e os institutos federais de ensino por meio do Programa Nacional de Aceso ao Ensino T&eacute;cnico e Emprego (Pronatec). &ldquo;Est&atilde;o sendo oferecidos cursos de excel&ecirc;ncia e o p&uacute;blico tem atendido ao nosso chamado e participado&rdquo;.</p> <p> Ainda respondendo &agrave;s cr&iacute;ticas ao programa, a ministra disse que os dados de acompanhamento do programa indicam que o dinheiro &eacute; bem gasto pelas fam&iacute;lias. &ldquo;Em 93% dos casos, o recurso &eacute; pago &agrave;s mulheres, m&atilde;es de fam&iacute;lias. E nossos indicadores apontam que ele &eacute; gasto em comida, rem&eacute;dios, material escolar, roupas e cal&ccedil;ados. N&atilde;o temos nenhum tipo de ind&iacute;cio de que o recurso seja desviado&rdquo;, comentou.</p> <p> Tereza Campello disse que o Bolsa Fam&iacute;lia superou as cr&iacute;ticas feitas no in&iacute;cio de opera&ccedil;&atilde;o e atualmente &eacute; um programa reconhecido em todo o mundo como refer&ecirc;ncia de pol&iacute;tica p&uacute;blica bem-sucedida. &ldquo;Hoje, a maior parte da popula&ccedil;&atilde;o reconhece os avan&ccedil;os, n&atilde;o s&oacute; quanto &agrave; melhoria da renda, mas tamb&eacute;m por levar as crian&ccedil;as &agrave;s salas de aula&rdquo;, explicou.</p> <p>De acordo com a ministra, o balan&ccedil;o do Bolsa Fam&iacute;lia &eacute; favor&aacute;vel com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; educa&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Nestes dez anos de exist&ecirc;ncia do programa, as crian&ccedil;as beneficiadas tiveram uma redu&ccedil;&atilde;o muito grande no percentual de evas&atilde;o das escolas. E n&atilde;o s&oacute; est&atilde;o abandonando menos a escola, como conseguiram chegar a um desempenho igual &agrave;s demais [da rede p&uacute;blica], repetindo menos de ano. Isso &eacute; uma prova de que o programa est&aacute; no caminho certo&rdquo;, garantiu.</p> <p><em>Edi&ccedil;&atilde;o: Davi Oliveira</em></p> <p><em>Todo o conte&uacute;do deste site est&aacute; publicado sob a Licen&ccedil;a Creative Commons Atribui&ccedil;&atilde;o 3.0 Brasil. Para reproduzir as mat&eacute;rias &eacute; necess&aacute;rio apenas dar cr&eacute;dito &agrave; Ag&ecirc;ncia Brasil</em></p> bolsa família Brasil sem Miséria Cidadania famílias que trabalham MDS Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome perfil do gasto Pronatec renda do Bolsa Família Senac Senai Senar Tue, 21 May 2013 16:33:21 +0000 davi.oliveira 721169 at http://agenciabrasil.ebc.com.br Brasil terá que explicar à OEA investigações sobre a chacina na Favela Nova Brasília http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-05-20/brasil-tera-que-explicar-oea-investigacoes-sobre-chacina-na-favela-nova-brasilia <p>Cristina Indio do Brasil*<br /> <em>Rep&oacute;rter da Ag&ecirc;ncia Brasil</em></p> <p>Rio de Janeiro - O Estado brasileiro tem at&eacute; o dia 19 de junho para apresentar &agrave; Comiss&atilde;o Interamericana dos Direitos Humanos da Organiza&ccedil;&atilde;o dos Estados Americanos (OEA) as alega&ccedil;&otilde;es finais sobre as investiga&ccedil;&otilde;es da chacina, com 13 mortos, ocorrida em 18 de outubro de 1994, na Favela Nova Bras&iacute;lia, zona norte do Rio de Janeiro.</p> <p>Segundo o assessor criminal do Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ), Ant&ocirc;nio Biscaia, que representou o MP-RJ na OEA, a comiss&atilde;o vai se reunir no dia 19 de julho para analisar o processo. Se entender que o Brasil n&atilde;o atendeu &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es da OEA para apura&ccedil;&atilde;o dos fatos e desrespeitou os direitos humanos, o caso ser&aacute; encaminhado &agrave; Corte Interamericana de Direitos Humanos e, pela primeira vez, o pa&iacute;s responder&aacute; ao organismo por viol&ecirc;ncia policial.</p> <p>&ldquo;O encaminhamento &agrave; corte &eacute; um fato complicado, por que se trata de um julgamento. Sei que o governo est&aacute; preocupad&iacute;ssimo. Este seria o sexto caso e o primeiro relacionado &agrave; viol&ecirc;ncia policial&rdquo;, disse.</p> <p>Biscaia informou que entre os casos anteriores de viola&ccedil;&atilde;o expl&iacute;cita est&atilde;o as mortes na Guerrilha do Araguaia e a viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica sofrida pela biofarmac&ecirc;utica Maria da Penha Maia Fernandes. O caso resultou na cria&ccedil;&atilde;o da Lei n&ordm; 11.340, de 7 de agosto de 2006, que disp&otilde;e sobre mecanismos para coibir a viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e familiar contra a mulher , conhecida como Lei Maria da Penha.</p> <p>De acordo com o procurador, em janeiro de 2012 a OEA recomendou que as investiga&ccedil;&otilde;es da chacina, que at&eacute; aquele momento se arrastavam, fossem conclu&iacute;das e pediu a repara&ccedil;&atilde;o do Estado &agrave;s fam&iacute;lias das v&iacute;timas e a responsabiliza&ccedil;&atilde;o dos envolvidos. No mesmo ano, outra chacina ocorrida em 2005, tamb&eacute;m com 13 mortes, teve o inqu&eacute;rito desarquivado para que as investiga&ccedil;&otilde;es fossem retomadas.</p> <p>O desarquivamento do inqu&eacute;rito da chacina da Favela Nova Bras&iacute;lia, segundo Biscaia, s&oacute; foi determinado pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Rio em mar&ccedil;o de 2013, ap&oacute;s a atua&ccedil;&atilde;o da OEA. &ldquo;Nesse caso evidentemente o que ensejou o desarquivamento foi a recomenda&ccedil;&atilde;o da OEA. Isto &eacute; inquestion&aacute;vel. Se n&atilde;o fossem as recomenda&ccedil;&otilde;es, os casos estariam arquivados&rdquo;, disse.</p> <p>O representante do MP-RJ no Grupo de Atua&ccedil;&atilde;o Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), respons&aacute;vel pela investiga&ccedil;&atilde;o da chacina, Marcelo Muniz, declarou que, embora tivesse ocorrido antes, o inqu&eacute;rito da chacina da Nova Bras&iacute;lia foi desarquivado depois porque houve um erro de compet&ecirc;ncia nas investiga&ccedil;&otilde;es. &ldquo;Neste caso a autoridade competente para arquiv&aacute;-lo seria uma autoridade do Tribunal do Juri. Mas vi que o arquivamento foi feito pelo juiz da 31&ordf; Vara Criminal, que versa sobre outros crimes como roubo, furto etc. Jamais poderia ser analisado um homic&iacute;dio doloso naquela Vara [Criminal]&rdquo;, ressaltou.</p> <p>De acordo com o promotor, a an&aacute;lise do inqu&eacute;rito que est&aacute; sendo feita pelo Gaeco indica que o objetivo da opera&ccedil;&atilde;o policial na comunidade era o cumprimento de mandados de pris&atilde;o e aferi&ccedil;&atilde;o de tr&aacute;fico de drogas, mas n&atilde;o foi isso o que aconteceu. &ldquo;No ingresso de uma das casas ficou muito claro que quem ingressava na resid&ecirc;ncia desvirtuava a a&ccedil;&atilde;o policial porque h&aacute; clara no&ccedil;&atilde;o de abusos, viol&ecirc;ncias sexuais, les&otilde;es corporais. Quando se percebe isso se verifica que transmudou os objetivos. Uma testemunha dizia: &#39;Ingressaram na minha casa. A pessoa que estava comigo era traficante sim e saiu algemado. Esperava encontr&aacute;-lo preso mas o encontrei morto. Se algu&eacute;m sai dali algemado era para ser preso&#39;&rdquo;, declarou Muniz.</p> <p>Com o desarquivamento, o Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Rio anunciou hoje (20) que ofereceu den&uacute;ncia contra quatro policiais civis e dois militares envolvidos na chacina. Agora o Gaeco vai ouvir testemunhas e fazer dilig&ecirc;ncias para salvaguardar todas elas.</p> <p>Segundo o MP-RJ, em mar&ccedil;o deste ano, junto com o procurador Ant&ocirc;nio Biscaia, integrantes do Minist&eacute;rio das Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores, da Secretaria de Direitos Humanos da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica e da Subsecretaria de Seguran&ccedil;a do Rio de Janeiro participaram de uma reuni&atilde;o na Comiss&atilde;o Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da OEA, em Washington, para explicar o que o governo brasileiro est&aacute; fazendo para atender &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es do organismo.</p> <p> <em>&ldquo;Colaborou Maur&iacute;cio Costa</em></p> <p>&nbsp;</p> <p><em>Edi&ccedil;&atilde;o: A&eacute;cio Amado</em></p> <p style="margin-bottom: 0cm"><em>Todo o conte&uacute;do deste site est&aacute; publicado sob a Licen&ccedil;a Creative Commons Atribui&ccedil;&atilde;o 3.0 Brasil. &Eacute; necess&aacute;rio apenas dar cr&eacute;dito &agrave; <strong>Ag&ecirc;ncia Brasil</strong></em></p> brasil chacina na Favela Nova Brasília Cidadania direitos humanos explicações oea Tue, 21 May 2013 00:57:52 +0000 aecioamado 721132 at http://agenciabrasil.ebc.com.br Falta de antropólogos e arqueólogos forenses dificulta identificação de ossadas do Cemitério de Perus http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-05-20/falta-de-antropologos-e-arqueologos-forenses-dificulta-identificacao-de-ossadas-do-cemiterio-de-perus <p>Elaine Patricia Cruz<br /> <em>Rep&oacute;rter da Ag&ecirc;ncia Brasil</em></p> <p> S&atilde;o Paulo &ndash; O presidente da Comiss&atilde;o da Anistia e secret&aacute;rio nacional de Justi&ccedil;a, Paulo Abr&atilde;o, disse hoje (20), em S&atilde;o Paulo, que a defici&ecirc;ncia estrutural do sistema de Justi&ccedil;a brasileiro dificulta os trabalhos de busca e de identifica&ccedil;&atilde;o das ossadas que foram encontradas em 1990 na vala clandestina do Cemit&eacute;rio de Perus, em S&atilde;o Paulo. Entre os restos mortais, acredita-se que muitos s&atilde;o de desaparecidos pol&iacute;ticos da ditadura militar.</p> <p> &ldquo;Esse caso, da vala clandestina de Perus, aponta na cara do Estado uma defici&ecirc;ncia estrutural e organizacional do nosso sistema de Justi&ccedil;a. O fato de n&atilde;o podermos constituir uma expertise e uma carreira de Estado de antrop&oacute;logos e arque&oacute;logos forenses demonstra um v&aacute;cuo, uma lacuna no Estado de Direito brasileiro&rdquo;, disse Abr&atilde;o, ao participar na tarde de hoje (20) de uma audi&ecirc;ncia p&uacute;blica na Assembleia Legislativa de S&atilde;o Paulo, promovida pela Comiss&atilde;o Estadual da Verdade de S&atilde;o Paulo para discutir a quest&atilde;o das ossadas do Cemit&eacute;rio de Perus.</p> <p> Segundo Abr&atilde;o, a dificuldade de cada estado brasileiro em criar a carreira de antrop&oacute;logos e arque&oacute;logos forenses, &ldquo;t&ecirc;m impedido novos avan&ccedil;os&rdquo; em casos envolvendo os mortos e desaparecidos pol&iacute;ticos. &ldquo;N&atilde;o existe no Brasil um &oacute;rg&atilde;o espec&iacute;fico, com uma carreira profissional e estatal, de antrop&oacute;logos e arque&oacute;logos forenses. &Eacute; o momento de pensarmos sobre isso. Isso compete aos estados, que constitucionalmente s&atilde;o respons&aacute;veis pela mat&eacute;ria de seguran&ccedil;a p&uacute;blica, e poderia tamb&eacute;m existir uma unidade administrativa federal&rdquo;, disse ele.</p> <p> A vala clandestina de Perus foi aberta em setembro de 1990 durante o governo da ent&atilde;o prefeita de S&atilde;o Paulo Luiza Erundina. No local foram encontradas 1.049 ossadas sem identifica&ccedil;&atilde;o. Na &eacute;poca, a prefeitura determinou a apura&ccedil;&atilde;o dos fatos e fez um conv&ecirc;nio com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) para a identifica&ccedil;&atilde;o das ossadas, mas o trabalho foi interrompido e as ossadas foram levadas, em 2001, para o Cemit&eacute;rio do Ara&ccedil;&aacute;, onde est&atilde;o guardadas at&eacute; hoje, sob responsabilidade da Universidade de S&atilde;o Paulo (USP).</p> <p> Al&eacute;m de Paulo Abr&atilde;o, tamb&eacute;m participaram da audi&ecirc;ncia p&uacute;blica os deputados estaduais Adriano Diogo (presidente da Comiss&atilde;o Estadual da Verdade) e Carlos Giannazi, o membro da Comiss&atilde;o da Verdade e da Comiss&atilde;o de Mortos e Desaparecidos Pol&iacute;ticos Ivan Seixas, a integrante da Comiss&atilde;o de Familiares de Mortos e Desaparecidos Pol&iacute;ticos Suzana Lisboa (que foi casada com Eurico Tejera Lisboa, o primeiro desaparecido pol&iacute;tico do Brasil e que foi o primeiro corpo de desaparecido pol&iacute;tico a ser localizado no pa&iacute;s), a procuradora da Rep&uacute;blica Eug&ecirc;nia Gonzaga, a ex-vereadora Tereza Lajolo (que foi relatora de uma Comiss&atilde;o Parlamentar de Inqu&eacute;rito Municipal sobre Perus), o ex-superintendente do Servi&ccedil;o Funer&aacute;rio Municipal Rui Alencar e o secret&aacute;rio municipal de Direitos Humanos e Cidadania Rog&eacute;rio Sottili.</p> <p> Durante a audi&ecirc;ncia p&uacute;blica, a procuradora da Rep&uacute;blica Eug&ecirc;nia Gonzaga citou outro problema que afeta a identifica&ccedil;&atilde;o das ossadas de Perus. Para ela, falta vontade pol&iacute;tica e verba governamental para desenvolver o trabalho. Citando os versos da m&uacute;sica <em>Pesadelo</em>, de Maur&iacute;cio Tapaj&oacute;s e Paulo C&eacute;sar Pinheiro e gravada pelo grupo MPB4, que diz &ldquo;Voc&ecirc; corta um verso, eu escrevo outro/ Voc&ecirc; me prende vivo, eu escapo morto/De repente olha eu de novo/ Perturbando a paz, exigindo troco&rdquo;, a procuradora disse que o governo n&atilde;o tem dado &quot;nem troco&quot; sobre a quest&atilde;o envolvendo os mortos e desaparecidos.</p> <p> &ldquo;Um pouco eu acho que &eacute; esse medo das autoridades, que n&atilde;o querem dar esse troco e, na verdade, n&atilde;o est&atilde;o dando nem troco, nem trocado&rdquo;, disse ela. Eug&ecirc;nia acrescentou que h&aacute; falhas tamb&eacute;m na destina&ccedil;&atilde;o do dinheiro. &ldquo;Tem milh&otilde;es [do governo] para se digitalizar documentos [da ditadura], documentos que n&atilde;o est&atilde;o nem sendo lidos, mas n&atilde;o h&aacute; dinheiro para fazer a identifica&ccedil;&atilde;o dos mortos aqui [no cemit&eacute;rio de Perus]&rdquo;, reclamou ela.</p> <p> A falta de recursos tamb&eacute;m foi citada por Ivan Seixas como um grande problema para a identifica&ccedil;&atilde;o das ossadas. &ldquo;O governo federal tem a obriga&ccedil;&atilde;o de oferecer recursos para fazer a identifica&ccedil;&atilde;o, seja antropom&eacute;trica seja por DNA. E isso n&atilde;o est&aacute; sendo feito&rdquo;, disse. &ldquo;&Eacute; preciso ter uma equipe que entenda disso, com tecnologia, e ter recursos para pagar um laborat&oacute;rio que fa&ccedil;a o teste de DNA, que hoje n&atilde;o &eacute; uma coisa muito cara como j&aacute; foi no passado. Tem que colocar recursos para fazer a cataloga&ccedil;&atilde;o [das ossadas] e depois fazer a identifica&ccedil;&atilde;o, seja por DNA ou por outro meio qualquer&rdquo;.</p> <p> Paulo Abr&atilde;o, no entanto, disse que &eacute; preciso reconhecer que o governo tem investido na busca e identifica&ccedil;&atilde;o das ossadas de desaparecidos pol&iacute;ticos, citando o trabalho que vem sendo desenvolvido no Araguaia. &ldquo;T&ecirc;m sido investido nos &uacute;ltimos quatro anos em torno desse trabalho&rdquo;.</p> <p> <em>Edi&ccedil;&atilde;o: F&aacute;bio Massalli</em></p> <p> Todo o conte&uacute;do deste site est&aacute; publicado sob a Licen&ccedil;a Creative Commons Atribui&ccedil;&atilde;o 3.0 Brasil. Para reproduzir as mat&eacute;rias &eacute; necess&aacute;rio apenas dar cr&eacute;dito &agrave; <strong>Ag&ecirc;ncia Brasil</strong></p> <p> &nbsp;</p> antropólogos e arqueólogos forenses Cemitério de Perus Cidadania Comissão da Verdade desaparecidos desaparecidos políticos regime militar Tue, 21 May 2013 00:16:11 +0000 fabio.massalli 721130 at http://agenciabrasil.ebc.com.br Boatos sobre Bolsa Família levam beneficiários a lotar agências da Caixa na Baixada Fluminense http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-05-20/boatos-sobre-bolsa-familia-levam-beneficiarios-lotar-agencias-da-caixa-na-baixada-fluminense <p><img alt="" src="http://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/_agenciabrasil/files/imagecache/300x225/gallery_assist/27/gallery_assist721097/prev/ABr200513_TNG5131.jpg" style="width: 300px; height: 225px; margin-left: 5px; margin-right: 5px; float: right;" />Vladimir Platonow*<br /> <em>Rep&oacute;rter da Ag&ecirc;ncia Brasil</em></p> <p>Rio de Janeiro &ndash; As informa&ccedil;&otilde;es desencontradas sobre o pagamento do Programa Bolsa Fam&iacute;lia divulgadas ontem (19) continuaram a provocar uma corrida &agrave;s ag&ecirc;ncias da Caixa nesta segunda-feira (20), principalmente em munic&iacute;pios da Baixada Fluminense. Apesar dos comunicados afixados pelo banco em suas ag&ecirc;ncias, explicando que somente haveria pagamentos do benef&iacute;cio programados, muitas pessoas formaram filas em frente aos caixas eletr&ocirc;nicos para checar se o dinheiro estava sendo pago.</p> <p>A auxiliar de cozinha Patr&iacute;cia Ferreira, moradora de Queimados, m&atilde;e de tr&ecirc;s filhos, fez quest&atilde;o de ir &agrave; ag&ecirc;ncia principal de Nova Igua&ccedil;u para tirar a d&uacute;vida sobre o pagamento. &ldquo;Vim retirar o dinheiro para ter certeza. Porque se tiver mais do que eu ganho, &eacute; verdade o boato. Se n&atilde;o tiver, &eacute; porque &eacute; mentira. Segundo eu ouvi no rep&oacute;rter, eles iam adiantar tr&ecirc;s meses, porque a Caixa n&atilde;o ia pagar depois e ningu&eacute;m ia receber&rdquo;, explicou Patricia.</p> <p>Coincidentemente, ao sacar o benef&iacute;cio, ela constatou que havia tr&ecirc;s vezes mais do que os R$ 96 que recebe mensalmente. Para Patr&iacute;cia, isso pode ter ocorrido porque ela se recadastrou recentemente, depois de ter se separado do marido e na condi&ccedil;&atilde;o de desempregada, o que pode ter contribu&iacute;do para o sistema rever para cima seu benef&iacute;cio.</p> <p>A auxiliar de produ&ccedil;&atilde;o Joelma de Oliveira, moradora de Belford Roxo, tamb&eacute;m foi &agrave; Caixa em Nova Igua&ccedil;u para tirar d&uacute;vida se o benef&iacute;cio estava sendo concedido, embora n&atilde;o fosse hoje o seu dia de pagamento. &ldquo;Falaram que iam pagar agora e depois ia ficar tr&ecirc;s meses sem nada. Abri um site e dizia que n&atilde;o, mas a&iacute; os vizinhos falaram que algu&eacute;m tirou. &Eacute; tudo um monte de boatos. Na d&uacute;vida, eu vim ver pessoalmente&rdquo;, disse Joelma, m&atilde;e de uma filha e que recebe R$ 102 de Bolsa Fam&iacute;lia. Quando chegou sua vez, ela constatou que o caixa n&atilde;o estava pagando o seu benef&iacute;cio, informando n&atilde;o ser a data programada.</p> <p>Outras pessoas foram ao banco porque ouviram dizer que o benef&iacute;cio ia simplesmente ser cancelado pelos pr&oacute;ximos tr&ecirc;s meses, como a manicure Aline Rita de Resende Silva, m&atilde;e de tr&ecirc;s filhos e que recebe R$ 116 por m&ecirc;s. &ldquo;Eu sou totalmente dependente do Bolsa Fam&iacute;lia. &Eacute; a metade do meu or&ccedil;amento&rdquo;, declarou.</p> <p>A superintendente regional da Caixa no Rio de Janeiro, Nelma Souza Tavares, disse que a maior parte dos benefici&aacute;rios do programa foi &agrave;s ag&ecirc;ncias durante a parte da manh&atilde;. &ldquo;Soubemos do boato no fim de semana e houve muita procura nas ag&ecirc;ncias de algumas cidades, como da Baixada Fluminense e do munic&iacute;pio de S&atilde;o Gon&ccedil;alo, no Grande Rio. Hoje ainda teve uma procura grande, com muitos benefici&aacute;rios indo pessoalmente &agrave;s ag&ecirc;ncias, mas o movimento j&aacute; est&aacute; menor. Esperamos que amanh&atilde; esteja normalizado. Todos os funcion&aacute;rios foram orientados para dar as explica&ccedil;&otilde;es sobre o boato aos benefici&aacute;rios que buscaram as ag&ecirc;ncias para tirar d&uacute;vidas&rdquo;, disse Nelma.</p> <p>&nbsp;</p> <p><em>* Colaborou Akemi Nitahara </em></p> <p><em>Edi&ccedil;&atilde;o: A&eacute;cio Amado</em></p> <p style="margin-bottom: 0cm"><em>Todo o conte&uacute;do deste site est&aacute; publicado sob a Licen&ccedil;a Creative Commons Atribui&ccedil;&atilde;o 3.0 Brasil. &Eacute; necess&aacute;rio apenas dar cr&eacute;dito &agrave; <strong>Ag&ecirc;ncia Brasil</strong></em></p> boatos Caixa Cidadania Programa Bolsa Família rio de janeiro Mon, 20 May 2013 22:09:57 +0000 aecioamado 721115 at http://agenciabrasil.ebc.com.br