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Argentinos devem deixar US$ 100 milhões no Rio no último fim de semana da Copa

  • 10/07/2014 19h10publicação
  • Rio de Janeirolocalização
Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil Edição: Luana Lourenço

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Com a expectativa de receber 100 mil turistas argentinos neste fim de semana para assistir à final da Copa do Mundo contra a Alemanha, no domingo, às 16h no Estádio do Maracanã, o Rio de Janeiro espera também que eles injetem US$ 100 milhões na economia do estado.

De acordo com o secretário estadual de Turismo, Cláudio Magnavita, a rede hoteleira das regiões turísticas está com 100% de ocupação a partir de hoje (10) e os hotéis de outras regiões da cidade têm 90% dos quartos ocupados. Além disso, o Terreirão do Samba e o Sambódromo, no centro do Rio, já receberam mais de 200 carros, trailers e motorhomes. A prefeitura de Niterói, na região metropolitana, disponibilizou o espaço do Caminho Niemeyer, com capacidade para 50 veículos.

Magnavita diz que a vinda de tantos turistas em veículos próprios foi uma surpresa e que o governo está monitorando as fronteiras, já que o número pode superar os 500 motorhomes recebidos em Porto Alegre para a partida entre Argentina e Nigéria, na primeira fase da Copa. O secretário reconhece que o país não tem estrutura para receber esse tipo de visitante.

Terreirão do Samba, no centro do Rio, lota e começa a não dar conta dos turistas, principalmente de argentinos, que chegam à cidade para a final da Copa do Mundo (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Terreirão do Samba, no centro do Rio, já está lotado de turistas argentinos que chegam à cidade para a final da Copa do MundoTânia Rêgo/Agência Brasil

“Uma das fragilidades que foi mostrada na infraestrutura do turismo brasileiro é a inexistência de estrutura para o turismo de camping e motorhomes. Isso é um fenômeno normal, só que no Brasil nós não temos essa cultura, o que nos leva agora, como estado, a criar a obrigação de planejar a instalação desses equipamentos, porque no mundo inteiro esse é um segmento do turismo e no Brasil tivemos a redução por conta da [má] qualidade das nossas estradas. Agora ficou claro que esse é um tipo de turismo que vai ser estimulado, pela própria presença sul-americana por aqui”.

Quanto à recepção dos turistas argentinos, o secretário diz que o objetivo do Rio de Janeiro é ser “campeão como anfitrião, já que não foi possível ser campeão no futebol”. De acordo com ele, um levantamento da Embratur apontou que a imprensa estrangeira aprovou a Copa. “A Copa teve um efeito de mídia positiva no mundo inteiro, com índice de aprovação de 95% entre os jornalistas, que escreveram matérias falando bem do Rio de Janeiro”.

Depois da Copa, o projeto SOS Turista, que ampliou o atendimento a visitantes estrangeiros, será reduzido, para ser retomado nas Olimpíadas de 2016, quando são esperados 10,5 mil atletas e 2 milhões de visitantes no Rio de Janeiro. Durante o Mundial, os postos da secretaria funcionaram na sede do órgão, que fica na Rua Acre, no centro; nos dois terminais de desembarque do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão – Antonio Carlos Jobim; no Aeroporto Santos Dumont, na Delegacia de Atendimento ao Turista (Deat), no Leblon; e no Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas (BPTur), em Copacabana.

 

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