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Esquema de segurança de evento-teste olímpico é baseado em ações feitas na Copa

  • 07/08/2014 21h43publicação
  • Rio de Janeirolocalização
Cristina Indio do Brasil - Repórter da Agência Brasil

Mais de 300 atletas de 34 países iniciam regata na Baía de Guanabara, primeiro evento-teste para os Jogos Olímpicos de 2016 (Tomaz Silva/Agência Brasil)

Mais de 300 atletas de 34 países participam do primeiro evento-teste das Olimpíadas 2014Tomaz Silva/Agência Brasil

O planejamento de segurança para os Jogos Olímpicos 2016 ainda será montado, mas as forças de segurança já estão aproveitando o primeiro evento-teste organizado pelo Comitê Rio 2016 para avaliar as operações necessárias. Cerca de 100 integrantes das polícias Marítima Federal, Civil e Militar do Rio, Rodoviária Federal, Guarda Municipal do Rio e Bombeiros estão participando das ações de segurança do Aquece Rio - Regata Internacional de Vela, na Marina da Glória, que começou no fim de semana passado e termina no próximo sábado(9).

O esquema é coordenado pela Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos, do Ministério da Justiça (Sesge/MJ) e está baseado nas ações que foram desenvolvidas durante a Copa do Mundo com a integração de todas as forças de segurança. “Acho que estamos em um bom caminho para as Olimpíadas”, disse o secretário da Sesge, Andrei Rodrigues.

O esquema de segurança do evento-teste tem 100 profissionais de segurança pública. O Corpo de Bombeiros é o que tem o maior número de agentes - 40 bombeiros, com a utilização de duas lanchas, dez botes infláveis de resgate e cinco motos aquáticas (jet ski). O planejamento tem ainda 15 integrantes da Polícia Federal Marítima, que usam duas lanchas, dois botes e um jet ski e 20 embarcações da Marinha.

Da unidade móvel do Centro Integrado de Comando e Controle (Cicc), os agentes acompanham, por meio de câmeras, que têm um zoom de 2 quilômetros e boa nitidez, todas as ações no entorno do evento. Além disso, as comunicações podem ser feitas por meio de rádio.

“Trouxemos o Centro Integrado de Comando e Controle Móvel, uma estrutura adquirida para a Copa do Mundo e que já está sendo empregada nos testes das Olimpíadas e na segurança cotidiana, onde a gente tem esse local com a presença de todas as instituições de segurança e o apoio, que a Segurança Pública sempre recebe da Defesa e da Abin [Agência Brasileira de Inteligência] na área de inteligência. Um pouco desse teste foi aplicar o conceito de integração, a utilização da estrutura, dos equipamentos e da tecnologia, permitindo a comunicação deste centro com o centro regional aqui do Rio e o nacional em Brasília”, disse.

No planejamento da Regata Internacional Aquece Rio, com a participação de 320 atletas de 34 países, as ações foram definidas para dentro e fora da água. No caso da parte molhada, como foi classificada pelos agentes as atividades na Baía de Guanabara, houve um reforço do trabalho dos Bombeiros, da Polícia Marítima Federal e da Marinha para o controle do mar territorial.

Para atender à parte seca, foram levados para o local a delegacia de Polícia Civil e o Cicc móveis, e estão atuando policiais militares e da Guarda Municipal. O secretário explicou que, como neste evento-teste não se aplicam os critérios das Olimpíadas, o efetivo das instituições de segurança não foi o que deve ser adotado nos Jogos de 2016.

“Por exemplo os atletas não estão concentrados na Vila Olímpica, o meio de transporte deles é diverso, não existe uma linha específica para este deslocamento, enfim, uma dinâmica totalmente própria do evento. Então nós não temos ainda o efetivo que vamos empregar durante a operação das Olimpíadas, até porque, a partir do planejamento estratégico da construção dos planos operacionais de todas as instituições é que nós vamos definir posições, atividades e o quantitativo de todas as forças que vão operar”, esclareceu.

Edição: Fábio Massalli