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Especialistas debatem em seminário uso sustentável de portos e hidrovias

  • 10/09/2014 16h37publicação
  • Rio de Janeirolocalização
Da Agência Brasil

 

Especialistas nacionais e estrangeiros debatem de hoje (10) até a próxima sexta-feira (12) o uso integrado e sustentável do mar e da rede fluvial, no Seminário Internacional de Portos e Hidrovias. Idealizado pelo Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do do Rio de Janeiro (UFRJ), o encontro busca contribuir para um melhor direcionamento das pesquisas e estudos nacionais relacionados à questão dos portos e hidrovias do país.

Hoje, os participantes dos debates abordaram mudanças climáticas e seus impactos, erosão costeira, renaturalização de rios e estuários, planejamento e desenvolvimento sustentável. De acordo com a professora do Programa de Engenharia Oceânica da Coppe, Susana Vinzon, é papel da universidade contribuir com o debate.

“Há uma mudança de paradigmas, em nível mundial, em relação à concepção de projetos voltados para o meio costeiro e fluvial, tendo como ponto de partida o funcionamento dos sistemas naturais. Temos de discutir o desenvolvimento portuário e hidroviário no Brasil, mas não precisamos e nem devemos repetir os erros de países desenvolvidos”, afirmou. 

A presidenta do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Isaura Fraga, avaliou o primeiro dia do fórum como uma troca de ideias positivas. "O Inea apresentou propostas para licenciamento dos portos, suas dificuldades, o histórico dos portos de Sepetiba e da Baía de Guanabara e também discutiu a necessidade de um consenso em relação às possibilidades de áreas de exposição por conta da insegurança jurídica. Isso ocorre, por exemplo, com as licenças. Esses fóruns são fundamentais para que apresentarmos, discutirmos e solucionarmos esses problemas", salientou Isaura. 

Segundo ela, experiências e soluções de outros países foram avaliadas positivamente e, por isso, serão analisadas dentro do Inea. Ressaltou que o Brasil tem situações específicas, que não precisam ser copiadas de outros países. "Temos uma baía [de Guanabara] cheia de riquezas. Então, não devemos copiar tudo, mas é importante que utilizemos essas propostas como reflexão", alertou a presidenta do Inea.

 

Edição: Armando Cardoso