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Pesquisa do IBGE indica baixa escolarização de jovens entre 15 e 17 anos

Publicado em 18/09/2014 - 13:33 e atualizado em 18/09/2014 - 16:09

Por Vinícius Lisboa - repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro

A presidenta do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Wasmália Bivar, disse hoje (18) que o aumento da taxa de escolarização entre jovens de 15 a 17 anos é um dos principais desafios do país, conforme  aponta a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2013.

O estudo foi divulgado nesta quinta-feira e mostra que, entre 2012 e 2013, a taxa de jovens nessa faixa etária frequentando a escola subiu de 84,2% para 84,3%, ou seja, apenas 0,1 ponto percentual.

"A escolarização está aumentando, mas em ritmo mais lento que os mais novos e os muito mais novos, que avançam de forma muito acelerada. A transição desses jovens de 15 a 17 anos para o mercado de trabalho é precoce", disse Wasmália. Segundo ela, o resultado são salários mais baixos ao longo da vida de quem não completou a escolarização: "A renda deles aumenta, mas ainda é inferior ao salário mínimo. Saindo da escola, é uma renda que vai permanecer na vida deles".

A presidenta do instituto afirmou, ainda, que o aumento da taxa de desocupação de 7,2% na Pnad de 2013 é pontual, já que, na parte referente ao trabalho, a análise usa apenas os dados da última semana de setembro. "Falar em encolhimento do mercado é exagero", salientou. Lembrou que a taxa de desocupação de 6,5% é a segunda menor da série iniciada em 2001.

Sobre a variação pequena do Índice que mede a desigualdade no país, a presidenta observou uma tendência de estabilidade. Para Wasmália, a evolução da série histórica mostra uma melhora importante. Entretanto, acrescentou que a variação menor desde 2011 aponta para a necessidade de diversificação das políticas públicas relativas ao tema.

Matéria alterada às 16h09 para correção no segundo parágrafo: a taxa de jovens nessa faixa etária frequentando a escola subiu de 84,2% para 84,3%, ou seja, apenas 0,1 ponto percentual, e não 1%

 

Edição: Armando Cardoso

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