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Professores e PM entram em confronto em protesto no Paraná

Publicado em 29/04/2015 - 16:11

Por Da Agência Brasil Brasília

Protesto em Curitiba

A prefeitura de Curitiba foi evacuada para atender aos feridos no confrontoDivulgação/Joka Madruga/APP-Sindicato

Professores em greve, servidores e policiais militares entraram em confronto nesta tarde em Curitiba. A confusão começou por volta das 15h, no Centro Cívico, em frente à Assembleia Legislativa do Paraná, quando os deputados estaduais começaram a sessão para votar um projeto de lei (PL) que altera a previdência estadual.

Os professores, que estão acampados desde segunda-feira (27) no local e são a maioria dos manifestantes, tentaram romper perímetro de segurança que a Polícia Militar (PM) traçou em torno da Assembleia Legislativa. A PM reagiu com bombas de gás, balas de borracha e jatos de água. Os manifestantes recuaram, mas os policiais continuam jogando bombas de efeito moral.

No caminhão de som, dirigentes do Sindicato dos Professores do Paraná relataram que servidores ficaram feridos. O sindicato estava transmitindo o protesto na internet pelo caminhão de som, mas o veículo foi rebocado pela polícia. Agora as informações dos representantes dos professores são transmitidas apenas pelo Facebook.

O prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet, informou pelo Twitter que a prefeitura foi evacuada para atender aos feridos, que também estão recebendo os primeiros socorros no Tribunal de Justiça. Seis escolas que ficam na região suspenderam as aulas. “Parece uma praça de guerra!”, escreveu Fruet na rede social.

A sessão da Assembleia Legislativa foi interrompida por cerca de dez minutos e retomada mesmo com o barulho de bombas e gritos do lado de fora.

O projeto de lei em votação na Assembleia foi encaminhado pelo Executivo para alterar a Previdência Estadual. O governo paranaense quer tirar 33 mil aposentados com mais de 73 anos do Fundo Financeiro, sustentado pelo Tesouro estadual e que está deficitário, e transferi-los para o Fundo de Previdência estadual, pago pelos servidores e pelo governo, que está superavitário.

Edição: Fábio Massalli

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