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Polícia Federal confisca imóveis e R$ 70 mil em dinheiro na Operação Vícios

Foram confiscados oito imóveis em Brasília e apreendidos R$ 70 mil em

Publicado em 01/07/2015 - 12:22

Por Vinícius Lisboa - Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro

A Polícia Federal (PF) confiscou oito imóveis em Brasília e apreendeu R$ 70 mil em diversas moedas na casa de um servidor no Rio de Janeiro na Operação Vícios, deflagrada hoje (1º) para investigar suspeita de fraude na renovação do contrato de gerenciamento do Sistema de Controle de Bebidas (Sicobe).

Também foram apreendidos computadores e mídias eletrônicas que serão analisados. Segundo a PF, na primeira etapa, os crimes apurados são de associação criminosa, fraude em licitação e corrupção.

Cerca de 70 policiais e 12 agentes da Corregedoria do Ministério da Fazenda cumprem hoje 23 mandados de busca e apreensão – cinco em Brasília, 17 no Rio de Janeiro e um em São Paulo. Os oito imóveis confiscados são de um casal suspeito de integrar um esquema em que servidores da Receita Federal e da Casa da Moeda formaram um conluio para favorecer a empresa Sicpa Brasil Indústria de Tintas e Sistemas Ltda nas especificidades exigidas no contrato de renovação do gerenciamento do Sicobe, no ano passado. Os imóveis estão avaliados em cerca de R$ 10 milhões, informou a PF. 

O delegado Tássio Muzzi, da Delegacia de Combate a Crimes Financeiros e Desvio de Recursos Públicos, disse nesta manhã à imprensa que há indícios de que o esquema também envolvia lavagem internacional de dinheiro, em países como Estados Unidos e Suíça. De acordo com o delegado, na segunda fase das investigações, serão apuradas essas suspeitas. A Justiça já autorizou a cooperação internacional para a investigação.

A operação partiu de uma denúncia da Casa da Moeda, segundo a qual R$ 100 milhões teriam sido pagos em propina a servidores desta instituição e da Receita Federal. Segundo Muzzi, os indícios encontrados até agora não sustentam pedidos de prisão. 

O delegado afirma que as suspeitas são sobre a contratação e não sobre a execução do serviço, pela qual foram pagos R$ 6 bilhões em seis anos.

Edição: Valéria Aguiar

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