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Motociclistas protestam contra proibição de circular nas marginais em São Paulo

  • 26/08/2015 16h53publicação
  • São Paulolocalização
Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil

Motociclistas fazem, neste momento, um protesto pelas ruas da capital paulista. Segundo o Sindicato dos Mensageiros Motociclistas, Ciclistas e Mototaxistas do Estado de São Paulo (SindimotoSP), o protesto reúne 5 mil motociclistas. Eles saíram da frente da sede do sindicato por volta das 16h, na zona sul, e seguirão até a sede da prefeitura, no centro da capital.

Os motociclistas fecharam um trecho da Avenida dos Bandeirantes e vão circular também pela Avenida 23 de Maio, passando pela Praça João Mendes e pelas ruas Boa Vista e Líbero Badaró até chegar à prefeitura, onde pretendem entregar uma carta de reivindicações. Depois, vão até a Câmara Municipal, para entregar uma cópia do documento aos vereadores.

Os motociclistas reclamam da proibição das motos de circular nas marginais [hoje esses veículos não podem circular pela Marginal Tietê, mas, segundo os motociclistas, a proibição pode se estender à Marginal Pinheiros], do estreitamento de faixas do trânsito nas vias públicas, da falta de bolsões de estacionamento no centro da cidade, da redução de velocidade sem campanhas de educação e da falta de campanhas de educação no trânsito para motociclistas. Os motociclistas pedem a expansão dos bolsões para estacionamentos, normatização de faixas de segurança e, sinalizadores de solo nos corredores virtuais de circulação de motos, entre outras medidas.

Em entrevista à Agência Brasil, o presidente do sindicato Gilberto Almeida, disse que o objetivo do ato de hoje é reivindicar “uma política pública da prefeitura em relação aos motociclistas de São Paulo". “A gente precisa e pede que a prefeitura defina os espaços onde a motocicleta tem que andar, que a prefeitura construa a faixa de segurança para as motos e que pense antes de fazer essa política de estreitamento de faixa, que dificulta muito a vida de quem anda de moto”, afirmou.

“Hoje faz um ano que fizemos uma manifestação contra a prefeitura por ter tirado os corredores de moto, os únicos do país, na Rua Vergueiro e na Avenida Sumaré. Foi criado um grupo de trabalho e, dentro dele, nada se avançou. Nada saiu do papel. E, pelo contrário, com as futuras proibições [de circulação] na Marginal Pinheiros e a redução da velocidade muito brusca”, destacou Gilberto Almeida.

Em nota, a Secretaria Municipal de Transportes informa que “está em diálogo permanente com a categoria. Um dos objetivos é garantir a segurança dos profissionais no sistema viário da cidade”. Segundo a secretaria, em outubro do ano passado, foi criado um grupo de trabalho para tratar de questões envolvendo o setor de motofrete. Até o momento, foram realizadas 18 reuniões, diz a nota.

“Nesse sentido, por exemplo, somente nesta gestão, foram criados 319 espaços do Frente Segura, áreas destinadas para motos e bicicletas junto aos semáforos, à frente dos outros veículos, o que permite que saiam antes, quando o sinal passa para a cor verde. Também foram instalados 88 bolsões de estacionamento para motofrete, e foram reformados 32 deles”, acrescenta a nota.

Edição: Maria Claudia