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Chuva forte interrompe provas aquáticas nos Jogos Mundiais Indígenas

Publicado em 30/10/2015 - 18:40

Por Cibele Tenório – Repórter do Portal EBC Palmas

 

Palmas (TO) - Atletas indígenas competem nas provas de natação no Ribeirão Taquaruçu (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Palmas (TO) - Atletas indígenas competem nas provas de natação no Ribeirão Taquaruçu Marcelo Camargo/Agência Brasil

A manhã desta sexta-feira (30) foi dedicada às provas aquáticas na programação dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, em Palmas (TO). As provas de natação chegaram a ser realizadas, mas, devido a uma chuva forte, que começou a cair na cidade por volta de 12h (horário de Brasília), as provas de canoagem foram interrompidas. A semifinal e a final da modalidade serão disputadas amanhã (31), às 10h30.

Por volta das 7h, os atletas já estavam reunidos no aquecimento à beira do rio Taquarussu. Alguns indígenas levavam no corpo pinturas de suas etnias como o atleta Marcelo Javaé.

“A pintura que estou usando hoje significa força. É pra atrair boas energias para competir”, disse. A arquibancada estava lotada com indígenas das mais diversas etnias e da população de Palmas, mesmo com o sol forte de 32°C que fazia no começo da manhã antes do tempo mudar.

 

Mal estar na prova de natação

As provas de natação com percurso de 500 metros chegaram a ser feitas em baterias únicas, divididas entre as categorias feminina e masculina. Ao longo do trajeto, havia canoas com equipes de salvamento espalhadas no trajeto da prova.

No total,  68 homens participaram da disputa, entre eles o  líder  indígena canadense Willie Little Child de 72 anos. Ele foi o atleta mais velho a participar da prova, e foi muito aplaudido pelo público.

Na chegada, muitos atletas passaram mal, e houve demora no atendimento, mesmo com a presença de equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no local. O campeão da prova, Jopry Tohahkre, da etnia Gavião (PA), foi um dos que não se sentiram bem após o esforço na competição.

Tohahkre foi levado ao hospital depois de ser atendido no local. Segundo informações da família, ele passa bem.

A etnia Gavião também foi melhor, na prova feminina. Amkrokwyi Gavião completou o trajeto em 7’30” e foi a mais rápida entre as 55 participantes. Amkrokwyi, que é prima do vencedor da prova masculina, explicou o motivo da etnia ter saído tão bem nas provas aquáticas. ”A gente treinou muito no rio Igarapé e, por isso, temos muita resistência. Estamos muito felizes de levar esta vitória para a nossa aldeia”.

As provas de canoagem foram dividias em 10 baterias, com cinco delegações em cada. Algumas baterias chegaram a ser realizadas antes de começar o mau tempo, com muita chuva e trovões. As semifinais contarão com os dez melhores das baterias e a final, apenas por cinco duplas, no sábado (1º), se o tempo melhorar.

Etnia Gavião ganha com ajuda de campeões

Uma ajuda de peso para o povo Gavião veio de Allan do Carmo, atleta brasileiro que é o atual vice-campeão mundial de maratona aquática. Ele participou, no começo da semana, do reconhecimento do local da prova junto aos indígenas. O técnico Paná Gavião aproveitou para conseguir dicas com o maratonista. “Ele deu orientações que fizeram a diferença. Basicamente, ter um cuidado de não se avexar, de não gastar a energia no começo da prova mesmo que tenha um adversário na frente”.

Edição: Maria Cláudia

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