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Governo do Espírito Santo alerta ribeirinhos de Colatina sobre onda de lama

O Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos acompanha os

Publicado em 09/11/2015 - 17:08

Por Marieta Cazarré - Repórter da Agência Brasil Brasília

Ribeirinhos do município de Colatina (ES) estão sendo notificados sobre os perigos da onda de lama decorrente do rompimento das barragens de rejeitos em Mariana (MG), operadas pela Mineradora Samarco.

O secretário de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano do Espírito Santo, João Coser, chegou hoje (9) ao município para acompanhar as ações da Defesa Civil estadual e municipal em apoio à população ribeirinha do Rio Doce e para traçar estratégias de abastecimento dos moradores, com planejamento de carros-pipa do governo estadual, prefeituras e empresas.

Mariana (MG) - Área afetada pelo rompimento de barragem no distrito de Bento Rodrigues, zona rural de Mariana, em Minas Gerais (Antonio Cruz/Agência Brasil)

A expectativa é que a lama decorrente da barragem de rejeitos da Samarco chegue ao Espírito Santo ainda hojeAntonio Cruz/ Agência Brasil

Segundo a assessoria do secretário, aproximadamente 116 ribeirinhos de Colatina já foram notificados. O Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) está de plantão desde sábado (7) no município, a fim de acompanhar os impactos ambientais. De acordo com o último boletim, a expectativa é que a lama chegue ao estado hoje à noite.

Além disso, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama) e também o Instituto estão em contato com os órgãos ambientais de Minas Gerais, de modo a trocar experiências e atualizar informações. Conforme o Serviço Geológico do Brasil, a onda está perdendo força, velocidade e volume.

A primeira ação preventiva alertou pescadores e usuários do rio sobre os perigos da enxurrada de lama, que deve ocorrer inicialmente no Município de Baixo Guandu, na região noroeste, para depois atingir as cidades de Colatina e Linhares, com previsão de atingir a foz do rio na próxima semana. Autoridades alertam que o Rio Doce pode subir entre 1,5m e 2m.

Em nota, o coordenador da Defesa Civil do estado, coronel Fabiano Bonno, afirmou que, "além do trabalho aéreo, equipes em terra, compostas pela Defesa Civil estadual e dos três municípios que serão afetados, abordaram as pessoas identificadas pelo helicóptero. Começamos na foz do Rio Doce e seguimos até Regência, em Linhares, orientando as pessoas ao longo da calha do rio".

Conforme o coordenador, foram montadas duas bases fixas, em Colatina e Baixo Guandu. "Estamos trabalhando com a Defesa Civil dos municípios. Aproveitamos para pedir aos moradores de Baixo Guandu, Colatina e Linhares que economizem a água que puderem nos próximos dias."

De acordo com a assessoria do secretário João Coser, com o apoio de municípios vizinhos e empresas, além de receber água tratada, entidades estão captando água bruta para levar para estações de tratamento de Baixo Guandu e Colatina.

As autoridades envolvidas apelam para as empresas com carros-pipa e que puderem colaborar que entrem em contato com a Defesa Civil pelos telefones 27 99975-2075 (Baixo Guandu) ou 27 99979-6596 (Colatina). Também podem fazer contato direto com o coordenador da Defesa Civil do estado por meio do telefone (27 99904-5736.

Os municípios de Colatina e Baixo Guandu, que captam água para abastecimento do Rio Doce, terão dificuldades no abastecimento. Linhares, que capta  água no Rio Pequeno, não terá esse problema e auxiliará no abastecimento de água para estas cidades.

A Defesa Civil divulgou ainda os contatos para quem quiser doar água mineral. É preciso procurar o quartel do Comando Geral do Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo, na Rua Tenente Mário Francisco de Brito, 100, Enseada do Suá, Vitória (ao lado da 3ª Ponte). O telefone para contato é 27 3137-4440.

 

Edição: Armando Cardoso

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