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Manifestantes encerram ato contra aumento da tarifa do transporte público em SP

  • 19/01/2016 22h57publicação
  • São Paulolocalização
Bruno Bocchini e Camila Boehm – Repórteres da Agência Brasil

As quatro manifestações simultâneas realizadas hoje (19) contra o aumento da tarifa no transporte público coletivo terminaram à noite, após reunir manifestantes na região central de São Paulo, na zona sul e na zona leste.

A maior concentração de manifestantes ocorreu na região central, onde a passeata partiu do cruzamento das avenidas Faria Lima e Rebouças, passou pela Avenida Paulista e seguiu até a prefeitura. Mesmo antes do início do ato, a Polícia Militar (PM) deteve duas pessoas portando martelo, estilingue, máscaras e luvas. Elas foram encaminhadas para o 14º DP, em Pinheiros.

Uma segunda caminhada partiu também do cruzamento das avenidas Faria Lima e Rebouças, passou pelas avenidas Cidade Jardim, Engenheiro Oscar Americano e Morumbi até chegar ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual.

Os manifestantes gritaram palavras de ordem contra o aumento da tarifa, o prefeito Fernando haddad e governador Geraldo Alckmin. Na manifestação de hoje o policiamento foi menos ostensivo que nas anteriores, com pouca presença da Tropa de Choque. Não foram registradas ocorrências nas quatro passeatas..

O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e a Frente do Povo sem Medo também realizaram duas manifestações contra o aumento das tarifas. Uma delas saiu das proximidades do metrô Capão Redondo, zona sul, e seguiu até o terminal de ônibus João Dias.

Na segunda, os manifestantes saíram do metrô Itaquera em caminhada pela Avenida Radial Leste, com destino à estação Guilhermina Esperança. Segundo o MTST, os protestos reuniram 7,5 mil e 5 mil pessoas, respectivamente.

“Centavos aumentando a tarifa é menos comida no nosso prato e menos comida na geladeira”, afirmou Agnes Caroline, coordenadora do MTST, que acompanhou o ato na zona leste. Segundo ela, a periferia está contra o aumento e o grupo vai continuar na rua. Agnes acrescentou que o MTST repudia a ação violenta da Polícia Militar e que deve haver uma resposta política para as reivindicações da população, não uma resposta da polícia.

Na próxima quinta-feira (21), o MPL informou que haverá nova manifestação contra o aumento da tarifa, dessa vez saindo do Terminal Parque Dom Pedro II, com concentração às 17h.

Edição: Armando Cardoso