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Municípios do Paraná decretam estado de calamidade pública por causa das chuvas

  • 20/01/2016 13h16publicação
  • Brasílialocalização
Da Agência Brasil
Casas atingidas pela chuva em Rolândia

Casas atingidas pela chuva em RolândiaDivulgação/Prefeitura de Rolândia

A Defesa Civil do Paraná informou hoje (20) que 58 municípios já foram afetados por tempestades desde o dia 9 de janeiro. Os municípios de Rolândia e Tamarana decretaram estado de calamidade pública. Com isso, poderão receber auxílio imediato do estado e da União para ações de socorro e de recuperação. Em todo o estado, mais de 156 mil pessoas foram afetadas

Em Londrina, uma das cidades mais afetadas, cerca de 52 mil foram atingidas pelas chuvas que danificaram mais de 500 casas. A cidade recebeu ontem (19) a visita do ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, e do secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), Adriano Pereira, que participaram de reuniões para avaliar o apoio federal necessário. As autoridades visitaram também Maringá.

O ministro verificou o andamento das obras na ponte do Rio Pirapó, localizada em Maringá, e do trecho da Rodovia Mábio Gonçalves Palhano, em Londrina. Nos encontros, os prefeitos foram orientados sobre os procedimentos para reconhecimento federal e solicitação de recursos.

Segundo o ministro Gilberto Occhi, o órgão tem monitorado a incidência de chuvas na região. “Desde o início das chuvas, temos acompanhado o trabalho da Defesa Civil estadual para prestar todo o apoio necessário à população. Em dezembro, foram enviados cerca de 6 mil kits de ajuda humanitária, contendo cestas básicas, água, colchões, kits de limpeza e higiene para que o governo estadual pudesse atender rapidamente os municípios. Nosso objetivo é levantar todos os danos e prejuízos para avaliar o volume de recursos federais necessários”, destacou Occhi. Até o momento, o ministério aplicou R$ 516,7 mil em kits de ajuda humanitária.

“Todos que tiveram suas casas afetadas serão atendidos por meio da liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Também vamos atuar na reconstrução das residências que foram destruídas”, afirmou Occhi.

O secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, Adriano Pereira, informou que a prioridade neste momento é atender aos cidadãos. “As ações da União são complementares às ações do estado e municípios. Neste momento, a prioridade é o socorro às famílias atingidas, a assistência e o restabelecimento dos serviços essenciais, como a limpeza das ruas. No caso da reconstrução das áreas atingidas, os governos municipais e estadual têm um prazo de até 90 dias para elaborar e apresentar o plano de trabalho”.

Edição: Carolina Pimentel