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Secretário nega abuso de PMs em protesto contra aumento de passagens em SP

  • 12/01/2016 23h22publicação
  • São Paulolocalização
Bruno Bocchini - Repórter da Agência Brasil

O secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo, Alexandre Moraes, informou hoje (12) à noite, em entrevista coletiva, que a polícia havia prendido pelo menos oito pessoas após os protestos contra o aumento das tarifas do transporte público coletivo. O ato foi dispersado pela Polícia Militar (PM) por volta das 19h30, antes mesmo dos manifestantes começarem a se deslocar em passeata.

Alexandre de Moraes, secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo

O secretário Alexandre de Moraes afirmou que todos os abusos serão apuradosArquivo/Elza Fiúza/Agência Brasil

De acordo com o secretário, o número de presos pode chegar a 11, já que outras três detenções ainda não haviam sido confirmadas. Moraes afirmou que não viu abuso por parte dos policiais na repressão aos manifestantes.

Durante a coletiva, diante do relato de que jornalistas foram agredidos por policiais mesmo estando identificados e que manifestantes já dominados foram espancados, ele disse que todos os abusos serão apurados. "Podem ficar tranquilos. Temos toda a ação filmada."

Segundo Moraes, a polícia convidou os manifestantes para, antecipadamente, apresentar o percurso da manifestação. Conforme o secretário, o MPL não informou com antecedência o trajeto e, por essa razão, a polícia decidiu por quais ruas a passeata deveria seguir.

"Mudamos os itinerários dos ônibus, fizemos varreduras e recolhemos objetos perigosos." O secretário não respondeu por qual razão a polícia passou a adotar, no protesto de hoje, essa postura.

Nas manifestações anteriores do MPL, o policiamento recebia o trajeto minutos antes do início da passeata.

Em seu página nas redes sociais, o MPL publicou fotos de manifestantes com machucados feitos por bombas de estilhaços, informando que ao menos dez pessoas foram feridas, entre elas um morador de rua que estaria desacordado.

"É assim que o governador e o prefeito garantem o direito à manifestação e respeitam os usuários de transporte. Continuam reprimindo manifestantes e impedem que fotógrafos registrem sua ação."

 

Edição: Armando Cardoso