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Sob sol forte e calor, blocos aquecem paulistanos para o carnaval

  • 31/01/2016 16h23publicação
  • São Paulolocalização
Camila Maciel - Repórter da Agência Brasil

 

 

 

 

 

 

 

O sol forte e o dia claro hoje (31) em São Paulo foram um estímulo para os paulistanos aproveitarem os mais de 50 blocos de pré-carnaval que percorrem diferentes bairros da capital. Um dos mais concorridos foi o Monobloco, que saiu do Monumento às Bandeiras, no Parque Ibirapuera, e desfilou por ruas da zona sul da cidade. Na zona oeste, no bairro Perdizes, o Bloco Pilantrangi animou os foliões com músicas brasileiras.

As batuqueiras do Bloco Bangalafumenga – a bancária Daniela Caldeira, 40 anos, e a economista Amanda Azevedo, 39 anos, – desfilaram ontem (30) de manhã e hoje decidiram acompanhar o Monobloco. “Saímos de casa no sábado às 7h30 e só voltamos às 22h30. Tocamos e depois fomos aproveitar os outros blocos. Foi o dia inteiro em vários locais”, relatou Daniela. Ela reclamou, no entanto, que o local de desfile do Bangalafumenga mudou poucos dias antes, o que atrapalhou a organização.

Para Amanda, o fato de os grandes blocos da cidade estarem se apresentando ao mesmo tempo em lugares diferentes ajudou na distribuição do público pela cidade. “Maior número de pessoas, de diferentes lugares, pode curtir realmente. Acho que foi decisão acertada. A presença maior de banheiros químicos. É de graça, todo mundo poder curtir é muito bom. Uma energia muito positiva. Isso que é o mais legal do pré- carnaval. Ocupar a cidade mesmo”, afirmou.

As duas amigas curtem o pré-carnaval em São Paulo, mas os dias do carnaval mesmo serão no Rio de Janeiro, diferentemente do analista de tecnologia da informação Gabriel Pinto, 26 anos, que decidiu economizar e apostar no carnaval de rua paulistano. “Espero que seja bom. A missão vai ser passar aqui mesmo, não tem jeito. No ano passado, fui para Ubatuba”, disse.

O litoral paulista será o destino da família da secretária Letícia Farias, 38 anos. Ela foi com o marido e a filha Manuela, 6 anos, ver o desfile do Monobloco. Mesmo um pouco mais distante do trio elétrico, ela comemora as opções de carnaval de rua em São Paulo. “Está crescendo, do ano passado para cá, vi que tem bem mais bloco. Isso é muito legal. Dá pra vir criança, é tranquilo”, disse.

Pilantragi

A festa de música brasileira que ocorre semanalmente às quintas-feiras em São Paulo virou bloco de carnaval em 2013. “Tocamos brasilidades, baianidades, afoxés e afins. Tudo que temos de cultura brasileira, regional é tocado nessa festa”, descreveu Thaís Pires, cenógrafa do bloco. Ela conta que espera reunir cerca de 18 mil pessoas esta tarde. Além de DJ, o Pilantragi tem uma banda que toca marchinhas e acompanha o ritmo do bloco e dos foliões.

O jornalista Gabriel Romio, 25 anos, está na folia desde ontem, quando acompanhou o cortejo do Bloco Casa Comigo, na Avenida Faria Lima, também na zona oeste. “Sempre gostei do carnaval de São Paulo. Não sou daqui, mas sempre me agradou. Gosto de bloquinho de rua”, disse o jovem, que vivia em João Pessoa, na Paraíba. Ainda sem planos para o carnaval, ele espera ter opções de viagens até o próximo final de semana. “Aqui a cidade esvazia. O pré-carnaval dá pra aproveitar mais e carnaval é mais descanso”, avaliou.

Os amigos Felipe Holanda, 26 anos, Bruna Querido, 27 anos, e Sérgio Mendes, também de 27 anos, vestiram juntos uma mesma camisa, com espaço para três pessoas, e ofereceram “abraços grátis”. “A gente abraça quem a gente quer, mas é sempre uma decisão coletiva”, explicou Felipe. Casa Comigo e Saia de Chita foram os blocos em que eles foram ontem. “A gente escolhe os que são menores, espalhados pelos bairros. Aqui parece ser mais família”, justificou.

Carnaval

Os blocos de rua do carnaval paulistano estarão distribuídos em 29 regiões diferentes da cidade, reunindo cerca de 2 milhões de pessoas, segundo estimativa da prefeitura de São Paulo. Entre dezembro e janeiro, as subprefeituras coordenaram a distribuição dos grupos pelo território, assim como os locais que receberiam os palcos principais. A proposta de espalhar os blocos pela cidade visa a facilitar a dispersão dos foliões.

Edição: Graça Adjuto