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Diretor da Beija-Flor não depõe sobre esquema que denunciou no samba

  • 17/02/2016 22h42publicação
  • Rio de Janeirolocalização
Cristina Indio do Brasil - Repórter da Agência Brasil

O diretor de carnaval da escola de samba Beija-Flor de Nilópolis, Laíla, não compareceu hoje (17) à Delegacia Fazendária (Delfaz) da Polícia Civil do Rio de Janeiro, para prestar depoimento,  conforme estava previsto. Laíla disse que, por orientação do advogado da escola, Ubiratan Guedes, não depôs nesta quarta-feira, mas isso não significa que deixará de prestar as informações.

“Me pronunciar eu vou, na data que vai ser marcada para mim. Lógico que vou me pronunciar. O depoimento era hoje e eu não compareci por ordem do advogado. De qualquer maneira eu vou depor. Não vou antecipar o que vou falar, mas eu não fui em função de uma reunião que houve hoje da diretoria com o advogado”, revelou à Laíla.

O diretor de carnaval da Beija-Flor denunciou um possível esquema para favorecer a Unidos da Tijuca no resultado dos desfiles do Grupo Especial. A escola conquistou o segundo lugar, seguindo a Estação Primeira de Mangueira, que é a campeã de 2016. Segundo Laíla, existe uma gravação de conversa entre Fabiano Rocha, que este ano seria jurado do quesito bateria, e a ex-jurada Sulamita Trzcina, em que falam sobre tirar pontos de três escolas, entre elas a Beija-Flor. Fabiano não compareceu aos desfiles este ano e no domingo, ainda no Sambódromo, o presidente da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), Jorge Castanheira, disse que ele foi afastado por motivos pessoais.

De acordo com a Delfaz, o jurado será ouvido na segunda-feira e o presidente da Liesa, Jorge Castanheira, na terça-feira. A delegacia não informou para quando foi remarcado o depoimento de Laíla. A abertura do inquérito pela Delegacia Fazendária para esclarecer as denúncias de Laíla foi determinada pela chefia de Polícia Civil.

Edição: Jorge Wamburg