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Governo e entidades ligadas à educação firmam pacto contra o Zika

  • 04/02/2016 17h07publicação
  • Brasílialocalização
Mariana Branco - Repórter da Agência Brasil

 

 Brasília - O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, coordena encontro de mobilização contra o mosquito Aedes aegypti, no Palácio Itamaraty (Antonio Cruz/Agência Brasil)

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, coordena mobilização contra o Aedes aegyptiAntonio Cruz/Agência Brasil

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, e representantes do Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed), da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e de entidades de estudantes, além de universidades, instituições de educação profissional e de escolas públicas e privadas assinaram hoje (4) o Pacto da Educação Brasileira contra o Zika.

Trata-se de um compromisso para ações coordenadas na erradicação do mosquito Aedes Aegypti, transmissor do vírus Zika e também da dengue e da febre chikungunya. Firmaram também o documento o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

O ministro informou que o governo prepara, para 13 de fevereiro, uma mobilização nacional para conscientização e eliminação dos criadouros do mosquito. Participarão 220 mil militares, 260 mil agentes de saúde e 48 mil agentes da vigilância sanitária. No dia 19 de fevereiro, haverá mobilização da comunidade educacional, que reúne 60 milhões de pessoas entre estudantes, docentes e servidores.

Aloizio Mercadante frisou, entretanto, que o combate ao Aedes Aegypti não pode se restringir a datas especiais. “A OMS [Organização Mundial da Saúde] projeta uma incidência, nas Américas, de 4 milhões de pessoas com Zika, sendo 1,5 milhão no Brasil. Neste momento, nós não temos vacina nem tratamento adequado. A única resposta que nós temos é lutar, de todas as formas, para impedir que esse mosquito se reproduza”, disse. Na avaliação do ministro, o país precisará seguir mobilizado ao longo dos próximos três ou quatro anos.

O secretário executivo adjunto do Ministério da Saúde, Neilton Oliveira, confirmou a estimativa. “Não há expectativa, nesse momento, de uma vacina para o Zika em menos de três a cinco anos. São três, quatro anos que vamos ter que ter vigilância permanente, cotidiana”, disse. Para o secretário, o Brasil tem condições de ser o país que desenvolverá a vacina. “Não há país mais preparado do que o Brasil para ganhar essa corrida. Temos mais tempo, mais conhecimento e mais disposição. Mas enquanto não tem [a vacina], a questão fundamental é todos contra o mosquito”, disse.

O ministro da Educação recomendou, na reunião para assinatura do pacto, que cada órgão ou entidade educacional tenha um comitê permanente para tratar do combate ao Zika. “No Ministério da Educação estamos definindo cinco responsáveis, um comitê permanente. É fundamental nas universidades, institutos, para que a gente tenha uma estrutura organizada, que receba e leve informações”, disse Mercadante. Ele destacou o papel das escolas. “As escolas são, talvez, a melhor resposta nesse momento para criar essa consciência, fazer essa mobilização [sobre o Zika vírus]”.

O Ministério da Educação enviará material informativo à comunidade escolar. “Estamos mandando carta para todos os secretários de Educação e servidores e vamos mandar material para cada aluno. As crianças mais novas receberão uma cartinha para levar para os pais”, afirmou. Ele disse que o governo pretende promover concursos a fim de escolher os vídeos de conscientização para serem distribuídos na internet.

O ministro solicitou a colaboração dos estudantes para que os trotes, que marcam o ingresso dos jovens na universidade, adotem a luta contra o vírus Zika como tema. “Nada contra ficar careca, pintar o rosto, as festas da calourada e da chopada. Mas que o combate esteja no centro do trote este ano”, comentou.

Edição: Beto Coura