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Agentes mirins orientam estudantes no combate ao Aedes em Brasília

  • 19/02/2016 13h31publicação
  • Brasílialocalização
Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil

Brasília O ministro da saúde, Marcelo Castro, participa de mais uma etapa da campanha nacional de combate ao mosquito Aedes aegypti, com alunos do colégio Ciman no setor Octogonal, em Brasília (Marcelo Camargo/A

Alunos do colégio Ciman, em Brasília, participam de mais uma etapa da campanha nacional de combate Aedes aegypti. Escola tem projeto para formar agente mirimMarcelo Camargo/Agência Brasil

João Vítor Pereira, de 12 anos, é estudante do 7º ano do Colégio Ciman, escola particular de Brasília. Graças a um projeto promovido pela própria escola, o menino atua também como agente mirim. As tarefas incluem a busca por criadouros do mosquito Aedes aegypti dentro da instituição de ensino, além de palestras para crianças menores sobre o combate ao vírus Zika.

“Pesquisei em casa que a gente não pode deixar água parada e precisa limpar os recipientes que continham esse tipo de água. É isso que estou ensinando para os colegas”, explicou. “Para casa, vou levar as formas de se prevenir e vou compartilhar com meus pais, vizinhos, colegas. Vou cobrar a faxina.”

A professora de Ciências Michele Morato é uma das coordenadoras no projeto. A proposta, segundo ela, transforma os alunos em multiplicadores de uma campanha de importância vital para o combate ao vírus Zika e às demais doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

“Esse trabalho não atende apenas à comunidade escolar. Atende também às redondezas do colégio. Isso significa que essas informações vão sendo propagadas a partir desses meninos e eles levam muito a sério isso”, explicou. “Melhor do que nós, adultos, é um aluno da educação infantil saber e falar sobre a importância de tudo isso para os seus próprios familiares.”

Ações permanentes

Durante visita à escola, o ministro da Saúde, Marcelo Castro, defendeu hoje (19) que as ações de combate ao Aedes aegypti em todo o país sejam permanentes. Ao participar do Dia Nacional de Mobilização contra o Zika nas escolas, ele explicou que a estratégia deve se repetir mensalmente em colégios de todas as capitais do país.

“Temos vários exemplos de cidades que conseguiram eliminar o mosquito. Todas contaram com a participação do Poder Público junto com a sociedade”, disse, ao lembrar que mais de dois terços dos criadouros do vetor estão dentro de residências. “Precisamos de uma ação permanente, sistemática e ininterrupta.”

Em meio à busca por focos de mosquito feita no colégio, Castro citou experiências como a do município de Água Branca, no Piauí, onde as casas passaram a receber selos nas cores verde, amarelo e vermelho para indicar a presença de criadouros e o risco de infecção. “Todos se esmeravam e faziam o máximo esforço. Ao final, todas as casas adquiriram o selo verde.”

 

Edição: Talita Cavalcante