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Moradores cobram coleta de lixo em ação de combate ao Aedes aegypti

  • 12/03/2016 23h16publicação
  • Brasílialocalização
Felipe Pontes - Repórter da Agência Brasil

Os governadores do Distrito Federal (DF), Rodrigo Rollemberg, e de Goiás, Marconi Perillo, estiveram juntos hoje (12) em Padre Bernardo, município goiano no Entorno do DF, para visitar casas e orientar os moradores a fazerem sua parte no combate ao mosquito Aedes aegypti, mas foram alvos de protestos da população local, que cobrava o restabelecimento da coleta de lixo e o asfaltamento de vias no Núcleo Rural Vendinha.

Além da preocupação com a Zika, doença relacionada a casos de microcefalia e que teve 11 casos confirmados no Distrito Federal e Entorno, os hospitais locais têm enfrentado uma explosão no número de infectados pela dengue. Foram 6.032 casos confirmados até 9 de março, ante 881 registrados no mesmo período do ano passado, aumento de 584%.

A febre chikungunya também teve 14 casos confirmados no DF e Entorno. As três doenças são transmitidas pelo Aedes aegypti, que se prolifera na água parada. Enquanto os governadores estavam no local, ao menos 20 caminhões recolhiam o lixo acumulado a céu aberto em terrenos baldios, com grande probabilidade de juntar água. 

“Só quando alguma autoridade vem é que fazem alguma coisa. Nos outros tempos, ficamos largados à própria sorte”, disse o comerciante Júnior Barreto, de 32 anos. Segundo ele, há mais de um mês não via um caminhão de lixo passar pela comunidade. 

Perguntado sobre a eficácia de orientar moradores a fazerem sua parte em suas próprias casas, enquanto o lixo e as poças d'água se espalham pelas ruas da comunidade, o governador Rodrigo Rollemberg disse “que essa é uma responsabilidade da prefeitura”.

“O impacto dessas contaminações [por dengue] acabam recaindo sobre o Distrito Federal”, disse Rollemberg, que em seguida visitou o hospital de Brazlândia, a poucos quilômetros do Núcleo Rural Vendinha. Um pronto-socorro de campanha foi montado no local pelo governo do DF para atender aos casos de suspeita de dengue, atendendo mais de 150 pessoas diariamente, de acordo com a equipe de plantão.

 

Edição: Aécio Amado