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Municípios do Grande ABC dizem sofrer com falta d'água

As cidades de Santo André e Mauá dizem que recebem menos água do que o

Publicado em 09/03/2016 - 16:24

Por Daniel Mello - Repórter da Agência Brasil São Paulo

O município de Santo André, na região do Grande ABC, recebe menos água do que o necessário, segundo o Serviço de Saneamento Ambiental da cidade (Semasa). A autarquia é responsável pelo abastecimento dos mais de 700 mil habitantes do município, sendo que 95% do volume é fornecido pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

Em julho do ano passado, o volume de água repassado para o município foi reduzido para 1,75 mil litros por segundo (l/s), 25% menos do que os cerca de 2 mil l/s que a Semasa afirma serem necessários para abastecer a cidade. A autarquia de Santo André admitiu, entretanto, que nos últimos meses a Sabesp aumentou o volume fornecido, apesar de ainda ser aquém as necessidades da população.

“Mesmo após o governo do Estado anunciar 'o fim da crise hídrica', Santo André apresenta falta d´água, especialmente em pontos mais altos e distantes da rede de distribuição”, diz nota da Semasa.

Na última segunda-feira (7), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin disse que a crise hídrica havia sido superada no estado. “Essa questão não tem mais risco, mesmo que haja seca. E teremos a partir do ano que vem uma superestrutura em São Paulo. A região metropolitana estará bem preparada para as mudanças climáticas”, ressaltou, após dar palestra na Associação Comercial de São Paulo.

No entanto, o município de Mauá, no Grande ABC, continua a ter problemas de abastecimento. A secretaria de saneamento da cidade (Sama) diz que tem recebido menos água do que o necessário. No ano passado, alguns bairros do município, que depende exclusivamente da Sabesp, tiveram de ser abastecidos com caminhões-pipa.

A Sabesp disse, por meio de nota, que ampliou o fornecimento de água para Santo André, assim como tem sido feito gradativamente para todos os clientes. “Em Santo André, o volume fornecido passou de 1.710 L/s para 1.870 L/s em relação no mesmo período do ano passado, um acréscimo de 9,3%. Vale ressaltar que o município é responsável pela distribuição dessa água, que é suficiente para a sua demanda”, diz o comunicado.

A empresa estatual disse que mantém a redução de pressão do sistema apenas durante a noite, período de menor consumo, como forma de reduzir as perdas por vazamentos. 

Edição: Beto Coura

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