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Veículo Leve sobre Trilhos ganha campanha educativa no Rio

  • 14/03/2016 08h41publicação
  • Rio de Janeirolocalização
Da Agência Brasil

Com a nova fase de testes do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que começa este  mês, a Secretaria Municipal de Transportes, a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro e a Concessionária VLT Carioca lançam na próxima segunda-feira (14) a campanha educativa “Olho no VLT”. É para estimular novos hábitos de pedestres e motoristas.

O VLT vai circular na área central do Rio em duas linhas distintas. A primeira, saindo da Rodoviária Novo Rio, passando pela zona portuária, pegando o início da Avenida Rio Branco e indo até o aeroporto Santos Dumont.

A outra sairá da Praça XV de Novembro, seguirá pela Rua 7 de Setembro, Praça Tiradentes, Rua da Constituição e Praça da República até o terminal de trens da Central do Brasil.
A campanha foca no aspecto visual por conta dos trens que realizam o percurso serem extremamente silenciosos, gerando assim, maiores possibilidades de acidentes para os desavisados, já que o VLT circulará por áreas de grande fluxo de pessoas e de carros.

Vinte e cinco placas serão instaladas em regiões de grande movimento ao longo dos 28 quilômetros do traçado. Elas exibirão mensagens para que motoristas, motociclistas, pedestres e ciclistas estejam atentos. Os locais foram escolhidos graças a um dossiê que apontou as principais áreas de atenção como cruzamentos e praças com grande circulação. Agentes educativos também estarão distribuindo 150 mil folhetos sobre a operação.

Desafio urbano

Para o secretário municipal de Transportes, Rafael Picciani, as próximas etapas de testes e de conscientização da população serão um desafio, já que confrontarão velhos hábitos e rotinas dos cariocas. “Tudo é um grande desafio. Temos que entender que é uma novidade para todos ter esse modal fantástico no centro do Rio, que se integra com todos os outros já existentes. E essa campanha é para, além de gerar uma conscientização, dar o conhecimento para toda a nossa população,  pedestres e motoristas que saberão que não podem fechar os cruzamentos do VLT, o que ocasionaria uma perda da capacidade de operação dos trens”, explicou.

Picciani disse, ainda, não acreditar que o serviço encontre dificuldades para se adequar ao Rio de Janeiro. Para ele, ao verem a qualidade do serviço prestado, os cariocas ajudarão para que tudo ocorra seguramente. “Eu acredito que os cariocas - quando se depararem com um modal de tamanha capacidade de melhorar a vida daqueles que transitam pelo centro - colaborarão para que tudo dê certo. Tanto na operação, isto é, respeitando as regras de trânsito e sinalização, bem como na questão da validação dos bilhetes que será um método inédito no país”.

O presidente da concessionária VLT Carioca, Carlos Baldi, classificou todo o processo como gradativo, já que o serviço está em testes desde o ano passado. “A gente começou a testar o serviço em novembro. A gente só está aumentando o número e também o impacto, já que agora os testes não serão mais feitos apenas à noite, mas também durante o dia, na Avenida Rio Branco, que é uma área movimentadíssima do centro. Pegaremos esses meses de março e abril para realizar essas avaliações e depois entregar o serviço, correndo tudo dentro do prazo, no fim de abril, dentro dessa primeira etapa que é o serviço da Rodoviária Novo Rio até o aeroporto Santos Dumont”, disse.

Crianças

Ações voltadas para as crianças também serão realizadas, como é o caso do programa “Olhinhos no VLT”, que levará alunos de escolas públicas para visitação guiada com todas as orientações de segurança para que elas sejam propagadoras das informações para os pais, parentes e amigos. Outra iniciativa é o “Olhar Acessível no VLT”, para pessoas com deficiência, principalmente visual.

O VLT Carioca funcionará 24 horas - sete dias por semana - e terá integração total com o Aeroporto Santos Dumont, barcas, trens, metrô, ônibus e BRTs. O intervalo entre os VLTs poderá variar entre três e 15 minutos, conforme a linha e o horário do dia. A obra é uma das muitas que visam readequar a  cidade para receber os Jogos Olímpicos Rio 2016.

Edição: Kleber Sampaio