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Sindicatos criticam manutenção da taxa de juros

  • 02/03/2016 21h38publicação
  • São Paulolocalização
Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Força Sindical criticaram hoje (2) a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de manter a taxa básica de juros (Selic) em 14,25% ao ano. Segundo as centrais, a não redução da taxa pode deixar mais distante a recuperação da economia do país.

“Ao manter a taxa Selic, o governo penaliza o setor produtivo e a geração de empregos e renda. É uma decisão nefasta, baseada em uma política econômica equivocada, que acelera a economia em direção a um redemoinho de incertezas, penalizando os trabalhadores”, destacou a Força Sindical.

A Central ainda disse que a atual política de juros prejudica a atividade econômica, deteriora o mercado de trabalho e a renda, aumenta o desemprego e diminui a capacidade de consumo das famílias.

Para a CUT, juros altos aumentam os lucros de banqueiros e especulares, e concentra a renda ainda mais nas mãos de poucos. “Para a CUT é urgente a redução drástica da taxa de juros para que a economia saia o mais breve possível da recessão, volte a gerar emprego e renda, e retome de forma consistente o caminho do desenvolvimento com distribuição de renda. A política econômica precisa estar a serviço do povo brasileiro."

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) divulgou nota considerando a decisão do BC como "esperada" e pedindo um plano fiscal que gere aumento do superávit primário. Segundo a entidade, a taxa de juros não é o instrumento adequado para controlar a inflação, em uma economia em forte recessão.

“Prova disso é que o nível de preços está em ascensão, muito acima da meta estabelecida e no maior patamar em mais de dez anos, mesmo após a taxa Selic ter praticamente dobrado. Por isso, o Sistema Firjan defende de forma incansável um plano fiscal de longo prazo que signifique aumento do superávit primário, via redução dos gastos públicos de natureza corrente. O Brasil não pode mais se furtar de atacar as questões estruturais. Com efeito, as velhas e necessárias reformas precisam ser postas em prática, a começar pela reforma fiscal”, afirmou a entidade, em nota.

Edição: Maria Claudia