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Estudantes desocupam Assembleia de São Paulo após ordem judicial

Publicado em 06/05/2016 - 16:14

Por Bruno Bocchini - Repórter da Agência Brasil São Paulo

Os estudantes deixaram hoje (6), por volta das 15h40, o plenário Juscelino Kubitschek da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), no Ibirapuera, zona Sul da capital paulista. Eles fizeram um jogral informando que se sentiam vitoriosos e que,a próxima semana, voltariam a cobrar os deputados para criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para apurar desvios de recursos em contratos da merenda escolar do estado.

Os estudantes disseram ainda que não têm dinheiro sequer para comprar a própria alimentação e que não sujeitariam seus pais a pagar uma multa de R$ 30 mil, caso continuassem ocupando o plenário. Eles deixaram o prédio da Alesp com cravos brancos nas mãos e voltaram a realizar o jogral do lado de fora da assembleia.

Multa

O grupo de estudantes ocupou o plenário no fim da tarde de terça-feira (3). O presidente da assembleia, Fernando Capez (PSDB), confirmou na quarta (4) que havia pedido a reintegração de posse à Justiça. Ontem (5), Capez divulgou que a 1ª Vara da Fazenda Pública havia concedido liminar à Procuradoria da Alesp, determinando a desocupação imediata do plenário Juscelino Kubitschek.

Segundo a Alesp, os cerca de 50 ocupantes foram intimados individualmente a deixar o local e teriam 24 horas para isso, ou seja, o prazo se estenderia até a tarde de hoje. Caso não saíssem, teriam de pagar multa, também individual, de R$ 30 mil para cada dia que permanecessem na ocupação. As multas seriam nominais a quem fosse identificado.

Carta aberta

“Tomamos um duro golpe da Justiça. Nós, que não conseguimos nem comprar o lanche na cantina, não aceitaremos que nossos pais paguem pela corrupção. Há meses travamos uma luta democrática contra o ladrão de merenda. Sabemos o valor que tem a democracia e a importância de se respeitá-la”, informou texto divulgado pelos estudantes como uma carta aberta.

“Apesar de não ter repressão e violência policial, o governo decidiu pela truculência econômica. Por isso, nossa decisão coletiva foi desocupar a Alesp. Não recuamos, não desistimos e nada vai nos calar. Nossa luta, graças a essa ocupação, atingiu um patamar histórico”, acrescentaram.

CPI

O presidente da Alesp, deputado Fernando Capez, adiantou que ainda faltam seis assinaturas para que possa ser acolhido o pedido de abertura de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar desvios de recursos da merenda escolar.

Capez disse ser favorável à criação da comissão, mas não soube responder porque os demais deputados do PSDB não assinam o pedido de abertura. O presidente da Alesp é o único da legenda que assinou o termo. “Vamos continuar conversando. Quem fala pelo PSDB é o líder. Sou presidente de todas as bancadas, de todos os deputados e estamos conversando com todos”, concluiu.

* A matéria foi alterada às 19h20 para inclusão de novas informações

Edição: Armando Cardoso

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