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Distrito Federal terá bilhete único no transporte público

  • 16/02/2017 18h29publicação
  • Brasílialocalização
Júlia Buonafina*

O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rolemberg, assinou hoje (16) decreto que cria o Sistema de Bilhetagem Automática no transporte público. A previsão é que o modelo de bilhete único começar a funcionar em 180 dias. Para implantação do sistema, o governo vai transferir para empresas serviços como a venda de bilhetes.

Além do bilhete único, o novo sistema prevê o rastreamento da frota por GPS, com a informação dos horários dos ônibus em tempo real; a criação de uma Central de Supervisão Operacional e o controle de gratuidades e benefícios nas catracas por biometria facial.

Em greve, rodoviários do DF deixam passageiros sem ônibus. Uusuários utilizam o Metrô (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Bilhete único poderá ser usado no metrô, ônibus e bicicletas compartilhadasAntonio Cruz/Agência Brasil; Agência Brasil

Com o novo modelo, o governo de Brasília pretende combater fraudes, melhorar a qualidade dos serviços e oferecer segurança para os usuários e rodoviários.

O bilhete único poderá ser utilizado em ônibus, metrô e até nos serviços de bicicletas compartilhadas. A integração com o pagamento de apenas uma passagem deve ser feita em até duas horas.

De acordo com o secretário de Mobilidade, Fábio Damasceno, 40% da população do Distrito Federal não conhece o atual sistema de integração ou ainda paga em dinheiro, o que, segundo ele, acaba gerando prejuízo para o próprio cidadão.

“Isso traz muito prejuízo principalmente para a população, porque muitas vezes ela tem que pagar dois ou três ônibus. Se ela tiver o Cartão Cidadão ou o Cartão de Integração ela vai pagar no máximo R$ 5 para fazer esse trajeto”.

A venda dos cartões será feita por empresas privadas. A fiscalização e a gestão será de responsabilidade do DF Trans, órgão local que administra o transporte público.

Quem já tem o Cartão Cidadão ou o Cartão de Integração deverá fazer o cadastro da biometria facial. De acordo com o governo, não se trata de um recadastramento de dados, apenas de uma captação de imagem.

 

*Sob supervisão de Luana Lourenço