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Rodrigo Maia pedirá a Alexandre Moraes que não atenda pedido da Defensoria

  • 29/09/2017 17h58publicação
  • Rio de Janeirolocalização
Cristina Indio do Brasil - Repórter da Agência Brasil
Brasília - O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, fala à imprensa após encontros com os ministros Henrique Meirelles, da Fazenda, e Dyogo Oliveira, do Planejamento (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Presidente da Câmara, Rodrigo Maia   (Arquivo/Agência Brasil)

O presidente da Câmara dos Deputados, deputado Rodrigo Maia, vai se reunir na terça-feira (3),  em Brasília, com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, para tratar do pedido de habeas corpus da Defensoria Pública da União para que criminosos que estão há mais de dois anos em penitenciárias do Sistema Prisional Federal (SRF) retornem aos seus estados de origem. Se o habeas corpus for atendido, o Rio de Janeiro poderá ter de volta 55 criminosos, conforme dados do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), do Ministério da Justiça.  Atualmente, 81 presos do estado estão em penitenciárias federais.

“Vou fazer um pleito, como carioca e como fluminense, que ele não tome essa decisão, não atenda esse pleito da Defensoria, porque isso será muito ruim para o Rio de Janeiro. Vai ampliar ainda mais esta instabilidade que a gente tem na área de segurança”, disse.

O presidente da Câmara disse que o emprego das Forças Armadas durante uma semana na Rocinha foi fundamental, e voltou a criticar a condução do secretário de Segurança, Roberto Sá, à frente da política de segurança do estado. “A polícia tinha perdido o controle da situação naquele momento. Não a polícia, o comando da segurança pública. Temos sempre que separar quem comanda a tropa. A polícia carioca tem defeitos, como qualquer corporação, qualquer poder, mas tem policiais de grandes qualidades. O que eu acho é que a coordenação da política de segurança carioca está com muitos equívocos, mas este é um problema do governador [Luiz Fernando Pezão]”, disse.

Rodrigo Maia descartou qualquer tipo de intervenção federal no estado e defendeu que o melhor caminho é o diálogo entre as esferas de poderes. Na visão dele, o governador Luiz Fernando Pezão dialoga bem, apesar de todas as dificuldades. No entanto, para o deputado, a intervenção não é um bom caminho e não vai ajudar o Rio. “Não acho que o governo federal tem todas as condições, principalmente na questão fiscal para tomar esta decisão [intervenção]. O que a gente precisa é continuar dialogando entre os poderes. Tive oportunidade de assinar [o acordo de recuperação fiscal do Rio]. Estamos avançando na questão fiscal, que é uma questão de longo prazo. Vai ter um alívio de curto prazo”.

O presidente da Câmara se reuniu hoje no Rio com reitores de universidades federais para discutir recursos das instituições para garantir investimentos na área de pesquisa de ciência e tecnologia.

 

Edição: Fernando Fraga