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MPT pediu mais de R$ 100 milhões em indenizações por trabalho escravo em 2017

Publicado em 01/02/2018 - 12:50 e atualizado em 01/02/2018 - 18:17

Por Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil Brasília

O Ministério Público do Trabalho (MPT) divulgou hoje (1º) nota na qual informa ter pedido R$ 100,5 milhões em indenizações ao longo de 2017, por dano moral coletivo, em nove ações civis públicas resultantes da atuação do grupo móvel interinstitucional de fiscalização do trabalho escravo.

Segundo a instituição, no ano passado, foram ajuizadas, ao todo, 103 ações civis públicas e firmados 217 termos de ajustamento de conduta no período. No período foram encaminhadas, ao MPT, 1.187 denúncias relacionadas a trabalho escravo.

De acordo com o MPT, o número de ações civis públicas envolvendo trabalho escravo cresceu nos últimos dois anos. Em 2016 foram registradas 93 ações e, em 2017, foram 103 – desse total, 70 ações (68%) estavam relacionadas a trabalho degradante, o que, segundo o MPT, mostra a importância do conceito moderno de trabalho escravo mais abrangente, de forma a incluir, nesse crime, práticas como a de escravidão por dívidas.

O levantamento aponta também que a modernização do conceito de trabalho escravo apresentou bons resultados também quando relacionados aos termos de ajustamento de conduta. Dos 217 termos firmados pelo MPT em 2017, 130 (60%) estavam relacionados a trabalho degradante.

 

Texto alterado às 18h17 para correção de informação divulgada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). Os pedidos de R$ 100,5 milhões em indenizações dizem respeito a nove ações civis públicas resultantes da atuação do grupo móvel interinstitucional de fiscalização do trabalho escravo, e não ao total de ações civis públicas ajuizadas no ano passado, como havia sido informado.

 

Edição: Fernando Fraga

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