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General Mauro Sinott deixa 1ª DE e assume chefia do Gabinete da Intervenção

Publicado em 20/03/2018 - 16:01

Por Akemi Nitahara - Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro

Rio de Janeiro - O chefe de Gabinete de Intervenção, general Mauro Sinott, faz a transmissão do cargo de comando da 1 Divisão de Exército ao general Antônio Manoel de Barros, na Vila Militar (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

O chefe de Gabinete de Intervenção, general Mauro Sinott, faz a transmissão do cargo de comando da 1ª Divisão de Exército ao general Antônio Manoel de Barros, na Vila Militar Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Comando Militar do Leste (CML) efetuou hoje (20) a troca do comando da 1ª Divisão de Exército, que engloba a maior parte das tropas que integram o Comando Conjunto das Operações no contexto da intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro. O general Mauro Sinott deixa o posto para assumir a chefia do Gabinete da Intervenção Federal, depois de um ano e meio a frente da 1ª Divisão.

Em sua despedida da divisão, que é berço da Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial, Sinott agradeceu aos subordinados e às instituições e disse que todos proporcionaram a operação das estruturas em benefício da população. Assume o comando da 1ª Divisão, que conta com 11 mil homens, o general Antônio Manuel de Barros, diretor de abastecimento há quatro anos. Ele entrou para o Exército em 1978, foi instrutor da Academia Militar das Agulhas Negras e comandou o Centro de Instrução de Guerra na Selva.

O interventor, general Braga Netto, que presidiu a solenidade na Vila Militar, em Deodoro, elogiou o trabalho de Sinott à frente da divisão. Ele destacou algumas ações realizadas sob o comando de Sinott, entre elas a operação Guanabara, nas eleições municipais 2016 na capital, Baixada Fluminense e região metropolitana; a Capixaba, na Grande Vitoria, em fevereiro e março de 2017, para preservar a ordem pública devido à falta de patrulhamento da PM nas ruas e as Operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) a partir de julho de 2017, além das primeiras operações da intervenção no estado.

“O general Sinott foi um excepcional assessor, cuja coragem moral, lealdade, inteligência e capacidade técnica profissional contribuíram para que eu pudesse tomar decisões importantes em relação às operações. Ao analisar todas as tarefas que essa divisão cumpriu durante o seu comando, posso lhe dizer que, assim como ocorreu há 73 anos com os nossos pracinhas, a cobra continua fumando”.

Vila Kennedy

Em entrevista à imprensa após a solenidade, o general Mauro Sinott explicou que, mesmo com o anúncio de saída do efetivo da Vila Kennedy, anunciada hoje, as tropas ainda permanecem no local.

“A 1ª Divisão de Exército vai continuar prestando esse apoio para a Polícia [Militar] até que ela recupere a sua capacidade operacional e assuma a sua missão constitucional que é realizar o policiamento ostensivo. Ao longo do tempo haverá uma saída do Exército para o retorno da polícia. Não tem data específica para a tropa sair, está condicionada à recuperação operacional do 14º Batalhão”.

Na semana passada, o 14º Batalhão foi o primeiro a passar por inspeção do interventor. Sobre os recursos prometidos pelo governo federal para o trabalho da intervenção, Sinott destacou que, além do dinheiro, é necessária também a recomposição de efetivo e de material.

“É um sem número de tarefas que deverão ser executadas e ao longo do tempo vão restituir essa capacidade [operacional] das polícias. Vai ser construído dentro do respeito institucional, que é fundamental. A nossa polícia militar tem 210 anos, é uma instituição de grandes serviços para o estado do Rio de Janeiro”.

Para a recomposição do efetivo da PM, o general adiantou que serão utilizados recursos humanos da desativação de unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). “Existem várias que estão sendo avaliadas em função de seu desempenho, de acordo com a finalidade a que se destinava. E pode servir também para a recomposição dos efetivos dos batalhões. Provavelmente [a UPP da] Vila Kennedy entrará nisso”.

Marielle

Sobre o pedido do presidente Michel Temer de celeridade na investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, Sinott disse que o melhor que o Gabinete da Intervenção Federal pode fazer é “deixar a Polícia Civil trabalhar”.

“É uma tarefa que está com a Divisão de Homicídios da Polícia Civil. Vamos aguardar os resultados. Nós podemos colaborar deixando a Polícia Civil realizar o seu trabalho, essa é a principal contribuição que nós podemos fazer. Porque é uma atribuição constitucional da Polícia Civil, o trabalho investigativo”.

Edição: Amanda Cieglinski

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