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Obra da Sabesp concede água para 39 milhões de pessoas no Rio e em SP

Publicado em 03/03/2018 - 16:35

Por Flávia Albuquerque - Repórter da Agência Brasil São Paulo

Foi entregue hoje (3) pelo governo estadual na cidade de Nazaré Paulista, no interior paulista, uma obra da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), que aumenta a disponibilidade de água para 39 milhões de pessoas nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro. A obra consiste na interligação Jaguari-Atibainha que conecta duas bacias hidrográficas diferentes. Com isso será possível transferir água de uma região para a outra de acordo com a necessidade.

A obra, que teve investimento de R$ 555 milhões financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), beneficia a região metropolitana de São Paulo, de Campinas, o Vale do Paraíba e o estado do Rio de Janeiro, incluindo a capital. A partir de hoje a água está sendo bombeada em operação assistida em direção à represa Atibainha, que faz parte do Sistema Cantareira, que poderá receber 162 bilhões de litros por ano. 

Segundo informações da Sabesp, a água captada na represa Jaguari, em Igaratá, no Vale do Paraíba, percorre quase 20 quilômetro para chegar à represa Atibainha, em Nazaré Paulista. “Seis bombas vão impulsionar a água morro acima para superar a montanha que separa as duas represas. Serão 5.130 litros de água por segundo para o Cantareira. Esta vazão passa pela estação de tratamento suficiente para abastecer 1,5 milhão de pessoas”, diz a Sabesp.

De acordo com a companhia, o sentido inverso está em fase final de construção e aproveitará o mesmo túnel e a mesma adutora. “A água da represa Atibainha poderá também ser bombeada até a represa Jaguari, que pertence à bacia do Paraíba do Sul. Dessa forma, aumentará a segurança hídrica de todas as cidades que captam água dessa bacia. Isso inclui o Vale do Paraíba e a Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Serão 12.200 litros de água por segundo.”

Segundo o governador Geraldo Alckmin, a obra trará segurança hídrica para o estado enfrentar grandes mudanças climáticas. “Quando chove demais a gente guarda água. Quando faz seca, a gente tem água guardada. Isto vai beneficiar muito a região de Campinas, a região metropolitana de São Paulo e até o Rio de Janeiro, porque é mão dupla. Quando sobra aqui guarda no Jaguari e vice-versa. Até dia 31 deste mês para inauguarar o sentido inverso”.
 

Edição: Valéria Aguiar

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