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Greve afeta abastecimento na cidade onde treina a seleção brasileira

Publicado em 24/05/2018 - 16:43

Por Vladimir Platonow – Repórter da Agência Brasil Teresópolis (RJ)

O desabastecimento de combustíveis, por causa da greve dos caminhoneiros, está sendo mais sentido nos municípios distantes dos pontos de produção e distribuição. A cidade de Teresópolis, na Serra Fluminense, por exemplo, ficou totalmente sem álcool e gasolina no fim da manhã desta quinta-feira (24). A Granja Comary, onde a seleção brasileira de futebol está se preparando para a Copa do Mundo, fica em Teresópolis.

Centro de Treinamento da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), na Granja Comary, em Teresópolis, Rio de Janeiro.
Problemas de abastecimento já afetam Teresópolis, onde fica a Granja Comary, local de treino da seleção brasileira (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Também começa a faltar gás de cozinha na cidade, pois os caminhões trazendo botijões ficaram retidos nos pontos de mobilização nas rodovias, o que praticamente zerou o estoque dos distribuidores do produto.

Os únicos postos que ainda tinham alguma gasolina na região eram os do município de Guapimirim, no pé da serra, onde se formavam filas com mais de 30 veículos. Já na cidade de Teresópolis, só havia diesel nas bombas. Mesmo assim, os clientes reclamavam que os preços tinham aumentado muito desde ontem.

“Na semana passada, eu abasteci com o diesel a R$ 3,60. Hoje já está a R$ 4,19. Isto tem que ser denunciado. Os caminhoneiros estão certos, têm o meu apoio”, disse o aposentado Sérgio Meirelles, enquanto completava o tanque.

A mesma reclamação foi feita pelo autônomo Wagner da Cunha Siqueira, que rabalha com fretes com sua caminhonete. “Aumentou muito o diesel. É um roubo. Eu pedi a nota fiscal, para reclamar depois. Vou tentar não repassar o aumento aos meus clientes. Os caminhoneiros estão certos”, afirmou Wagner.

O entregador de gás Marcos Mesquita estava com sua caminhonete vazia e já calculava o prejuízo. “Acabaram os botijões. O prejuízo na distribuidora é de R$ 1 mil por dia”, calculou Mesquita, dizendo que só hoje deixou de entregar 50 botijões.

Edição: Nádia Franco

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