Digite sua busca e aperte enter

Compartilhar:

PF prende no Rio empresário ligado à corretora de valores

Publicado em 10/08/2018 - 13:31

Por Vladimir Platonow – Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro

A Polícia Federal (PF) prendeu, na manhã desta sexta-feira (10), o empresário João Paulo Julio de Pinho Lopes, sócio das empresas Advalor Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários e Rasroma Serviços Patrimoniais. Ele foi citado nas colaborações premiadas de Luiz Carlos Velloso, ex-subsecretário de Transportes do governo de Sérgio Cabral, e dos doleiros Vinícius Claret, conhecido como Juca, e Claudio Fernando de Souza, o Tony.

Segundo pedido de prisão feito pelo Ministério Público Federal (MPF) ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, a empresa Advalor de João Paulo teria sido utilizada para possibilitar pagamentos de propinas de empreiteiras. O procurador da República Sérgio Pinel disse que a Advalor operava como uma espécie de banco.

“Ela funcionava como uma espécie de instituição financeira paralela, como se as pessoas tivessem contas bancárias. Ele [Velloso] tinha uma conta na corretora, movimentou mais ou menos R$ 5 milhões, ao longo de cinco anos, e permaneceu um crédito na conta de uns R$ 600 mil. O irmão do subsecretário esteve na corretora para reaver esse dinheiro e o investigado [João Paulo] se negou a devolver, permaneceu ocultando e se locupletando desse dinheiro de origem ilícita.”

No documento, os procuradores apontam os motivos pelo deferimento de medidas cautelares contra João Paulo. “Com efeito há prova da existência de materialidade e indícios suficientes de autoria dos crimes de lavagem de dinheiro, tendo em vista que até a presente data os recursos ilícitos provenientes da ação criminosa de Luiz Carlos Velloso e outros agentes públicos a ele relacionados permanecem sendo ocultados.”

O MPF justifica o pedido de prisão preventiva para garantir a ordem pública, conveniência da instrução criminal e assegurar a aplicação da lei. O pedido, aceito por Bretas, foi subscrito por 11 procuradores, da força-tarefa da Lava Jato no Rio.

À época em que Velloso era subsecretário de Transportes, o titular da pasta era Júlio Lopes, que deixou o cargo e reassumiu a vaga de deputado federal.

Matéria ampliada às 15h40

Edição: Denise Griesinger

Últimas notícias