Cabo-verdiano Germano Almeida recebe Prêmio Camões 2018 no Rio

Mais importante prêmio literário em língua portuguesa teve 30ª edição

Publicado em 04/09/2018 - 23:26 Por Agência EFE - Rio de Janeiro

O escritor cabo-verdiano Germano Almeida recebeu nesta terça-feira (4), em cerimônia no Rio de Janeiro, o Prêmio Camões 2018, o mais importante da literatura em língua portuguesa e que é patrocinado pelos governos de Brasil e Portugal.

Almeida, que no último mês de maio foi anunciado como o vencedor da 30ª edição do prêmio, foi homenageado hoje em cerimônia na Biblioteca Nacional do Rio, que contou com a presença do ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, e seus homólogos de Cabo Verde, Abraão Aníbal Barbosa Vicente; e Portugal, Luís Filipe Castro Mendes.

Além da honraria, o cabo-verdiano recebeu um prêmio em dinheiro de 100 mil euros. O escritor foi eleito por unanimidade, em maio, na reunião dos jurados do Prêmio Camões em Lisboa.

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Germano Almeida recebe prêmio ao lado dos ministros da Cultura do Brasil, Sérgio Sá Leitão; de Cabo Verde e de Portugal. EFE/ Antonio Lacerda/Direitos reservados

Almeida foi o segundo escritor de Cabo Verde a receber este prêmio, já que o vencedor da edição de 2009 foi o poeta e ensaísta Armênio Vieira.

O novo vencedor do Prêmio Camões, que nasceu em 1945 na ilha cabo-verdiana de Boavista, se formou em Direito em Lisboa e deu seus primeiros passos na literatura na década de 1980 na revista Ponto & Vírgula, da qual foi um dos fundadores.

Almeida, que trabalha como advogado na ilha cabo-verdiana de São Vicente, estreou como contista no início de nos anos 80 e seu primeiro romance, O Testamento do Sr. Napumoceno da Silva Araújo, foi traduzido a idiomas como espanhol, francês, alemão, italiano e sueco, publicado em vários países e adaptado ao cinema.

Seus primeiros trabalhos foram assinados com o pseudônimo de Romualdo Cruz e, após sua revisão, os publicou em 1994 em uma compilação chamada A ilha fantástica. Esta obra, junto com A Família Trago (1998), recriam a infância do escritor e o ambiente familiar na Ilha de Boavista.

Entre suas outras obras se destacam Meu poeta (1989), A morte de meu poeta (1998), Estórias contadas (1998), As memórias de um espírito (2001), Eva (2006) e A morte do ouvidor (2010). Seu último romance é O Fiel Defunto (2018).

Criado em 1988 pelos governos de Portugal e Brasil, o Prêmio Camões tem como objetivo distinguir um escritor cuja obra contribua para a projeção e o reconhecimento da língua portuguesa, que conta com mais de 230 milhões de falantes no mundo todo.

Entre os agraciados das edições anteriores, figuram autores como José Saramago, Miguel Torga, Eduardo Lourenço, António Lobo Antunes, Mia Couto, e Manuel Alegre, vencedor do ano passado.

O Brasil conta com 12 representantes entre os 30 agraciados, entre eles João Cabral de Melo Neto (1990), Rachel de Queiroz (1993), Jorge Amado (1994), Antonio Candido (1998), Rubem Fonseca (2003), Lygia Fagundes Telles (2005), João Ubaldo Ribeiro (2008) e Ferreira Gullar (2010).

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