Missão da Unesco chega ao RJ para avaliar restauro do Museu Nacional

Publicado em 11/09/2018 - 20:06 Por Renata Giraldi e Luiza Damé - Repórteres da Agência Brasil - Brasília

Uma especialista ligada à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e outro vinculado ao Centro de Estudos sobre a Preservação e Restauração de Bens Culturais (Iccrom) começam a trabalhar no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (13), quando terão uma reunião técnica. Inicialmente, farão uma avaliação das emergências para as ações de reconstrução e restauração do Museu Nacional do Rio de Janeiro.

Os especialistas têm vasta experiência na área de restauro, considerando que 90% dos 20 milhões de itens do museu foram destruídos pelo fogo do último dia 2. A chefe da missão da Unesco, Cristina Menegazzi, é responsável, desde 2014, pelo Programa de Salvaguarda de Emergência do Patrimônio Cultural Sírio, no escritório da entidade em Beirute, no Líbano. 

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Um incêndio atingiu o Museu Nacional do Rio de Janeiro, na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, na zona norte da capital fluminense, destruindo 90% do acervo - Arquivo/Tânia Rêgo/Agência Brasil

 

Doutora em Gestão de Risco de Desastres do Patrimônio Cultural pela Universidade de Viterbo-Roma, na Itália, Menegazzi atua há mais de 25 anos na área de patrimônio cultural, com foco em conservação e preservação de coleções, práticas de museus, desenvolvimento de projetos, políticas e pesquisas estratégicas, planejamento cultural, gestão de equipes e projetos, bem como na captação de recursos.

Bacharel em História da Arte pela Universidade de Bolonha, a especialista da Unesco tem mestrados em Conservação Preventiva do Patrimônio Cultural pela Universidade Sorbonne (Paris), em Gestão e Conservação de Museus pela escola estatal francesa (Institut National du Patrimoine) e em Arte Contemporânea pela Universidade de Bolonha. 

Outro integrante é José Luiz Perdessoli Junior é gestor de projetos de conservação de coleções do Iccrom, na Itália. Tem experiência nas áreas de gestão de risco ao patrimônio cultural, de ciência de materiais aplicada à preservação de bens culturais (mais especificamente de coleções em papel e materiais relacionados), de princípios científicos para a conservação e de processos de tomada de decisão para conservação do patrimônio.

Perdessoli é graduado em Química pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e mestre em Química de Polímeros, com ênfase nas aplicações na área de conservação de patrimônio, pela Universidade de Helsinque (Finlândia). 

Apoio

Após o incêndio, o presidente Michel Temer pediu apoio internacional para buscar resgatar o museu e montou um comitê gestor interministerial – Relações Exteriores, Cultura, Educação e Casa Civil – para administrar o trabalho de cooperação.

A previsão é que, pelos próximos 12 meses, seja organizada toda a reestruturação do Museu Nacional do Rio, inclusive o novo acervo.

Paralelamente aos projetos e às obras de arquitetura, o governo quer realizar uma campanha internacional para recompor, mediante doações e aquisições, o acervo do Museu Nacional.

Vários governos manifestaram interesse em ajudar o Brasil, como França, Portugal, Bulgária, México, China, Chile e Egito. Responsáveis por museus, como o Louvre da França, também se colocaram à disposição do Brasil para colaborar.

Edição: Carolina Pimentel

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