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General view from above of a dam owned by Brazilian miner Vale SA that burst, in Brumadinho, Brazil January 25, 2019. REUTERS/Washington Alves REUTERS/Washington Alves/Direitos Reservados

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Aldeia Pataxó é evacuada após rompimento de barragem em Brumadinho

Publicado em 26/01/2019 - 09:37

Por Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil Brasília

Uma aldeia Pataxó Hã-hã-hãe precisou ser evacuada após o rompimento de uma barragem da mineradora Vale em Brumadinho, região metropolitana de Belo Horizonte (MG). De acordo com o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), as 25 famílias que vivem na aldeia Naô Xohã foram levadas para a parte mais alta do município de São Joaquim de Bicas, onde está localizada a comunidade.

Por meio de nota, o Cimi informou que Brumadinho, São Joaquim de Bicas e Mário Campos formam um conjunto de cidades cortadas pelo Rio Paraopeba, atingido pela lama de rejeitos da barragem por volta das 15h50 de ontem (25). A aldeia evacuada fica na margem do rio, de onde os Pataxó Hã-hã-hãe retiram sua subsistência.

Debris are seen in an area next to a dam owned by Brazilian miner Vale SA that burst, in Brumadinho, Brazil January 25, 2019. REUTERS/Washington Alves
Barragem de rejeitos da mineradora Vale se rompe em Brumadinho, Minas Gerais REUTERS/Washington Alves/Direitos Reservados

Tragédia se repete

No comunicado, o Cimi lembrou que, há três anos, a barragem de Fundão, em Mariana (MG), se rompia, devastando a bacia do Vale do Rio Doce, deixando 19 mortos e centenas de desalojados. Os rejeitos chegaram até a foz do Rio Doce, no Espírito Santo. Cerca de 126 famílias do povo Krenak vivem espalhadas em sete aldeias às margens do Rio Doce.

“Antes do desastre de Fundão, pescavam, caçavam e viviam abastecidos pela água do rio. Com a poluição gerada pela lama de rejeitos, os Krenak se veem hoje dependentes de recursos estatais e da alimentação comprada em supermercados. Não podem plantar, os animais desapareceram da região e o rio segue inutilizável, em um processo de recuperação que pode levar mais de uma década.”

Edição: Denise Griesinger

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