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indígenas Pataxó Hã-hã-hãe vivem na aldeia Naõ Xohã, às margens do rio Paraopeba. Lucas Hallel/Ascom Funai

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Avanço do rejeito no Rio Paraopeba perde força, mostra boletim

Não há mais previsão de que alcance a Hidrelétrica de Três Marias

Publicado em 29/01/2019 - 19:48

Por Léo Rodrigues - Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro

O novo boletim do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), estatal vinculada ao Ministério de Minas e Energia, aponta uma redução no ritmo de deslocamento da pluma, formada pela mistura de rejeito e água, por causa do rompimento da barragem da mineradora Vale, em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, no último dia 25. Não há mais previsão de que ela alcance a Usina Hidrelétrica de Três Marias (MG), conforme o boletimo divulgado às 18h30.

A barragem que se rompeu integrava a Mina Feijão. O rejeito que se propagou no ambiente chegou primeiro ao Córrego do Feijão. A pluma avançou rapidamente e por volta de 13h já estava no Rio Paraopeba. De acordo com boletim, a água turva alcançou o município de Juatuba (MG) na noite de segunda-feira (27) e deve chegar à São José da Varginha (MG) amanhã (30). Os rejeitos que vazaram já percorreram mais de 55 quilômetros.

O CPRM opera, em parceria com a Agência Nacional de Águas (ANA), estações da Rede Hidrometeorológica Nacional localizadas ao longo do rio. Boletins têm sido divulgados diariamente. Na manhã de ontem (28), havia previsão de que a pluma alcançasse entre os dias 15 e 20 de fevereiro a represa onde fica a Usina Hidrelétrica de Três Marias. No local, o Rio Paraopeba se encontra com o Rio São Francisco.

O monitoramento mais recente mostra, no entanto, que isso não deve mais ocorrer. O boletim registra que a frente da pluma apresenta concentração baixa de sedimentos. Ela avança a uma velocidade média de 0,9 quilômetro por hora. No novo boletim, também não há mais divulgação de data provável para a chegada à Usina Hidrelétrica de Retiro Baixo, situada antes em Felixlândia (MG).

Pesca

Segundo o presidente da Federação dos Pescadores de Minas Gerais, Valtinho Quintino da Rocha, a entidade ainda não tem condições de avaliar a extensão dos danos. "Já estamos nos mobilizando para calcular os prejuízos". Ele afirma que a pesca estava suspensa em decorrência da piracema, período de desova dos peixes.

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais destacou técnicos para realizarem coleta de 44 amostras de água na região atingida com o objetivo de identificar os possíveis riscos de intoxicação. Ainda não há previsão para divulgação dos resultados. Ainda assim, a pasta divulgou uma orientação para que as pessoas evitem contato com a água do Rio Paraopeba e também não pesquem nem consumam os peixes.

Edição: Carolina Pimentel

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